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More than words.

More than words.

Fragile - 3 |eu sou o James

large (4).jpg(Quase ninguém leu o capítulo anterior, e fiquei triste com isso :/ . Espero que ainda o leiam!)

 

Uns minutos depois, já eu estava de volta aos corredores daquele edifício, com o meu novo horário numa das minhas mãos, enquanto a outra segurava a chave do cacifo que seria destinado a mim. Olhei para a folha do horário por alto, e posso dizer que não fiquei de todo desagradada com o horário que iria ter.

Ia atenta, enquanto percorria o corredor, pois como ainda não tinha soado o toque da campainha, este encontrava-se apinhado de alunos, a caminhar nas mais variadas direcções. Não me admiraria nada se alguém viesse contra mim, fazendo as coisas que eu tinha nas minhas mãos caírem no chão. Ew não, isto seria demasiado cliché e demasiado à filme romântico. Odeio filmes românticos, só para que conste.

Os olhares daqueles alunos continuavam ainda postos sobre mim, e tenho a certeza que isto se prolongaria durante os próximos dias. Afinal eu era a nova aluna, a que mais iria chamar a atenção durante os próximos tempos, não apenas por ser nova ali, mas também devido à cor pouco habitual do meu cabelo. O meu cabelo, pintado de cor-de-rosa, era sempre motivo para as pessoas ficarem a olhar, eu nunca tinha gostado muito de dar nas vistas, admito, e não pintei o cabelo desta cor para que as pessoas me olhassem, porque sinceramente eu dispenso isso. Pintei o cabelo simplesmente porque gosto desta cor, acho que me fica bem e se as outras pessoas não gostam, isso pouco me importa. Sabem? Nunca me interessei pelo que as outras pessoas pensam de mim, sou eu quem tem de gostar de mim em primeiro lugar, não elas.

O meu olhar desviou-se das pessoas que me rodeavam e focou-se nos cacifos que estavam colocados contra uma das paredes daquele corredor. Eram imensos, mas felizmente, consegui rapidamente encontrar o número daquele que me pertencia. Deslizei a minha mochila pelo meu braço e depois pousei-a por momentos no chão, para assim poder abrir o cacifo. Coloquei a chave na ranhura do mesmo e depois de a rodar uma única vez, a pequena porta abriu-se. A minha mochila voltou de novo às minhas mãos e da mesma retirei alguns livros, aqueles que não iria precisar de usar durante aquele dia, e que portanto, poderiam ficar ali guardados. É horrível andar com muito peso às costas, como vocês devem de saber.

Estava ainda distraída a remexer no que tinha acabado de colocar no cacifo, quando ouvi alguém a aclarar a garganta mesmo ao meu lado e de seguida uma voz masculina e ligeiramente rouca fez-se ouvir.

- Olá, és a nova aluna, certo? – perguntou ele e apenas nesse instante me dei ao trabalho de encarar o rapaz que se estava a dirigir a mim.

Era alto, alguns centímetros mais alto que eu, os seus cabelos eram curtos, mas não muito e estavam despenteados, como se ele não tivesse qualquer cuidado com o seu visual. Era moreno e portador de uns olhos verdes escuros. Os meus olhos focaram-se por momentos no que se passava atrás dele, podendo ver assim que algumas raparigas tinham parado de andar, para poderem ficar a assistir àquele momento. Percebi então, que ele devia ser o rapaz popular desta escola, há um em todas, não é verdade? De certeza que tinha todas as raparigas que queria a rastejarem atrás dele, desejosas de receber um pouco da sua atenção. Devia, portanto, achar-se o melhor cá do sítio. Odeio este tipo de pessoas.

- Devo ser. – retorqui, com um breve encolher de ombros e reparei na sua expressão confusa perante a minha indiferença. De certeza que pensava que eu era como todas as outras raparigas, e que iria começar logo a babar-me para cima dele. Desculpa lá, mas nem és nada demais.

- Hm que simpática. – ironizou. - Posso saber como te chamas? – ele continuou a falar, apesar de eu já ter desviado o meu olhar do seu e ter de novo a minha atenção colocada no cacifo. Fechei o mesmo, com mais força do que aquela que era necessária e encarei-o por momentos.

- Tamara. – disse simplesmente, depois comecei a andar para trás e, virando-me de costas para ele, comecei a andar pelo corredor.

- Eu sou o James! – ouvi-o dizer, alto o suficiente para que eu o pudesse ouvir.

- Achas que isso me interessa para alguma coisa? – perguntei de forma retórica e continuei a andar. Não foi preciso olhar para trás, para conseguir imaginar a cara de parvo que ele devia ter estampada no seu rosto.

 

Mais um capítulo, o qual eu espero que tenham gostado. Mais uma personagem que surgiu na história, e como devem imaginar, esta personagem irá dar que falar! A Ruby tem um feitio muito particular, e eu adoro-o tanto. É tão giro escrever do ponto de vista dela!

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