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More than words.

More than words.

Fragile - 37 |provocações

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Os dias seguintes foram-se passando, tão rápido que não tardaria a estarmos no novo ano. Faltavam apenas dois dias para isso acontecer.

Atirei uma almofada a James, depois de este a ter atirado para mim e estiquei as minhas pernas na sua direcção, de maneira a tentar mantê-lo afastado de mim.

- Parva! – ele resmungou, apesar de se estar a rir e esfregou depois a almofada na minha cara, quando conseguiu afastar as minhas pernas para o lado.

- Está quieto. – retorqui tentando afastar a almofada, agarrei a mesma e atirei-a para o chão. Logo de seguida empurrei James, fazendo-o ficar sentado e direito no sofá.

No instante seguinte, o meu corpo estava sobre o dele, uma perna de cada lado do mesmo.

- O que estás a fazer? – ele perguntou, surpreso.

Eu encolhi os ombros e podia dizer que estava bêbada, mas isso não seria verdade. De qualquer das maneiras, nem sequer tive de lhe responder, pois James juntou os nossos lábios e beijou-me. Cada vez se tornava mais difícil resistir ao impulso de nos beijarmos e eu já não fazia nada para impedir isso. Limitava-me a deixar que aqueles beijos acontecessem, afinal, eram apenas beijos.

Senti a sua língua entrelaçar-se com a minha a cheguei mais o meu corpo contra o dele, apertei os seus cabelos por entre os meus esguios dedos e rocei-me depois ligeiramente nele. James deixou escapar um baixo gemido contra os meus lábios e as suas mãos apertaram a minha cintura. Voltei a repetir o que tinha feito, roçando-me um pouco mais e de maneira provocadora.

- Ruby, o que estás a fazer? – ele perguntou rouco, por entre o beijo, a sua respiração ofegante em contacto com a minha.

- Nada. – murmurei simplesmente, fazendo uma ligeira pressão no seu colo. Sorri interiormente, quando percebi que isso teve o efeito que eu pretendia. Tinha conseguido deixá-lo excitado.

- Isso não me parece que seja nada. – ele falou, por entre um baixo gemido. – Vou obrigar-te a…

- Não vais. – falei rapidamente, não o deixando sequer terminar aquela frase. Rapidamente me apressei a sair do seu colo, e dei umas boas gargalhadas, enquanto começava a correr em direcção às escadas.

- Ruby, nem penses ir embora agora! – gritou ele, e apercebi-me de que se tinha levantado também e me seguia.

Mordi o lábio, rindo-me, e entrei rapidamente no meu quarto. Logo rodei a chave, trancando-me naquela divisão e deixei o meu corpo cair em cima da cama, não conseguindo evitar todas as gargalhadas.

- Abre já essa porta! – ele resmungou, e bateu à mesma, como se isso servisse de alguma coisa.

- Nunca! – falei alto e peguei uma almofada, abraçando-a contra o meu corpo. Não conseguia parar de me rir, essa era a verdade.

- És uma estúpida, e não vais escapar assim. – ele voltou a falar, continuando depois a dizer mais umas quantas coisas. De repente, o silêncio começou a reinar no outro lado da porta, e sorri quando me apercebi de que finalmente ele tinha desistido. Atirei a almofada para o chão e deixei-me ficar estendida na cama, ainda a pensar no que lhe tinha feito. Juro que nada antes me tinha divertido tanto como aquilo.

 

Ouvi, de repente, um barulho na fechadura da porta do meu quarto. As minhas sobrancelhas arquearam-se e eu sentei-me rapidamente na cama, quando a porta se abriu e James entrou no meu quarto.

- Como é que… - nem consegui acabar a frase. Mas que merda, como é que ele tinha conseguido entrar no meu quarto?

James abanou uma chave no ar e sorriu, aquele seu sorriso estúpido e convencido. – Nunca ouviste falar em chaves suplentes?

- Merda! – resmunguei. – Sai já do meu quarto, James! – gritei com ele, mas como é obvio isso não me serviu de nada. O rapaz foi-se aproximando da cama, onde eu estava sentada e a deslizar o meu corpo para trás, de maneira a afastar-me dele.

