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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 14

 

Passei o resto daquela festa encostada num canto à espera que acabasse para me poder ir embora. Como tudo tinha mudado em apenas uns dias: o Tom tinha acabado tudo comigo e o Nate estava apaixonado por mim. Nunca tinha pensado que as coisas alguma vez pudessem mudar desta maneira.

Saí dali o mais rápido que consegui sem sequer me despedir de nenhum deles, o que menos queria neste momento era vê-los. Fui para casa onde sabia que iria passar grande parte dos meus próximos dias.

*

Tive de sair de casa ao fim de alguns dias visto ter treino de ballet numa daquelas tardes, estava sem cabeça nenhuma para aquilo mas não podia passar o resto da minha vida fechada dentro de casa.

Saí do táxi no local do costume perto do estúdio e engoli em seco quando vi o carro do Nate parado lá em frente, caminhei lentamente até lá e quando já estava próxima o Nate saiu do carro.

Andei até ficar parada à beira dele. – Que estás aqui a fazer? – perguntei, nunca mais o tinha visto desde a festa e desde que me tinha voltado a beijar… Abanei um pouco a cabeça tentando afastar do pensamento a sensação da boca dele contra a minha.

- Precisava de te ver… - acabou por dizer num murmúrio. – Tenho saudades tuas… de te ver… de falar contigo… de te chatear… - foi dizendo até que levantei uma mão para o interromper.

- Não digas essas coisas… - pedi com um suspiro.

- Porque não? – perguntou-me abanando a cabeça. – Porque é que agora só te afastas de mim? Porque é que não me deixas aproximar-me? – suspirei e encolhi os ombros sem saber o que lhe responder porque nem eu sabia porque fazia aquilo. Se calhar tinha apenas medo, medo de ficarmos demasiado próximos um do outro. Tinha medo de me aproximar dele e acabar por também eu me apaixonar, não era difícil uma rapariga apaixonar-se pelo Nate. Ele era o rapaz que qualquer uma desejaria ter como namorado: lindo de morrer, simpático, brincalhão, divertido, romântico na quantidade certa... Porque é que eu estava a pensar nestas coisas? Suspirei, andava a pensar demasiado em coisas que não devia nestes últimos dias, a minha cabeça andava num turbilhão infinito de sentimentos e eu já não sabia o que pensar ou sequer o que estava certo e errado.

- Bri… - ele passou a sua mão em frente dos meus olhos quando eu não lhe tinha respondido devido a estar perdida no meio de todos aqueles pensamentos.

- Eu não sei Nate, apenas não quero que digas isso nem que digas que… - engoli em seco antes de dizer aquela palavra.

- Que te amo? – perguntou como se lesse o que eu estava a pensar, o que não era difícil. Assenti com a cabeça e baixei o meu olhar.

- Preciso de ir embora… - murmurei baixo e virei-me começando a andar em direcção à entrada do estúdio.

Fui parada de repente quando o meu braço foi agarrado por uma das mãos do Nate fazendo com que me virasse para ele.

- O que foi? – perguntei quando fiquei de frente para ele e antes de poder dizer alguma coisa ou ele me responder segurou-me no rosto e beijou-me. Foi um beijo diferente dos outros dois, muito diferente, porque ao contrário das outras vezes desta vez eu também o beijei. Não sei porque o fiz mas as minhas mãos foram para o seu rosto puxando-o mais para mim e retribuindo o beijo.

 

*

Os dias foram passando lentamente e o Nate passava o tempo todo a tentar aproximar-se de mim de todas as maneiras e mais algumas. Descobri que ele era mais romântico do que eu estava à espera.

Saí da escola numa tarde e ele estava ao portão à minha espera com um ramo de flores na mão; num outro dia trazia-me um peluche com o nome “Brianna Banana” estampado o que me fez soltar umas gargalhadas. As coisas não se ficaram por aqui, um dia cheguei a casa e fui obrigada pela minha mãe a ir vestir umas roupas novas que alguém tinha trazido para mim para usar num jantar naquela noite. Olhei-a toda confusa mas na minha cabeça apenas um nome surgia para explicar tudo aquilo: Nate. Lá fiz o que ela me pediu e depois de descer as escadas até à entrada do prédio o Nate estava lá à minha espera com um ramo de rosas vermelhas, as minhas flores preferidas. Mordi o lábio sem saber o que dizer daquilo tudo que ele estava a fazer para me conquistar, nunca nenhum rapaz tinha feito aquelas coisas por mim, nem mesmo o Tom…

Acabamos por ir jantar o que tinha sido bastante divertido, ao lado do Nate era impossível as coisas se tornarem aborrecidas.

As coisas que ele fazia por mim não acabaram por aqui, um dia em que nos encontrámos chegou ao pé de mim com um simples caderno de capa preta, franzi a testa quando me entregou o caderno e pediu-me para o abrir. Assim que abri o caderno e o folheei vi que estava completamente escrito apenas a dizer que me amava. Todas as páginas de uma ponta à outra continham aquelas mesmas palavras.

Isso tudo é pouco comparado com aquilo que sinto por ti… - murmurou enquanto me olhava, levantei o meu olhar do caderno e fitei o seu rosto. Não sabia o que lhe dizer por isso fiz aquilo que talvez fosse a única maneira de mostrar os meus sentimentos naquele momento: beijei-o.

 

E aqui está o penúltimo capítulo ^^, não se esqueçam que sábado estará aqui o último!

Beijinhos

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