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More than words.

More than words.

Fragile - 35 |querias, não era?

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Aquele dia, que era apenas o meu segundo dia naquela casa, foi passado com eu e James enrolados um com o outro aos beijos pela casa. No meio haviam algumas discussões, mas todas acabavam de forma rápida quando os nossos lábios se juntavam.

 

A manhã seguinte chegou e eu acordei bem mais cedo que tinha acontecido no dia anterior. Sentia-me bastante desperta, por muito estranho que fosse, mas isso talvez se devesse ao facto de estar de férias. As férias deixavam qualquer pessoa mais bem-disposta. Saí da cama e depois de me arranjar saí no meu quarto. Parei à porta do mesmo, quando uma ideia me passou pela cabeça, e um pequeno sorriso apareceu nos meus lábios.

Entrei na casa de banho, e de um dos armários, retirei um pequeno copo. Enchi esse com água e abandonei aquela divisão. O meu destino foi o quarto de James, rodei a maçanete da porta, de forma lenta para tentar não fazer barulho, e depois entrei no seu quarto. O quarto dele era tão grande quanto o meu, mas ao invés do branco que era a cor predominante do meu, o seu estava em tons mais escuros, com o azul a colorir parte dos móveis e objectos ali presentes. Olhando para a enorme cama, logo me deparei com James esticado na mesma, os seus lençóis todos amachucados ao fundo da cama. Ele dormia de barriga para cima, a sua boca entreaberta e os seus lábios demasiado apetitosos. Repreendi-me mentalmente por estar a pensar isto e caminhei até ficar ao lado da cama. Mordi o lábio para não me rir e logo depois, virei o copo de água na cara de James. Ele praticamente deu um salto, despertando de repente e levantou-se da cama, abanando a cabeça devido à água fria.

- O que estás a fazer? – ele resmungou, quando se apercebeu do que eu tinha feito. Afastei-me um pouco enquanto me ria e encolhi os meus ombros de forma descontraída.

- Talvez seja ainda uma pequena vingança por causa daquilo da piscina de ontem, ou então, como estavas a dormir demais pensei que estavas morto. – um pequeno sorriso adorável formou-se nos meus lábios e logo o meu corpo foi puxado por James.

No instante seguinte, eu estava deitada sobre a cama, o meu corpo pressionado contra esta e James em cima de mim.

- Tu também me atiraste para a piscina ontem. – ele falou, bem perto do meu rosto. Tão perto, que a sua respiração quente embatia contra os meus lábios, assim como alguns pingos de água que caiam dos seus cabelos em direcção ao meu rosto.

- Então fiquemos pela segunda opção, pensei que estavas morto. – falei, de forma calma e mexi-me um pouco, para tentar escapar das mãos e do corpo dele, que me mantinham presa à cama.

- És tão parva. – ele sussurrou, revirando os seus olhos de cor verde.

- Sai de cima de mim. – murmurei, engolindo em seco e suspirei ao sentir os seus lábios roçarem nos meus.

- Pensas que vais estar sempre a vingar-te de tudo o que faço é? – ele perguntou, sem sequer se mexer.

- Sim, eu vou. – falei determinada. E iria mesmo, se bem que ele se tinha vingado também de mim naquilo da piscina, porque na verdade tinha sido eu a começar a chateá-lo com o comando da televisão. Bem, isto era uma espécie de círculo, com vingança atrás de vingança. E da maneira que nós eramos, creio que não teria fim. Até um de nós se fartar e desistir.

Uma gargalhada ecoou dos seus lábios e logo depois senti estes a ficarem em contacto com os meus. Elevei um pouco a minha cabeça, numa tentativa de haver ainda mais contacto entre os nossos lábios e quando eu pensei que James me ia beijar, ele afastou-se e saiu de cima de mim.

- Querias, não era? – ele perguntou, com um sorriso de troça presente nos seus lábios. Que merda, ele não ia beijar-me e eu sim, eu feita burra ia beijá-lo. Ele fez de propósito, para me mostrar que eu queria beijá-lo, mesmo quando eu dizia que não.

