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More than words.

More than words.

Fragile - 26 |James POV

POV JAMES

Levei a minha mão até à de Ruby e tentei que ela a afastasse do meu rosto. Aquela merda ardia mesmo. A minha maior vontade era de matar aquele rapaz estúpido que se tinha metido no meu caminho. Além de fazer isso, só me apetecia dizer todos os palavrões que eu conhecia, como se isso fosse amenizar a dor que eu estava a sentir na minha cara.

- Está quieto. – protestou ela com a sua habitual expressão de má, ou expressão que ela pensava ser de má, pois a mim na verdade apenas me dava vontade de rir. Mas não o fazia, pois sabia que corria o risco de levar uma chapada. Da Ruby já podia sempre estar à espera de tudo e mais alguma coisa, ela era demasiado imprevisível e era impossível adivinhar o que iria fazer a seguir. Tanto podia ser uma coisa boa como má, mas o mais certo era ser má, principalmente quando era algo que tinha a ver comigo.

- Isso arde, caso não saibas. – resmunguei com ela, enquanto a minha cara se contorcia em diversas caretas.

Ela encolheu os ombros e continuou o que estava a fazer. Era por causa dela que a luta tinha começado, por isso é que quando ela me perguntou o motivo daquilo eu tinha dito que não foi nada, pois não iria nunca na vida admitir à frente dela que tinha sido para a defender. Sim, eu tinha defendido a Ruby. O idiota daquele rapaz estava a inventar coisas… nojentas sobre ela e depois de eu o tentar calar por diversas vezes, sem qualquer tipo de resultado, acabei por partir para a violência. Se não se calava a bem, teria de ser a mal. E que bem que me tinha sabido marcar-lhe aquela cara toda, e só esperava que ficasse cheio de marcas e dores por uns bons tempos. É claro que eu também ia ficar, mas nada que eu não conseguisse aguentar.

O algodão passou pela zona dos meus lábios e fiz uma careta mais uma vez, tentando afastar o meu rosto para trás, mas fui impedido por Ruby, que acabou por levar uma das suas mãos ao meu rosto para segurar o mesmo e impedir-me assim de fazer qualquer tipo de movimento.

Como ela estava mesmo à minha frente, enquanto se dedicava a tratar do meu rosto, eu acabei por ficar a olhar para ela, e para as feições bem delineadas do seu rosto. A Ruby era uma rapariga bastante bonita, e nem sequer precisava de maquilhagem ou coisas desse género para ficar assim. A sua beleza era bastante natural e ela não se esforçava nada para ser bonita, apenas o era. Não era só o seu aspecto exterior que chamava a atenção – oh, o seu cabelo cor-de-rosa chamava bastante a atenção, já referi isso? – mas o seu interior também era algo bastante marcante. Era uma rapariga diferente das outras, com uma personalidade forte e dona do seu nariz. Quando uma coisa tinha de ser como ela queria, ela não desistiria até o conseguir, eu sabia disso. Ela era simplesmente diferente de uma forma bastante agradável. É uma rapariga por quem é fácil alguém se apaixonar, mas creio ser bastante difícil ela se apaixonar por alguém. E agora podem começar a pensar que estou apaixonado por ela, mas não estou. Nunca me apaixonaria por alguém que conheço à pouco mais de um mês, para além de que acho que nem sequer acredito no amor de verdade. Isso é apenas algo que vemos nos filmes, e nem lá é real porque… bem, aquilo é um filme. Claro que a Ruby não me é de todo indiferente, o jeito de ela me tratar torna bastante divertido o facto de eu passar o tempo todo a implicar com ela. Adoro vê-la com cara de irritada e quando quer parecer má, mas consegue tudo menos isso. Admito que senti muito a falta de a chatear ou de ela me chatear durante estes dias em que estivemos chateados um com o outro.

- Tenho saudades de ouvir-te a implicar comigo por tudo e por nada. – comentei, quando parei com aqueles meus pensamentos.

Ela riu-se de forma leve. – Nunca pensei que alguém pudesse sentir saudades disso.

- Nem eu. – encolhi um pouco os ombros e depois acabamos por ficar em silêncio de novo, o que nem sequer foi muito tempo porque ela logo acabou de tratar do meu rosto.

- Pronto, já está com melhor aspecto. Daqui a uns dias voltas ao normal. – ela recolheu as coisas que tinha usado e deitou tudo no caixote do lixo, que se encontrava no chão, perto de onde nós nos encontrávamos.

Coloquei-me direito, visto que estava encostado ao lavatório enquanto ela tratava dos meus hematomas. – Se calhar com um beijo isto sarava mais depressa. – falei rapidamente enquanto olhava para ela. O seu rosto virou-se na minha direcção e os seus olhos claros semicerram-se ligeiramente.

- Eu não te vou beijar. – retorquiu de forma séria.

A sua cara fez-me rir de forma leve e segurei no seu braço, puxando-a para mais perto de mim.

- Porque não? Tu até queres. – murmurei, já bastante próximo dela.

A Ruby abanou a cabeça e nem deixei que ela falasse, apenas encostei os meus lábios aos seus e beijei-a. E eu tinha razão, pois ela retribuiu o beijo, coisa que não faria se não quisesse beijar-me.

Prolonguei o beijo por algum tempo, envolvendo o seu corpo com os meus braços e assim que afastei os nossos lábios, levei um dedo aos mesmos, devido às dores que tinha ficado a sentir.

- Acho que te enganaste. Um beijo não vai curar isto, apenas vai ficar a doer-te mais. – murmurou ela, com a sua respiração meio descontrolada e eu sabia que ela estava ainda confusa por nos termos beijado uma vez mais.

- É uma dor que vale a pena. – falei apenas e de seguida preparei-me para sairmos para fora daquela divisão.

 

Aqui está o capítulo no ponto de vista do James, fiquei contente porque nos comentários ao capítulo anterior, vocês ficaram todas entusiasmadas e curiosas com o ponto de vista dele. Espero que tenham gostado! 

Beijinhos

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