- Agora sofres as consequências do que fizeste. – ele falou e puxou as minhas pernas de forma repentina, fazendo assim com que o meu corpo deslizasse mais para baixo na cama e acabei, então, por ficar novamente deitada.

- Sai James. – resmunguei entredentes, ao mesmo tempo que sentia o corpo dele agora em cima do meu. Engoli em seco quando os nossos olhos se cruzaram e logo depois os lábios de James estavam sobre o meu pescoço. Contorci-me toda debaixo dele, quando um arrepio percorreu todo o meu corpo e logo me apressei a começar a mexer-me, numa tentativa de fazê-lo parar com aquilo.

- Quanto mais te mexes mais excitado me deixas. – as suas palavras fizeram-se ouvir junto ao meu ouvido.

- Estúpido. – resmunguei com ele, a minha voz a soar mais fraca do que eu queria.

A sua boca subiu até aos meus lábios, e logo ele deu início a um beijo. Tentei parar aquele beijo, afastando-o, mas ele não deixava que eu fizesse isso. Comecei a sentir as suas mãos a percorrer o meu corpo, e logo estas se enfiaram por baixo da camisola que eu tinha vestida. Mordi o lábio dele por entre o beijo, quando as suas mãos frias entraram em contacto com a minha pele quente e dei por mim a puxar o seu corpo mais de encontro ao meu. No fundo eu desejava que ele me beijasse mais, desejava que ele me tocasse mais. E eu odiava desejar estas coisas.

Por um lado eu queria dizer para ele parar com aquilo, mas por outro lado eu não queria fazê-lo. Os meus olhos abriram-se quando ele quebrou o beijo e a minha camisola foi retirada do meu corpo. Os seus olhos, brilhantes e repletos de desejo, encaravam o meu rosto. Uma das minhas mãos foi parar ao rosto dele, de maneira a poder puxá-lo de novo de encontro ao meu, para assim eu poder beijá-lo uma vez mais.

Continuei a sentir as mãos de James pelo meu corpo, fazendo-me estremecer por diversas vezes. As minhas mãos foram também parar à camisola que cobria o seu tronco, e rapidamente me apressei a despir esta. Os meus dedos deslizaram pelos seus músculos bastante bem definidos, ao mesmo tempo que saboreava aquele beijo e o toque das mãos dele sobre o meu corpo.

- Ruby? James?

- Merda! – exclamamos os dois ao mesmo tempo, quando ouvimos a voz do meu pai, no andar de baixo, a chamar os nossos nomes.

James rapidamente saiu de cima de mim e eu procurei a minha camisola, tentando vestir-me o mais rapidamente possível, assim como ele.

Corri para fora do quarto assim que vesti a camisola, e passei os dedos pelos meus cabelos que deviam estar neste momento completamente fora do sítio.

O meu pai estava ao fundo das escadas, a remexer nuns papeis que se encontravam nas suas mãos.

- O que estás aqui a fazer? – perguntei, sentindo ainda o meu coração bater mais depressa do que o normal, devido a ter-me assustado quando o ouvi chamar os nossos nomes.

- Apenas vim cá buscar uns papéis que me tinha esquecido. – ele levantou as folhas no ar, mostrando assim ao que se estava a referir.

- Oh, está bem. – murmurei e respirei fundo.

- O James?

- Não sei. - limitei-me a responder, com um encolher de ombros e tentando mostrar uma expressão de indiferença. Devo ter-me saído bem, visto que o meu pai acabou por dizer que tinha de voltar para o trabalho. Despediu-se de mim e logo depois foi embora.

Acabei por me sentar nas escadas, aliviada por não termos sido apanhados a fazer aquelas coisas.

 

Por ser feriado, decidi publicar também hoje um capítulo! Espero que tenham gostado da surpresa.

Devido aos comentários que me fizeram no post da pergunta, todas disseram que gostavam, portanto, a partir de agora vou também publicar às segundas.

Amanhã haverá novo capítulo!

Beijinhos

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