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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 9

 

Ao contrário do que eu pensava o espectáculo correu muito bem, tinha conseguido fazer todos os passos que tinha praticado durante semanas na perfeição. Estava completamente em êxtase quando por fim saí de cima daquele palco, sorri às pessoas que apareciam de todos os lados para nos felicitar e procurei com o olhar os meus pais e o Nate não os conseguindo avistar. Se calhar ainda estavam lá dentro, pensei para mim e encolhi ligeiramente os ombros.

- Bri!!! – ouvi chamarem quando estava prestes a entrar dentro do vestiário para trocar de roupa, virei-me para trás e sorri ao ver o Nate.

- Hey! Gostaste? – perguntei antes que ele pudesse ter tempo de dizer alguma coisa.

- Amei, foi perfeito. – sorriu-me muito e aproximou-se pegando em mim e elevando-me do chão. – Foste perfeita. – abraçou-me e eu ri-me agarrando-me a ele. – Adorei ver-te.

- Ainda bem. – retorqui e fui largada por ele sentindo os meus pés tocarem de novo no chão.

- Agora vai mudar de roupa e despacha-te. – disse o Nate olhando para mim. – Vamos jantar.

Franzi a testa. – Jantar? – perguntei meio confusa, que eu saiba não tinha combinada nenhum jantar com ninguém.

- Sim Bri. – revirou-me os olhos. – Eu, tu e os teus pais. – ele esfregou as mãos uma na outra todo animado. – Precisamos de ir festejar o teu sucesso todo. – sorriu-me piscando o olho o que me fez rir e assentir levemente com a cabeça.

- Até já então. – disse-lhe sorrindo e entrei por fim no vestiário, fui até ao canto onde tinha as minhas coisas e peguei nelas mudando de roupa tentando ser o mais rápida possível. Não é que estivesse com muita vontade de jantar apesar de tudo ter corrido pelo melhor, mas sinceramente preferia ir para o hospital para estar com o Tom. Suspirei e peguei no meu saco saindo dali de dentro, deparei-me com o Nate ainda ali à minha espera encostado à parede.

- Será que o Tom está bem? – perguntei-lhe olhando-o. Ele assentiu com a cabeça.

- Sim Bri, se não estivesse bem já nos tinham ligado a dizer alguma coisa. – retorquiu e pegou-me num braço começando a puxar-me com ele dali para fora. – Não te preocupes, está tudo bem com ele. – sorriu e por fim chegámos à beira dos meus pais que estavam ainda mais entusiasmados que o Nate com o meu espectáculo.

 

Saímos dali e uns minutos depois chegámos ao restaurante onde iriamos jantar, abri a porta saindo de dentro do carro e fiquei mais ao menos especada a olhar para o restaurante.

- Isto é… chique demais… - acabei por dizer de sobrolho franzido.

- Tu mereces. – disse a minha mãe chegando à minha beira. Rodeou-me a cintura com o braço e encostou a cara ao meu ombro. – Estou muito orgulhosa de ti Bri. – sorriu-me largamente.

Sorri-lhe de volta. – Eu sei mãe. – dei-lhe um beijo rápido na bochecha. – Mas não era preciso jantarmos aqui, podíamos ir ao Mc Donald’s que eu já ficava mais que satisfeita. – ri-me o que fez com que ela abanasse a cabeça e se afastasse de mim. Vimos que o Nate e o meu pai já se tinham afastado e seguimos atrás deles entrando no restaurante, já tínhamos uma mesa marcada para quatro. Apostava que eles tinham andado a combinar aquilo tudo às minhas escondidas.

- Isto tudo não era preciso. – retorqui quando por fim nos sentámos.

- Não sejas pobre e mal agradecida Brianna. – olhei para o Nate quando ele disse isto e fiz-lhe uma careta.

- Não sejas chato Nathaniel. – retorqui sorrindo-lhe o que o fez revirar ligeiramente os olhos.

- Vocês ficam bem juntos. – ouvi a minha mãe dizer, virei logo o meu rosto para ela e abanei a cabeça quando ela olhava para nós os dois muito séria.

- Outra vez com isso? – perguntei com um revirar de olhos.

- Outra vez porquê? – perguntou-me ela e todos olharam para mim, encolhi os ombros com um revirar de olhos.

- Porque hoje toda a gente diz isso ou pensam que somos namorados. – retorqui.

- Porque se calhar até ficámos mesmo bem. – disse o Nate com o seu ar convencido, fazendo com que os meus pais se começassem a rir. Fiz-lhe cara de má e atirei-lhe com um guardanapo à cara.

- Não ficámos nada. – resmunguei cruzando os braços quando parecia que eles estavam todos a gozar comigo. – Não temos nada a ver um com o outro. – acrescentei olhando para ele e depois prendi o meu olhar nos meus pais. – E podem parar com isso de tentar juntar-me com o Nate. – sabia bem como eles eram, principalmente a minha mãe que adorava juntar-me com todos os rapazes que conhecia, para ela todos eram perfeitos para mim. – Eu tenho namorado e amo-o muito, por isso não se ponham com ideias. – olhei agora para o Nate que me olhava muito sério. – E tu também Nathaniel. – disse com cara de má e apontando-lhe um dedo.

- Eu não fiz nada! – ele levantou as mãos no ar. Revirei os olhos.

- Mas aposto que estás a pensar. – encolhi os ombros.

- Podemos jantar? – perguntou por fim a minha mãe pondo fim àquela conversa deveras estranha. Todos assentimos e o jantar decorreu o mais normal possível, entre conversas e risos lá acabámos por passar parte daquela noite.

 

- Queres vir comigo ao hospital? – perguntou-me o Nate assim que saímos para a rua depois do jantar.

- Claro. – disse rapidamente toda animada, mal podia esperar por ver o Tom e contar-lhe tudo sobre aquele espectáculo.

- Não venhas tarde para casa. – disse logo a minha mãe, revirei os olhos e assenti.

- Sim mãe, não te preocupes. – dei-lhe um beijo rápido e outro ao meu pai. Despedimo-nos deles e fui com o Nate para o hospital.

 

Isto cada vez está a ficar mais aborrecido e mais porcaria... desculpem...

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