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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 11

 

Tinha já passado uma semana desde que o Tom saíra do hospital, já estava muito melhor e todos os arranhões que tinha no rosto e nos braços haviam desaparecido. Visto estar de férias passava grande parte dos meus dias na casa dele a fazer-lhe companhia, estava também com o Nate que passava imenso tempo connosco.

O Nate andava todo estranho, ou então era apenas impressão minha… desde a noite da semana passada em que eu quase lhe tinha dado um beijo na boca ele parecia que tentava aproximar-se cada vez mais de mim já para não falar que estava sempre a dizer que eu devia era ficar com ele já que ficávamos bem juntos. Tentava ignorar ao máximo aquelas parvoíces dele.

Divertíamo-nos os três entre conversas animadas, piadas, principalmente contadas pelo Nate, e a jogar playstation sendo que eu perdia quase sempre a não ser quando eles faziam batota e me deixavam ganhar. O Nate estava sempre a fazer isso e eu não entendia o porquê. Supostamente devia fazer de tudo para eu perder para se meter comigo como ele tanto gostava, mas não.

- Devíamos fazer a festa. – insistiu o Nate de repente uma tarde quando estávamos os três na sala entretidos a ver um filme.

- Uma festa porquê? – perguntei com um revirar de olhos e apertei contra o meu corpo a almofada que tinha no meu colo.

- Por causa de o Tom ter voltado para casa, quantas vezes preciso de repetir isto? – revirou-me os olhos e fitou o seu olhar na televisão.

- Não é preciso festa nenhuma Nate. – retorquiu o Tom abanando a cabeça.

- Mas ia ser super fixe. – insistiu de novo o Nate.

Revirei os olhos. – Faz uma festa sozinho. – gozei em tom irónico. Desde que o Tom tinha saído do hospital que o Nate estava sempre a insistir que devíamos fazer uma festa por ele ter voltado para casa. Eu e o Tom passávamos o tempo todo a dizer que não, mas ele não nos dava ouvidos e não parava de falar naquele assunto.

- Faz uma festa sozinho. – imitou-me com uma voz fininha, fiz-lhe uma careta e atirei-lhe com uma almofada à cabeça. – Agora a sério. – disse ele. – Porque é que não podemos fazer uma festa? Estámos de férias e tudo. – continuou.

Vi o Tom encolher os ombros à sua pergunta. – Aposto que só ia trazer confusões para além de que os pais de certeza que não iam gostar da ideia de ver a casa completamente desarrumada. – retorquiu.

- Oh eles não se iam importar nada, andam todos excitados com o facto de estares de volta a casa. – encolheu os ombros e deixou-se cair para trás no sofá. – Vá lá, vamos fazer uma festa. – pediu-nos fazendo um beicinho e revirei os olhos desviando depois o olhar da sua cara adorável e completamente irresistível.

- Eu não mando. – acabei por dizer levantando ligeiramente as minhas mãos no ar. Olhei depois para o Tom esperando que ele dissesse algo, até que não era má de ideia de todo a festa. Sempre dava para nos divertirmos um pouco mais.

- Diz que sim Tom, não sejas chato. – insistiu o Nate ao que o Tom revirou os olhos.

- Pronto está bem. – acabou por dizer. – Fazemos uma festa, desde que tu organizes tudo. – acrescentou sorrindo.

O Nate sorriu também e assentiu com a cabeça. – Não tens de te preocupar com nada, apenas precisas de estar aqui no dia. – disse. – E tu também Brianna banana.

Fiz-lhe uma careta com o que ele me chamou. – Banana és tu oh parvalhão. – resmunguei com cara de má e encostei-me mais ao Tom dando-lhe beijinhos no pescoço e depois na bochecha.

- Vão começar com as lamechices? – perguntou o Nate fazendo uma careta na minha direcção.

O Tom abanou a cabeça e levantou-se do sofá depois de me dar um beijo na boca. – Não que eu vou preparar um lanche para nós.

- Espero que esse nós também me inclua a mim. – retorquiu o Nate rindo-se.

- Claro que inclui. – o Tom riu-se enquanto passava pelo Nate. – Somos o trio maravilha. – gozou e saiu da sala indo para a cozinha.

- Estás a rir-te do quê? – perguntou-me o Nate quando eu me tinha ficado a rir do que o Tom tinha dito.

Abanei a cabeça. – Nada nada. – levantei-me do sofá quando ouvi o meu telemóvel tocar dentro da minha bolsa e fui pegar nele vendo uma mensagem da minha mãe. Revirei os olhos e respondi rapidamente, voltei a guardar o telemóvel dentro da bolsa e quando me virei para trás para me ir sentar o Nate estava atrás de mim. – Que foi? – perguntei de olhos arregalados e dei um passo para trás embatendo na pequena mesa que estava junto à parede.

- Bri… - sussurrou ele mordendo o lábio e aproximando-se um pouco mais de mim.

Mordi o interior da bochecha e tentei chegar-me mais para trás. – Hm?

- Eu… - começou mas parou de falar não dizendo mais nada, chegou-se para mais perto de mim até não haver quase distância nenhuma entre nós e engoli em seco quando senti a sua respiração na minha cara. Fechei levemente os olhos quando senti os seus dedos tocarem na minha bochecha e engoli em seco de novo.

- Não faças isso… - pedi quando já sabia o que ele estava prestes a fazer. – Por favor… - pedi abrindo os olhos e fitando os seus que estavam cada vez mais próximos.

Ele ignorou-me por completo e no momento seguinte a sua boca estava esmagada contra a minha e ele estava a beijar-me. Tentei desviar a cara e afastá-lo mas era impossível, ele tinha muita mais força do que eu e não deixava que eu me afastasse.

- BRIANNA! – ouvi o Tom gritar algures e o Nate separou os seus lábios dos meus largando-me de repente, agarrei-me à pequena mesa e tentei ganhar ar sentindo-me perplexa e sem saber o que fazer. Olhei para o Tom a medo e vi o seu olhar de ódio posto apenas em mim…

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