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More than words.

More than words.

falling in love - capítulo 4

 

Respirei fundo e limpei as lágrimas mais uma vez, sentia o Nate mesmo atrás de mim por isso entrei no quarto e aproximei-me da cama onde o Tom estava. Suspirei e fechei os olhos por momentos, custava-me tanto e tanto vê-lo naquele estado. O seu rosto estava cheio de arranhões, alguns deles não estavam visíveis pois estavam tapados por pequenos pensos. Os meus olhos desceram até ao seu braço todo ligado e mordi o lábio com força. Voltei a olhar para o seu rosto e levei a mão ao mesmo acariciando-o, baixei-me ligeiramente até chegar à sua boca e beijei-lhe levemente os lábios. Só queria que ele abrisse os olhos, queria poder olhar para aqueles olhos castanhos e brilhantes e queria poder ouvir a sua voz nem que fosse para me chatear. Suspirei e deixei-me ficar um bocadinho apenas a olhar para ele, virei a cara para o lado quando senti o Nate à minha beira.

- Desculpa… - pedi-lhe.

- Pelo quê? – vi uma certa confusão no seu rosto quando me perguntou aquilo.

- Porque cheguei aqui e nem te dei espaço para estares perto do teu irmão… - encolhi um pouco os ombros e suspirei.

- Não te preocupes comigo. – puxou-me para ele e deu-me um pequeno beijo na testa. Assenti e fui sentar-me num sofá de dois lugares que tinha perto da cama deixando que o Nate ficasse por um pouco ao pé do Tom.

Ele também devia estar a sentir-se horrivelmente mal, eles davam-se muito bem com um o outro e devia ser difícil para ele ver o Tom naquele estado.

Olhei para a porta quando a ouvi abrir-se uns minutos depois e vi o Sr. McGarvey, o pai do Tom e do Nate entrar no quarto.

- Olá. – cumprimentou ele olhando para mim e para o Nate em simultâneo.

- Olá Sr. McGarvey… - murmurei em resposta. Ele aproximou-se da cama e ouvi-o soltar um suspiro.

- Desculpa Nate, mas só consegui mesmo sair agora da reunião… tentei vir mais cedo mas não deu. – Nate encolheu os ombros como resposta. – Como é que é ele está? – perguntou-lhe o Sr. McGarvey.

O Nate explicou-lhe as coisas tal e qual como me tinha dito a mim pois não havia muito mais para saber. O Thomas neste momento estava inconsciente e não se sabia ao certo quando iria acordar. Levantei as pernas pondo os braços à volta delas e pousei o queixo sobre os joelhos enquanto os ia ouvindo falar. O pai de Tom só falava em termos médicos ou lá o que aquilo era e eu não entendia quase nada. Deixei-me ficar apenas sossegadinha ali naquele cantinho, queria ficar ali o tempo todo enquanto o Tom estivesse naquela cama de hospital, queria estar sempre ao lado dele e queria estar ali quando ele acordasse.

Ao fim de cerca de uma hora o pai do Tom teve de ir embora, despediu-se de nós dizendo que voltava no dia seguinte.

- Devias ir para casa descansar. – disse-me o Nate virando-se para mim.

Abanei várias vezes que não com a cabeça. – Quero ficar aqui com ele… - murmurei olhando para o Nate. Ele suspirou e assentiu com a cabeça.

- Eu entendo-te… - acabou por dizer. – Também quero estar aqui ao lado dele… - fez-me um pequeno sorriso. – Vou buscar-te alguma coisa para comeres está bem? – perguntou ao que eu assenti levemente com a cabeça. Ele saiu do quarto deixando-me sozinha com o Tom, levantei-me do sofá e voltei a aproximar-me da cama.

Passei os dedos pelo seu rosto. – Amo-te. – murmurei olhando para ele e limpei uma lágrima que teimou em cair-me pelo rosto. Respirei fundo e fui novamente sentar-me no sofá enquanto esperava que o Nate voltasse.

Não demorou muito tempo até que a porta se abriu e ele entrou no quarto com um tabuleiro cheio de comida.

- Não vou comer isso tudo Nate… - fiz uma careta ao olhar para aquela quantidade de comida. Ele riu-se um pouco e pousou o tabuleiro no sofá e depois sentou-se na outra ponta do mesmo.

- Também é para mim. – retorquiu franzindo a testa.

- Ah… - ri-me um pouco e depois de ele se sentar também começamos a comer. – Achas que vai demorar muito tempo até ele acordar? – perguntei-lhe apesar de saber que ele não iria saber a resposta.

- Não sei… mas não deve demorar. – olhou-me por um bocadinho. – Amanhã já deve acordar. – disse, talvez para tentar deixar-me mais sossegada, não sei.

Suspirei e comi mais um pouco, não tinha muita fome e não me apetecia comer mais.

- Come mais Bri, comeste tão pouquinho. – disse o Nate olhando-me com um beicinho.

Abanei que não com a cabeça. – Não consigo comer… - murmurei. Sentia um aperto no peito que me tirava a vontade de comer e de fazer qualquer outra coisa. Nate encolheu os ombros e continuou a comer até deixar o tabuleiro vazio. Disse-me que ia levar o tabuleiro não sei onde e saiu do quarto.

Encostei-me para trás no sofá fechando os olhos e apercebi-me do quanto estava cansada, tinha sido um longo dia e por este andar os próximos dias iam todos ser assim. Voltei a abrir os olhos quando senti o Nate sentar-se ao meu lado.

- Dorme. – disse-me ele. – Já é tarde e estares acordada não vai fazer com que ele acorde… - acrescentou e puxou-me mais para a beira dele. Suspirei e encostei a cabeça no seu ombro, fechei os olhos e adormeci no instante seguinte.

 

(estou a começar a achar que a história está a ficar uma porcaria e que está aborrecida :c estou a tentar que não fique mas sei lá... já tenho alguns capitulos adiantados e não estão nada de interessante porque as ideias melhores que tenho são só mais lá para a frente... mas pronto, espero que gostem...)

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