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More than words.

More than words.

Fragile - 15 |a mais interessante

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Tentei afastar-me de James, depois de ele me pousar no chão, mas ele insistia em andar sempre atrás de mim.

- Existem tantas raparigas nesta festa, desejosas para que fales com elas, por isso, porque é que não paras de andar atrás da única que não quer ter nada a ver contigo? – perguntei-lhe.

- Porque essa única é a mais interessante. – estas suas palavras deixaram-me um pouco confusa, e conclui depois que isso se devia à grande quantidade de álcool que eu já tinha no meu organismo.

Virei-lhe costas novamente, encaminhando o meu corpo para a sala, onde a música estava ainda a tocar, mas a mão de James no meu braço, impediu-me de andar.

- Ai a sério James. Vê se me deix… - ele virou-me para si de repente e num rápido impulso, virei o meu rosto para o lado, sentindo os seus lábios embaterem na minha bochecha. – Não te aproveites de uma pessoa bêbada, oh idiota. – protestei, mordendo o meu lábio e de seguida, voltei a soltar-me dele e andei por entre as pessoas.

 

Passei alguns minutos a andar de um lado para o outro, ou melhor, a arrastar o meu corpo de um lado para o outro, visto que estava demasiado bêbada. A festa já tinha perdido todo o interesse para mim, e por isso, decidi que o melhor era ir embora dali. Já era bastante tarde e tinha ainda uns quilómetros a percorrer até chegar a minha casa.

Saí daquela mansão, e suspirei aliviada, quando o som da música ficou mais baixo, aliviando assim os meus ouvidos, que agradeceram por aquele repentino silêncio. Estava bastante escuro, sendo que as ruas eram apenas iluminadas pelos candeeiros numa noite em que a lua não estava visível.

O barulho de um carro atrás de mim, fez-se ouvir, e este começou a abrandar quando chegou perto de mim. Apenas olhei para o lado nesse momento, vendo um vidro correr para baixo e o rosto de James a surgir no meu campo de visão. Suspirei e aumentei a velocidade do meu passo.

- Posso levar-te a casa Ruby. – James parou o carro, e saiu depois do mesmo. Correu até ficar ao meu lado.

- Eu não quero. Estou bem assim. – resmunguei com ele, apesar de tentar que a minha voz soasse normal e não num resmungo.

- Pára de ser toda orgulhosa. Aproveita que estou a ser simpático.

- Sabes bem que dispenso simpatias vindas da tua parte. – retorqui sem olhar para ele, e encolhi ligeiramente o meu corpo, devido ao frio que se fazia sentir naquela noite.

- Pára lá de ser assim, Ruby. – um suspiro saiu por entre os seus lábios.

- Estou a ser normal, e agradeço que te vás embora.

- Ok, eu vou embora. Fica aqui sozinha, pode ser que apareça alguém e te dê uma pancada na cabeça. A ver se deixas de ser estúpida. – resmungou comigo e de seguida virou costas, começando a andar de novo para o seu carro.

- Se levar uma pancada, espero é perder a memória para não me lembrar mais de ti! – gritei na sua direcção.

Ele resmungou qualquer coisa que eu não entendi, e depois o seu carro passou por mim, a toda a velocidade.

Continuei a caminhar, chegando a minha casa uns minutos depois. Entrei na mesma, tentando fazer o menor barulho possível e subi para o meu quarto. Apenas tirei os sapatos, deixando depois o meu corpo cair em cima da cama. Da maneira como eu estava, acabei por adormecer logo, acordando só no dia seguinte.

 

Levantei-me da cama, espreguiçando-me e dei graças por hoje ser sábado e não ter de ir para a escola. Despi aquelas roupas, e meti-me depois debaixo do chuveiro, tentando apagar todos os vestígios da noite anterior e do facto de ter estado a beber tanto. Quando terminei, vesti umas roupas de andar por casa e depois desci até à cozinha, onde o meu pai estava a comer de forma apressada.

- Vais sair? – perguntei-lhe, mas ao invés de me responder, ele fez outra pergunta. Coisa que eu dispensava, muito sinceramente.

- Como correu a festa?

- Correu bem. – encolhi os ombros e coloquei torradas na torradeira, ficando depois de seguida a olhar para a mesma enquanto esperava que as mesmas estivessem prontas.

- Espero que te tenhas portado bem.

- Oh, eu sou uma santinha, já devias saber disso. – ironizei e ele suspirou, abanando a cabeça, e eu soube que o assunto da festa estava terminado. Ultimamente nem andávamos a falar muito. E não era por falta de tempo, era mesmo porque nenhum de nós estava muito interessado em fortalecer os laços que nos uniam. Eu sempre tinha sido habituada a ter-me só a mim própria para o que era preciso, devido ao facto de os meus pais nunca terem sido muito presentes. Já estava habituada a não os ter por perto e por isso agora que estava apenas com o meu pai, isso mantinha-se igual.

- Consegui arranjar um trabalho. – olhei para o meu pai quando ele disse estas palavras. – E hoje vou encontrar-me com a responsável desse trabalho, para ela me explicar melhor as coisas.

- Oh, isso é bom. – retorqui e retirei as torradas que estavam já prontas.

- Tenho de ir, até logo. – ele colocou o seu copo no lava-loiças e depois saiu da cozinha.

Uns segundos depois ouvi a porta de entrada a abrir e a fechar, anunciando assim que estava sozinha em casa.

 

Não sei o que dizer ahah, por isso pronto, espero que tenham gostado! Beijinhos

 

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