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More than words.

More than words.

Another Life - 1

 

Sempre tinha ouvido dizer que os dedos de uma mão chegavam para contar o número de amigos que temos. É verdade. E eu nem sequer preciso de uma mão para os contar, tenho apenas quatro amigos em quem posso confiar. Aliás, eles são as únicas pessoas neste mundo todo em quem eu confio e por quem eu daria a minha vida, sem pensar sequer duas vezes.

O Wesley, o Callum, o Ethan e a Abigail são iguais a mim, sim, porque nós somos diferentes da maioria das pessoas. Pode-se dizer que somos “dotados” com uma espécie de poderes, nascemos assim e por isso somos considerados diferentes. Os outros humanos, que sabem da nossa existência, chamam-nos de monstros, mas eu apenas quero pensar que apenas somos especiais.

Os nossos poderes consistem em conseguirmos teletransportarmo-nos para onde quisermos, conseguimos ler mentes e alguns de nós, conseguem ainda manipular a mente das outras pessoas, levando-as a fazer aquilo que nós queremos. Eu tenho este poder, assim como o Callum. Para além de todas as vantagens que este último poder nos trás, ele torna-nos também mais vulneráveis e mais desejáveis aos olhos das pessoas que nos querem mal.

Mas só o simples facto de termos poderes, faz com que passemos a nossa vida a fugir daqueles que nos querem apanhar. Já fomos quase apanhados por várias vezes, mas a sorte tem estado sempre do nosso lado. Até hoje.

 

- Summer! – consigo ouvir a voz do Wesley mesmo atrás de mim, quando me deixo cair no chão duro daquele esconderijo que encontrámos há uns tempos atrás. Sinto a minha respiração demasiado ofegante e o corte que agora tenho na minha testa, provoca algumas dores que me fazem deixar escapar uns pequenos gemidos de dor.

- Temos de sair daqui. Eles vão apanhar-nos. – resmungo quando me consigo levantar e vejo os meus amigos atrás de mim, mas ainda com alguma distância a separar-nos. Sei que andam atrás de nós, a Sociedade, como lhes costumamos chamar. São um grupo de pessoas, ditas normais, que se juntaram numa espécie de sociedade para apanhar pessoas como eu e os meus amigos. O motivo porque eles nos querem apanhar? É simples, querem acabar com os nossos poderes e deixar-nos como eles: uns simples humanos, facilmente derrotados.

Começo a correr, ouvindo os passos dos meus amigos atrás de mim, no entanto, quanto mais eu corro, mais longe o som dos passos deles vai ficando. Sei que tenho de parar por causa deles, mas não o posso fazer. Sinto alguém surgir agora vindo de uma outra direcção e é neste momento que me apercebo de que estou prestes a ser apanhada.

- Não, por favor, não. – vou repetindo estas palavras vezes e vezes sem conta. Sinto a minha respiração completamente descontrolada, e mantenho os meus lábios entreabertos para facilitar melhor a minha tarefa de conseguir respirar. As minhas pernas doem-me de tanto correr, mas sei que não posso parar. Se eles me apanharem, é o meu fim.

Viro à direita, antes de chegar ao fim de uma rua, e dou por mim num espaço mais pequeno e mais fácil de me esconder. Baixo-me, agachando o meu corpo e encolho-me toda, tentando ocupar o menor espaço possível e assim, tornar mais difícil alguém conseguir encontrar-me.

Os meus amigos já ficaram para trás e espero muito sinceramente que consigam fugir, é mau demais um de nós ser apanhado, mas se formos todos apanhados, é muito pior.

Tento fazer o menor barulho possível, até a única coisa que consigo ouvir, ser a minha respiração. Mas neste momento até esta parece fazer demasiado barulho. Tem calma, penso apenas mentalmente e solto uma respiração mais pesada.

A última coisa que consigo lembrar-me, é de ouvir um pequeno barulho vindo não sei de onde e logo depois uma forte pancada na minha cabeça. Nesse mesmo instante a minha visão fica baça, começando a escurecer aos poucos, até por fim tudo se tornar negro.

É neste momento que sei que a minha vida está acabada.

 

Espero mesmo que vocês gostem desta história porque eu gosto mesmo muito muito dela. Tive poucos comentários no prefácio (o que me deixou um pouco triste, mas pronto, espero que apareçam mais pessoas para ler).

Tal como eu tinha já dito, os capítulos desta história são mais pequenos do que o costumo, mas não fiquem tristes (ahah como se alguém fosse ficar e-e), a história terá bastantes capítulos (no mínimo 30).

Beijinhos e até quarta.

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