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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 7

 

- Amo-te. – sussurrou Tom olhando para mim e levando uma mão ao meu rosto acariciando o mesmo com os seus dedos. Adorava ouvir aquela palavra sair da sua boca, ainda me lembrava da primeira vez que ele a tinha dito e das borboletas que tinha sentido dentro da minha barriga. Sorri com tais pensamentos e rocei a minha bochecha nos seus dedos.

- Também te amo. – peguei-lhe na mão e baixei-me chegando aos seus lábios, beijei-o demoradamente e afastei-me quando o senti puxar-me mais para ele. – Está quieto Thomas McGarvey.

- Não me apetece, tenho saudades tuas… - fez um beicinho o que fez com que eu me ri-se.

- Depois matámos as saudades todas. – ele continuou com o beicinho, voltei a dar-lhe um beijo e depois deixei-me ficar sentada na cama à beira dele.

Ficámos a falar durante mais algum tempo, se bem que eu não o deixava falar muito para que ele não se cansasse. Ele acabou por adormecer, suspirei e fiquei a olhar para ele enquanto passava levemente os dedos pelo seu cabelo.

A porta abriu-se uns minutos mais tarde e o Nate entrou no quarto, olhou para nós os dois.

- Como é que ele está? – perguntou aproximando-se de mim. Encolhi um pouco os ombros e olhei de relance para o Tom.

- Acho que está melhor… - acabei por dizer, pelo menos parecia estar melhor antes de ter adormecido.

O Nate sorriu-me e pegou-me na mão puxando-me para fora da cama, levou-nos até ao sofá e sentou-se no mesmo puxando-me juntamente com ele e fazendo-me sentar ao seu lado.

- Ele vai ficar bem. – disse puxando-me contra ele.

- Eu sei… - assenti levemente com a cabeça e encostei-a ao seu peito. – Falei com ele do espectáculo e ele não se importa que vás tu comigo. – disse-lhe.

Claro que não se importa. – ouvi-o rir-se e levantei a cabeça revirando-lhe os olhos.

- Parvo. – fiz-lhe cara de má e depois olhei para a cama de Tom e suspirei. Voltei a olhar para o Nate. – Eu preciso de ir a casa. – ainda só tinha falado com os meus pais pelo telemóvel. Suspirei. – E há o ballet, tenho de ir logo… - acrescentei. Era muito importante eu ir pois eram os preparativos finais por causa do espectáculo.

- Sim Bri. – ele assentiu. – Podes ir, eu vou ficar aqui com ele, não tens de te preocupar.

- Se ele acordar ou se acontecer alguma coisa que seja liga-me logo sim? – ele assentiu com a cabeça. – E se acordar diz-lhe que não demoro… - mordi o lábio e ele assentiu novamente. – Obrigada. – dei-lhe um pequeno abraço e um beijo na bochecha pegando ao mesmo tempo na minha bolsa.

- E Bri… - começou o Nate o que me vez voltar a olhar para ele. – E não chores mais… as princesas não choram… - sorriu-me. Sorri-lhe de volta e assenti levemente com a cabeça saindo depois do quarto.

 

A primeira coisa que fiz foi passar em casa, fiquei a falar com os meus pais pois eles estavam preocupados com o Tom e queriam saber como ele estava e todas essas coisas. Depois disso tratei de algumas coisas que tinha deixado para trás devido ao tempo que tinha estado no hospital com o Tom. Quando faltava pouco para ter de ir ao ballet fui tomar um banho e mudar de roupa, voltei a sair de casa e pouco tempo depois cheguei ao estúdio de ballet.

Fui bombardeada de perguntas sobre o que tinha acontecido no entanto não houve muito tempo para explicações pois estava na hora de começar a aula. Desta vez não correu tão bem como o costume, não conseguia concentrar-me em condições pois não conseguia parar de pensar no Tom, só queria voltar para o hospital e estar ao lado dele. Fui chamada à atenção pela professora umas poucas de vezes o que me deixava frustrada, odiava quando aquilo acontecia ainda por cima a tão poucos dias do espectáculo.

Suspirei quando a aula acabou e deixei que todas saíssem da sala até ficar sozinha, encostei-me a uma das paredes e deixei-me escorregar pela mesma até ficar sentada no chão, mordi o lábio quando uma lágrima me escorreu pela bochecha. Olhei para a parede em frente e fitei o meu reflexo no espelho… ultimamente só chorava, a cada pedaço de tempo que passava lá estava uma lágrima no meu rosto. Estava a ficar farta de as coisas andarem mal. Só queria que tudo ficasse bem, queria que o Tom recuperasse e pudesse voltar para casa. Queria que o espectáculo corresse bem e agora não me sentia tão confiante em relação a isso…

Sentia que não ia ter forças quando estivesse no palco pois ao olhar para o público ia faltar lá uma pessoa… a pessoa que eu amava. Suspirei e pensei nas palavras que o Nate me tinha dito, passei uma mão pelo rosto e limpei as lágrimas.

 

Tenham uma boa páscoa ^^

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