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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 10

 

Assim que chegámos ao hospital dirigimo-nos para o quarto onde o Tom estava, abri a porta de rompante completamente animada e ansiosa por vê-lo quando o vi a falar todo animado com uma enfermeira.

- Que giro. – resmunguei baixo com um revirar de olhos.

- É só uma enfermeira Bri. – retorquiu o Nate detrás de mim e voltei a revirar os olhos quando ele se riu. – Ou se calhar é um sinal a dizer que deves ficar comigo. – gozou-me o que me fez dar-lhe um empurrão no braço. Suspirei e puxei o Nate para dentro do quarto, bati a porta com alguma força para chamar a atenção deles que nem sequer tinham dado pela nossa presença.

- Hey calma Bri. – disse-me o Nate com um revirar de olhos. Revirei também os olhos e abanei a cabeça quando o Tom e essa tal enfermeira viraram o rosto na nossa direcção.

- Bri! – exclamou o Tom todo animado por me ver, ou assim parecia. – A Trixie estava a dizer-me que já estou muito melhor.

Revirei os olhos enquanto me aproximava da cama. – Trixie. – murmurei um pouco baixo enquanto me sentia a fervilhar por dentro. Que lindo, até já a chamava pelo seu nome e tudo. – Que bom. – sentei-me numa beira da cama e comecei a brincar com uma ponta de um dos lençóis.

- Passa-se alguma coisa? – perguntou o Tom olhando para mim com o seu ar confuso.

- Não. – respondi simplesmente olhando de relance para ele. Suspirei quando senti o Nate atrás de mim e a sua mão pousada no meu ombro.

- Eu bem te disse Bri… - sussurrou-me ao ouvido. Fiz uma careta apesar de ele não estar a ver e abanei o ombro para que ele tirasse a mão, o que não deu em nada pois a sua mão continuou ali.

A enfermeira começou a despedir-se de nós, dando mais atenção ao Tom, claro. Disse que voltava mais tarde o que me fez insultá-la mentalmente. Ele não precisava que ela voltasse mais tarde, eu estava ali, não era preciso ela vir também. Esbocei um pequeno sorriso cínico quando ela passou por mim e revirei os olhos mentalmente quando saiu do quarto e ouvi a porta fechar-se.

- Podes deixar-nos um bocado sozinhos? – ouvi o Tom perguntar ao Nate. Olhei para ele e abanei a cabeça.

- O Nate pode estar aqui. – retorqui com um encolher de ombros.

O Tom revirou ligeiramente os olhos. – Como correu o espectáculo? – acabou por perguntar virando o rosto na minha direcção.

- Muito bem. – disse simplesmente. O Nate tirou a mão do meu ombro e foi sentar-se no sofá que tinha perto da cama.

- A Bri foi um máximo! – disse todo sorridente.

Sorri também e olhei para o Nate de relance. – Pois fui. – disse convencida e voltei a olhar o Tom. – É uma pena não teres estado lá. – encolhi os ombros.

Ele assentiu com a cabeça. – Pois, mas já percebi que não fiz falta nenhuma. – olhou para o Nate e depois de novo para mim. – Parece que se divertiram muito sem mim. – retorquiu.

- Muito mesmo! – exclamou o Nate antes de me dar tempo de dizer alguma coisa.

- Ninguém disse isso. – disse eu com um suspiro. Aquele Nate não sabia estar calado por um bocado? Parecia que queria que eu e o Tom nos chateássemos, estava parvo só podia. Aliás ele já era parvo. Abanei a cabeça afastando aqueles pensamentos. – Tu também parecias muito divertido quando aqui chegámos. – retorqui olhando para ele e referindo-me à enfermeira que ele até já tratava pelo nome.

- Não comeces com os ciúmes Bri, eu estava só a perguntar-lhe como é que eu estava e essas coisas. – disse em tom de resmungo.

- Não tenho ciúmes. – revirei os olhos e cruzei os braços. Ele abanou a cabeça revirando também os olhos.

- Acho que é melhor deixar-vos sozinhos… - disse o Nate ao mesmo tempo que o via levantar-se do sofá.

- Não é preciso. – disse eu rapidamente. – Além disso já é tarde e vou precisar que me leves para casa. – acrescentei.

- Mas não estou para aturar as vossas discussões parvas. – revirou os olhos e olhou para o Tom. – Não sejas assim com ela. – disse.

- Eu? Eu não fiz nada! – resmungou o Tom. – Agora viraste o Nate, o defensor da Bri?

O Nate esboçou-lhe um sorriso um pouco cínico. – E se for? Algum problema? – perguntou aproximando-se mais da cama.

- Podem parar com isso? – perguntei olhando para um e para o outro, pus uma mão no peito do Nate impedindo-o de se aproximar mais. Ele suspirou e deixou-se ficar quieto. – É melhor irmos embora. – retorqui levantando-me da cama.

- Mas ainda é cedo… - disse o Tom com um suspiro.

- Eu amanhã volto. – prometi encolhendo os ombros. – Fica bem… - aproximei-me mais dele dando-lhe um beijo rápido na boca.

Ele retribuiu o beijo tentando puxar-me mais para ele. – Amo-te. – sussurrou olhando-me nos olhos.

- Eu também. – sussurrei afastando-me depois. – Até amanhã. – ouvi a porta abrir-se e o Nate saiu do quarto sem de despedir, suspirei e sai também do quarto seguindo-o pelos corredores até ao exterior do hospital.

 

Fomos o caminho todo até à minha casa em silêncio pois estava sem vontade nenhuma de falar e percebi que ele também. Tinha sido estranho aquilo tudo no hospital e o meu humor inicial tinha desaparecido por completo dando lugar a alguma deprimência. Abri a porta e sai do carro assim que ele parou em frente à minha casa.

- Ficas bem? – perguntou o Nate saindo também do carro e contornando-o até estar ao meu lado.

Assenti com a cabeça. – Sim. – murmurei com um encolher de ombros.

- Não ligues ao Tom, ele às vezes é um bocado parvo. – retorquiu.

- Sim, eu sei. – disse olhando para ele. – É teu irmão, por isso é normal que seja parvo às vezes. – tentei conter-me para não me rir.

- Deves achar que tens muita piada não é Bri? – perguntou fazendo-me uma careta.

Ri-me. – Não só acho como tenho mesmo. – retorqui. – E agora tenho de me ir embora antes que a minha mãe apareça aí a chatear-me. – acrescentei.

- Ela não se importa, ficamos bem juntos e tudo. – ele riu-se e eu fiz-lhe uma careta dando-lhe um pequeno encontrão no braço.

- Até amanhã Nate. – despedi-me não comentando sequer o que ele tinha dito. Aproximei-me mais dele dando-lhe um beijo na bochecha, mas nesse momento ele virou o seu rosto fazendo com que eu quase o beijasse na boca. – Estúpido! – resmunguei com cara de má. Virei costas e entrei dentro de casa enquanto ouvia as gargalhadas dele.

 

Pronto, a partir daqui as coisas vão começar a avançar mais rapidamente para não se tornar aborrecido e esperam-vos muitas surpresas ^^.

E então? Vocês já têm teams? Brianna e Tom ou Brianna e Nate? Digam-me tudo!!!

ps: Já ando com ideias para uma nova história, por isso depois de esta acabar pode ser que haja mais!

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