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More than words.

More than words.

Another Life - 12

 

Apercebi-me de que não estava a conseguir manipular a sua mente, quando ele se aproximou de mim e tirou uma arma, que tinha no bolso de trás das calças.

- Achas-te muito esperta, não é? – perguntou, com um sorriso cínico presente nos lábios. Engoli em seco, encolhendo-me ligeiramente, e calculei que ele tivesse algo metido nele, ou algum aparelho, que me impedia de manipular a sua mente, ler os seus pensamentos ou outra coisa qualquer.

- Abigail… - tentei chamar de novo mas ele parecia que adivinhava aquilo que eu estava a fazer, pois nesse mesmo instante deu um pontapé na minha perna. Senti tantas dores, que acabei por me desconcentrar e perdi o que Abigail tinha dito. Ele começou a bater-me, tentando distrair-me para me impedir de usar os meus poderes.

- Pára de fazer essa merda! A não ser que te queiras despedir dos teus amiguinhos. Sim, porque o teu dia chegou. – gritou comigo.

Tentei levantar-me, mas nesse mesmo instante ele levou uma mão aos meus cabelos, puxou os mesmos e empurrou-me com força contra a parede. No instante seguinte, já ele tinha a arma encostada à minha cabeça. Ouvi um pequeno clique, e sabia que bastava ele carregar outra vez no gatilho, para que eu morresse de uma só vez.

Engoli em seco, sentindo o meu corpo começar todo a tremer devido ao medo que se apoderava agora de mim. Queria que o Cameron estivesse ali, não sabia porque é que ele não estava mas eu só desejava que estivesse. Se ele estivesse ali, nada disto estaria a acontecer. Quer dizer, isto não era suposto acontecer, sabia que não estava nos planos deles matarem-me, pelo menos para já. Mas tinha a certeza que isto se devia ao facto de eu ter tentado comunicar com os meus amigos. Não me arrependia de o ter feito, na verdade.

- Larga-me! – pedi, tentando que a minha voz soasse calma.

- Agora tens medo, é isso? – perguntou e senti a ponta da arma a percorrer a pele da minha têmpora. Fechei os meus olhos, apenas por uns breves segundos.

As pessoas tinham razão quando diziam que quando estávamos prestes a morrer, conseguíamos ver a nossa vida toda a passar à nossa frente, como se fosse um filme. Eu já tinha tido esta experiência algumas vezes e agora era apenas mais uma delas. Mas tinha a certeza que seria a última, ele ia matar-me e eu sabia que não podia fazer absolutamente nada para impedir isso.

Assim que abri os meus olhos, de forma repentina, e num breve impulso agarrei na mão dele conseguindo não sei como que ele deixasse a arma cair no chão. Baixei-me de forma rápida, para a apanhar, apesar de sentir as mãos deles a tentar agarrar o meu corpo para me impedir de fazer o que quer que seja.

 

O barulho da arma a cair ao chão foi a segunda coisa que os meus ouvidos conseguiram escutar. A primeira foi o barulho do tiro a ser disparado.

As minhas mãos estão a tremer neste momento e o sangue, vermelho vivo, escorre pelas mesmas. Os meus olhos descem para as minhas mãos e uma lágrima salgada, escorre pela minha bochecha e cai sobre a minha mão, misturando-se assim com o sangue lá existente.

Eu sabia ser muitas coisas. Nunca fui uma rapariga normal, na verdade.

Mas agora, para além de tudo eu sou uma assassina.

Matei uma pessoa.

Serei mesmo um monstro, como sempre disseram?

 

Aqui está aquilo de mau que eu disse que ia acontecer... o que acharam? surpreendidas? Este é, penso eu, o capítulo mais pequeno de todos, mas eu tinha mesmo de acabá-lo nesta parte. Não sei se ainda se lembram, mas esta última parte do capítulo é o prefácio desta história... Bem, digam o que acham e o que acham que irá acontecer daqui para a frente, depois do que a Summer acabou de fazer.

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