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More than words.

More than words.

Rebel life (18)

"Eu gosto de ti, gosto de ti mesmo a sério entendes?"

Quando no dia seguinte os quatro amigos se voltaram a encontrar foi já no funeral de John que acontecia naquela manhã. Como ele tinha nascido naquela cidade tinha sido decidido que ficaria ali naquele cemitério e não em Nova Iorque. Na verdade, para Rcahel tanto lhe fazia onde era o sítio, ela não pretendia pôr os pés na campa do pai nunca mais.

Rachel sorriu quando viu os amigos, ficava contente por eles terem vindo depois de tudo o que tinha acontecido, principalmente o Kevin que tinha estado mais diretamente envolvido naquele assunto do que os outros.

A rapariga sentiu os braços de Madeleine em volta do seu corpo e de seguida um beijo na bochecha. – Obrigada. – agradeceu à amiga e também aos rapazes que se encontravam ambos ali ao lado.

Olhou em volta reparando que estavam bastantes pessoas ali, para uma última homenagem ao seu pai, se essas pessoas soubessem todos como John era, de certeza que quase ninguém estaria ali. Mas aos olhos dos outros John era apenas um herói que os tinha tentado salvar do lobo “mau” que andava pela cidade. Suspirou decidida a não pensar mais naquilo, depois do funeral tudo aquilo iria acabar e John iria apenas fazer parte do passado, de uma parte do seu passado que ela não pretendia relembrar.

As celebrações fúnebres decorreram com toda a normalidade e ao final da manhã Rachel e os amigos estavam lives de tudo aquilo.

Foi Kevin quem decidiu quebrar o silêncio que se apoderara deles já à algumas horas. – O que vamos fazer agora? – perguntou para os outros que encolheram os ombros à sua pergunta, excepto Madeleine.

- Eu tenho de ir para casa. – a rapariga mordeu o lábio e deixou escapar um suspiro.

- Passa-se alguma coisa? – perguntou Ryan que ainda não tinha falado, coisa estranha nele visto não conseguir manter muito tempo a boca fechada.

Madeleine olhou para ele e depois para os outros. – Estou de castigo. – baixou o olhar. – Por causa de não ter passado a noite anterior em casa. Eu inventei uma desculpa, mas desta vez não acreditaram em mim. Ainda por cima com esta história toda do….lobo. – suspirou. – Eles ficaram preocupados e furiosos comigo por andar na rua à noite.

Os outros suspiraram tristes pela amiga, pois sabiam como os pais dela eram e quando ficava de castigo não era nada bom.

Depois de ficarem mais um pouco a falar, Madeleine acabou por ir para casa antes que ao chegar houvessem mais problemas. Ryan queria ir fazer alguma coisa assim como Rachel e Kevin franziu a testa. Nem pensar que ia com eles, parecia que iria fazer de vela e isso não era coisa que lhe agradasse.

- Vão vocês. – acabou por dizer mordendo o lábio para que eles não percebessem que a sua intenção era deixá-los sozinhos um com o outro.

- Está bem. – Ryan encolheu os ombros, não queria mesmo ir para casa, o local mais aborrecido de sempre. Não fazia mal ir apenas com Rachel, tinha a certeza que se iam divertir bastante para além de que a amiga precisava de alguém para a distrair e animar e ele era a pesoa ideal para isso.

Despediram-se de Kevin e este foi-se embora deixando os dois sozinhos.

*

- Que queres beber? – perguntou Ryan puxando uma cadeira para que Rachel se sentasse. Tinham decidido ir a um café para beberem alguma coisa depois logo veriam o que faziam a seguir.

- Pode ser um café. – disse a rapariga com um sorriso, Ryan estava a mostrar-se mais simpático do que o normal. Visto na maior parte das vezes só gozar e implicar com ela.

O rapaz dirigiu-se ao balcão e pediu um café para ele e outro para Rachel, e foi logo servido levando os cafés para a mesa e pousando-os na mesma.

Ficaram a conversar sobre várias assuntos, assuntos esses que nunca escasseavam devido a todos os recentes acontecimentos nas suas vidas. Passavam o tempo todo a procurar coisas para fazer e a serem rebeldes e agora tudo lhes acontecia sem terem praticamente de andar atrás de problemas. No entanto, com a morte de John o mais certo era tudo voltar à normalidade pelo menos durante uns tempos.

Pagaram os cafés e sairam do café depois de terem ficado lá bastante tempo a conversar, nem sequer tinham dado pelo tempo a passar.

- Onde vamos? – perguntou a rapariga enquanto iam andando pelas ruas, por acaso até pouco movimentadas para aquela hora do dia.

Ryan encolheu os olhos e fez um ar pensativo por uns momentos. – Rio? – perguntou virando o rosto para ela com um sorriso traquina a formar-se nos seus lábios.

- Mas eu nem sequer tenho biquini… - ela disse mordendo levemente o lábio.

O rapaz riu-se. – Desde quando precisas de biquini? – abanou a cabeça ainda a rir-se e agarrou na mão de Rachel começando a puxá-la com ele, apenas parou de andar quando chegaram ao rio que era ali perto. Naquela cidade tudo era mais ao menos perto visto não ser uma cidade muito grande.

As roupas de Ryan cairam no chão mal ele pôs os pés na areia e as de Rachel seguiram-se às dele. Antes de a loira ter tempo de fazer alguma coisa sentiu os braços de Ryan em volta do seu corpo e no instante seguinte estavam os dois a cair na água fria.

- Parvo! – gritou rindo-se muito e começou a atirar-lhe a maior quantidade de água que conseguia. Ele não ficou quieto e retribuiu toda a água que a rapariga lhe atirava.

- Está quieta oh parva! – gritou também e mergulhou para debaixo de água. Quando subiu de novo para a superfície estava à beira de Rachel, demasiado perto dela.

Rachel piscou os olhos quando viu Ryan assim tão perto dela, e mais uma vez o rapaz surpreendeu-a antes de ela ter qualquer reação, pois os lábios dele não tardaram e estar colados aos seus, beijando-a. Ela ainda hesitou por uns momentos mas acabou por levar uma mão ao rosto de Ryan e retribuiu o beijo.

- Desculpa… - pediu Ryan baixando o olhar quando por fim separou os seus lábios dos da rapariga. Ela engoliu em seco sem saber o que lhe dizer, por isso permaneceu calada o que fez o rapaz levantar de novo o olhar devido a todo aquele silêncio. Se calhar estava na altura de dizer aquilo que provavelmente já deveria ter dito à algum tempo, mas que nunca dissera por falta de coragem. Era parvo não ter coragem para aquilo, quando andava sempre a fazer porcarias e a correr riscos sem nunca ter medo de nada.

Mordeu o lábio. – Rachel, preciso de te dizer uma coisa. – fechou os olhos e voltou a abri-los logo depois. – Eu gosto de ti, gosto de ti mesmo a sério entendes? – ela assentiu com a cabeça completamente confusa com o que estava acontecer. – Já à algum tempo, acho que desde que te conheci. – mordeu o lábio, na verdade Rachel nunca lhe tinha sido indiferente, era diferente de todas as outras raparigas que já tinha conhecido e isso tornava-a especial. Mordeu o lábio e olhou-a expectante para o que ela lhe iria dizer.

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