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More than words.

More than words.

Another Life - 18

 

Não tive tempo de dizer ou fazer mais nada, porque no instante seguinte, senti os lábios do Cameron contra os meus. Suspirei, e elevei uma das minhas mãos colocando-a no seu rosto à medida que os lábios dele se começavam a mover contra os meus. Uma das mãos dele deslizou pela minha bochecha, parando depois no meu pescoço onde acariciou de forma calma a pele do mesmo.

- Cameron… - sussurrei uns segundos depois e afastei ligeiramente o meu rosto do seu. Engoli em seco quando ele se levantou e sussurrou um pedido de desculpas.

Não é que eu não quisesse beijá-lo, porque por mais estranho que isso fosse, até para mim, a verdade era que eu queria. Meu deus, ao tempo que não tinha alguém a tocar-me daquela maneira, de uma maneira carinhosa ao invés de bruta, como tanto já me tinha habituado ultimamente. E sentir os lábios dele nos meus… era uma sensação tão boa. Mas não podia deixar que aquilo acontecesse, porque apesar de tudo, ele continuava a fazer parte do inimigo.

- Dorme que já é bastante tarde. – disse apenas e depois de abrir a porta, saiu dali deixando-me sozinha.

Suspirei e deitei-me novamente no sofá, fechei os olhos com força e respirei fundo. Precisava mesmo de dormir e de esquecer tudo. Ou quase tudo.

 

Acordei já na manhã seguinte com barulho vindo da porta, esta abriu-se de repente e alguém entrou no quarto.

- Levanta-te já. O Graham está à espera.

Abri os olhos completamente confusa e sem entender do que é que ele estava a falar. O homem que eu nunca antes tinha visto agarrou-me de seguida no braço, começando a puxar-me pelo mesmo de maneira a obrigar-me a levantar.

- Hey, larga-a. – Cameron entrou de repente na sala e afastou de mim o homem que estava ainda a agarrar no meu braço. – É preciso serem sempre assim tão brutos? – gritou Cameron dando-lhe um empurrão com força, fazendo assim com que ele me largasse de uma vez por todas. – Eu levo-a. – acrescentou num tom de voz frio.

Acabei por me levantar, sempre em silêncio e sem entender o que se estava a passar ou o que me iriam fazer. Será que o Graham tinha descoberto que tinha sido eu a matar o Scott?

Assim que começamos a andar pelo corredor e fiquei sozinha com Cameron, olhei para ele.

- O que é que se passa? O que é que me vão fazer? – pergunto-lhe.

- Parece que o Graham concluiu mais uma das suas experiências, e vai usar-te, de novo. – ele suspirou e continuou a andar pelo corredor, com passos rápidos. O que tornava um pouco difícil para mim conseguir acompanhá-lo.

- Pois… não sei como não pensei nisso… - digo com um longo suspiro. – Estou farta disto, Cameron. Quando é que vai acabar?

Ele olha para mim por uns breves momentos e depois desvia o olhar, focando o corredor à nossa frente. – Quando te conseguir tirar os poderes ou quando te matar.

Aquelas palavras, frias e directas, fazem um enorme arrepio trespassar todo o meu corpo.

- Eu vou conseguir sair daqui… igual a como entrei. – digo estas palavras mais para mim própria do que para ele. Eu sei que vou conseguir sair daqui, mais cedo ou mais tarde eu vou conseguir.

Continuamos a andar parando apenas quando chegamos à sala que Graham costuma usar para experimentar as suas experiências em mim. Já me fez isto algumas vezes, no entanto eu fico sempre igualmente nervosa de todas as vezes. Nunca sei o que aquilo me irá fazer nem sei quando irão conseguir tirar-me os poderes. Só espero que nunca. Não quero que eles ganhem esta batalha e quando conseguir sair daqui, vou fazer de tudo para os conseguir destruir. Quero que eles sofram tanto ou mais do que aquilo que me fazem sofrer a mim.

 

Mais um capítulo que espero que tenham gostado, quer dizer, ACONTECEU, finalmente, algo que de certeza vocês estavam desejosas que acontecesse ahahah. Agora, o azar de Summer continua... veremos o que vai acontecer...

Respondi aos comentários do capítulo anterior aqui no blog, estava com muita preguiça de ir responder e peço mesmo muita muita desculpa por isso!

Beijinhos e até sábado.

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