- Idiota. – protestei e logo me levantei da cama. Ele estava ainda com aquela porcaria de sorriso enquanto eu caminhava até à porta. Virei-me de repente para ele, antes de falar. – E eu não ia beijar-te. – resmunguei voltando depois a virar costas.

- Mentirosa! – ele disse e eu ignorei-o, saindo rapidamente daquela divisão.

Desci as escadas e dirigi-me à cozinha, com a intenção de tomar o pequeno-almoço. Pretendia passar depois o tempo fechada no quarto a fazer qualquer coisa, pois dispensava voltar a cruzar-me com aquele idiota.

 

A campainha tocou, quando eu estava a subir as escadas de volta para o meu quarto. Não fazia ideia quem era, mas mesmo assim, desci de novo as escadas e dirigi-me à porta de entrada daquela casa. Quando abri a porta, um enorme sorriso formou-se nos meus lábios.

- Olá! – disse Victoria, a minha amiga que eu já não via desde que as aulas tinham terminado. Já tinha saudades dela, sou sincera.

- Vic! – exclamei com um sorriso e agarrei na sua mão, puxando-a para o interior da mansão.

- Olá Victoria. – ouvi a voz de James vinda de trás de nós e revirei os meus olhos.

A morena ajeitou os seus óculos e com um sorriso retribuiu o olá.

- Ignora-o. – disse-lhe e ela olhou-me confusa, voltei a agarrar na mão dela, e puxei-a em direcção ao meu quarto, ignorando James que estava ainda ali especado a olhar para nós.

- Há algo que eu não saiba ainda? – ela perguntou, quando fechei a porta do meu quarto, e ambas ficamos sozinhas.

- Não, nada de novo. Ele só me chateia, tal como era de prever. – os meus ombros encolheram-se e eu atirei-me para cima da cama, deixando-me ficar sentada no meio desta. A minha amiga juntou-se a mim e o sorriso que ela tinha nos lábios, até me deixava com medo do que ela iria dizer a seguir.

- Juro que vocês ficam mesmo bem juntos. – ele abanou a cabeça, e rapidamente continuou a falar, quando percebeu que eu ia interrompe-la para resmungar algo. – A sério, Ruby. Por mais que tu digas que não, eu vou continuar a achar sempre isso. Vocês são tão diferentes mas no fundo tão iguais, sabes?

- Victoria, cala-te antes que te expulse daqui. – ameacei-a e cruzei os braços, fingindo estar amuada com ela.

Ela limitou-se a rir e passamos o resto do tempo a conversar sobre outras coisas. Victoria estava a contar-me os seus planos para as férias, que eram muitos em comparação com os meus planos inexistentes.

Estava a gostar bastante de ser amiga desta rapariga, aliás, eu nunca antes tinha tido uma amiga de verdade. Todas as pessoas acabavam sempre por se afastar de mim, mais cedo ou mais tarde, e algumas delas, acho que só queriam a minha companhia por eu, naquela altura, ser rica. Victoria não era assim, eu sabia que ela gostava realmente de mim e me considerava sua amiga. Ela achava engraçado o facto de sermos bastante diferentes uma da outra, e mesmo assim, conseguíamos dar-nos bem. Ela vinha de uma família bastante simples, tinha mais uma irmã e dois irmãos, todos mais velhos do que ela. Ela gostava disso, dizia que assim, toda a atenção era depositada nela. O facto de a protegerem muito, era algo de que Victoria também gostava bastante.

Eu sabia que agora eu e o meu pai não iriamos mudar de cidade, de novo, e portanto, eu esperava que a minha amizade com Victoria durasse por bastante tempo. Era sempre bom quando tínhamos ao nosso lado uma pessoa em quem podíamos confiar.

 

Espero que tenham gostado tanto do capítulo como eu gostei de o escrever! Estes dois são demais e morro a rir com eles. Adoro-os tanto *-* E depois há as coisas que a Victoria diz (ela é tipo vocês ahahahah).

Beijinhos

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