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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 6

 

Assim que abri a porta do quarto olhei logo para a cama vendo que o Tom já tinha acordado, corri literalmente até à cama.

- Tom! – exclamei arregalando os olhos.

- Hey… - ele sorriu-me um pouco.

- Acordaste… - disse e não consegui evitar algumas lágrimas, era tão bom poder ouvir a voz dele e ver os seus olhos abertos.

- Não chores. – murmurou ele com uma voz fraca.

Suspirei. – Tive tanto medo… - murmurei. Peguei na mão dele e entrelacei os nossos dedos enquanto que com a outra mão limpava as lágrimas. Sorri um pouco quando ele apertou um pouco a minha mão. – Como te sentes? – perguntei sentindo que aquela era uma pergunta demasiado estúpida.

- Estou cheio de dores pelo corpo todo, principalmente no braço. – disse ele olhando-me com aquela carinha fofa que me deixava toda derretida.

Olhei para o seu braço todo engessado e suspirei. – Vais ficar bem depressa. – retorqui e esbocei-lhe um pequeno e doce sorriso.

Ele retribuiu o sorriso. – Beija-me! – pediu-me com um beicinho. Ri-me e baixei-me até tocar nos seus lábios, beijando-o de seguida. Só tinha passado tão pouco tempo mas já tinha tantas saudades dele, principalmente por saber que podia ter-lhe acontecido algo de muito pior. Pelo menos agora já tinha acordado e tinha a certeza que dentro de alguns dias ou semanas ficaria bem.

- Já recuperaste maninho? – ouvi a voz do Nate atrás de mim seguida de uma pequena gargalhada. Com tudo aquilo até me tinha esquecido que ele também estava ali. Separei o beijo afastando-me ligeiramente do Tom, olhei para o Nate e fiz-lhe uma careta.

- O que foi? – perguntou-me de sobrolho franzido.

- Nada. – revirei-lhe os olhos e deixei-me ficar à beira do Tom continuando com os meus dedos entrelaçados nos seus. Eles começaram a falar um com o outro mas não prestei muita atenção à conversa pois estava demasiado contente por ele estar acordado.

A porta abriu-se não muito tempo depois e uma enfermeira entrou no quarto. Sorriu ao ver o Tom acordado.

- Fico contente que já tenha acordado. – voltou a sorrir enquanto se aproximava da cama. Eu e o Nate afastamo-nos um pouco dando-lhe espaço para ela dar a medicação ao Tom. – Ele precisa de descansar bastante por isso não o “chateiem” muito sim? – pediu-nos olhando alternadamente para mim e para o Nate. Ambos assentimos com a cabeça e depois ela foi-se embora.

- Eu também tenho de ir. – disse o Nate. – Preciso de ir fazer umas coisas, volto mais logo. – acrescentou.

- Está bem. – disse-lhe. Despedimo-nos dele e ele saiu do quarto.

Acariciei o rosto do Tom assim que ficámos sozinhos. – Vou buscar alguma coisa para comeres. – disse-lhe. Ele assentiu com a cabeça e dei-lhe um beijo na testa saindo de seguida do quarto.

Fui até ao refeitório do hospital e enchi um tabuleiro com coisas para ele comer. Percorri os longos corredores do hospital e voltei a entrar no quarto uns minutos depois.

- Foste rápida. – disse ele com um sorriso e começou a tentar sentar-se na cama.

- Está quietinho. – disse-lhe fazendo cara de má. – Eu ajudo-te. – pousei o tabuleiro e fui à beira dele ajudando-o com cuidado a ficar sentado. Puxei o tabuleiro para a beira dele.

- Vais deixar-me comer sozinho certo? – perguntou-me de sobrolho franzido. – Não sou nenhum bebé Bri. – riu-se um pouco.

Ri-me também. – Está bem chatinho. – sentei-me numa beirinha da cama enquanto ele estava a comer.

- Tu não comes? – perguntou-me pouco depois.

- Como mais logo. – disse encolhendo os ombros.

Fiquei apenas eu a falar durante o resto do tempo em que ele esteve a comer e quando acabou peguei no tabuleiro e fui pousá-lo numa pequena mesa que havia num canto do quarto.

- Tom… - murmurei quando voltei para a beira dele e voltei a sentar-me.

- Diz. – ele olhou-me franzindo a testa. Mordi o lábio e deixei escapar um longo suspiro.

- O espectáculo de ballet… é daqui a alguns dias. – disse suspirando mais.

Ele assentiu com a cabeça – Eu sei. – ele baixou o olhar e apercebi-me de que tal como o Nate te ele tinha pensado o mesmo que eu. – Desculpa… - pediu-me.

- Hey… - puxei-lhe o rosto para cima para ele me olhar. – Não peças desculpa, não tens culpa. – olhei-o. – Eu queria muito que fosses mas se não dá, não podemos fazer nada. – suspirei demoradamente.

- Eu sei amor. – ele puxou-me ligeiramente beijando-me os lábios. Agarrei a mão dele e acariciei-a pousando o meu olhar na mesma.

Estive a falar com o Nate sobre isto… - mordi o lábio, só esperava que ele não ficasse chateado. – E… ele disse que ia comigo… e eu disse que sim… - olhei para o Tom esperando a sua reacção.

- Não me olhes assim. – disse ele de sobrolho franzido. – Não me importo que ele vá contigo. – acariciou também a minha mão.

- Não te importas mesmo? – perguntei ainda a olhá-lo.

- Não Bri. – disse ele. – A sério que não, eu sei que é importante para ti teres lá as pessoas de quem gostas e se não posso ir eu sei que será bom para ti ter lá o Nate. – sorriu-me e apertou-me ligeiramente a mão, levou-a aos seu lábios e deu um pequeno beijo.

- Está bem… - murmurei com um pequeno encolher de ombros. Suspirei um pouco aliviada por ele ter reagido assim, ainda bem que não tinha tido ciúmes ou algo do género. Afinal não tinha motivos para isso, o Nate era irmão dele e erámos apenas amigos.

 

Isto está a ficar uma autêntica porcaria e não está nada do meu agrado... mas pronto... espero que vocês gostam

Ah, e o Thomas não morreu como algumas pessoas achavam que ia acontecer xd

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