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More than words.

More than words.

Fragile - 43 |nervosismo

(2) Ema Mitrovic | via Facebook

 

- O que aconteceu? Estás muito calada e distraída. – a voz de Victoria fez-me sair dos pensamentos que tomavam conta da minha mente. Levantei o meu olhar até ao dela, deixando as minhas mãos repousarem no meu colo.

- A mãe do James apanhou-nos… aos beijos. – acabei por explicar, num tom de voz um pouco baixo. Ambas estávamos já na sala de aula, à espera do início desta. Ainda era um pouco cedo, mas por incrível que pareça tínhamos sido bastante pontuais.

Victoria já sabia de todas as coisas entre mim e o James, era impossível conseguir esconder-lhe tudo o que se passava, portanto, ela agora sabia de grande parte das coisas.

- O quê? Oh meu Deus! – exclamou, levando uma mão às boca e tapando a mesma. Os seus olhos castanhos fitavam-me de forma atenta, e podia ver que ela estava meio chocada com aquela minha revelação. – O que é que ela disse?

- Nada. Por enquanto. – encolhi os ombros. – Disse que falava connosco logo. – e essa futura conversa, atormentava-me a todo o momento. Não queria ter de voltar para casa, não queria ter aquela conversa. Só queria que ela não tivesse entrado naquela cozinha hoje de manhã.

A nossa conversa deu-se por terminada quando a professora entrou naquela divisão, e deu assim início a mais uma aula.

 

Os meus olhos encontraram James, e a rapariga com quem ele estava a conversar de forma bastante animada. Cerrei os meus punhos e assenti com a cabeça a algo que Victoria me disse. Pelo canto do olho vi esta a afastar-se na direcção aposta e depois concentrei de novo toda a minha atenção no rapaz moreno, que se encontrava a apenas alguns metros de distância de onde eu estava naquele momento. Assim que os seus olhos encontraram os meus, ele despediu-se daquela rapariga com um simples aceno de mão e caminhou na minha direcção, sempre com um sorriso a delinear os seus lábios cheios.

- Estava à tua espera. – ele disse, assim que parou à minha frente.

- Nota-se. – encolhi os ombros e de seguida virei costas, começando assim a andar pelo corredor. – Estavas muito animado naquela conversa. Quem diria que estavas à minha espera. Por momentos até pensei que te tinhas esquecido da minha existência…

Fui parada, assim como as minhas palavras o foram quando James segurou o meu braço, e me fez rodar nos calcanhares, até ficar de frente para ele.

- Isso é tudo ciúmes?

- Já te disse mil e uma vezes que não tenho ciúmes! – exclamei com um revirar de olhos meio exagerado.

- E estás a tentar enganar quem? A ti ou a mim? – uma baixa gargalhada ecoou por entre os seus lábios, e eu abanei o meu braço, para que ele me soltasse.

- És mesmo estúpido. Porque não vais continuar a conversa animada? – cuspi as palavras na sua direcção.

- Hey… tem calma. – ele pediu, puxando-me mais para si.

Suspirei e tentei afastar-me, mas sem sucesso, visto que o meu corpo estava agora preso entre a parede e o corpo de James.

- Eu sei que tens ciúmes. – quando eu me preparava para protestar, de novo, um dos seus dedos foi colocado sobre os meus lábios, impedindo que qualquer palavra pudesse sair destes. – E sei também que nunca o vais admitir, mas eu percebo-te, sabes? Porque eu sou exactamente igual. – ele encolheu os ombros e rapidamente se apressou a continuar o que estava a dizer. – Não precisas de ter ciúmes de ninguém. Eu não quero mais ninguém para além de ti. – as suas palavras eram agora sussurradas junto ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar ligeiramente de cada vez que ele falava. Podia sentir as minhas bochechas ganharem alguma cor, pois nunca antes ele tinha dito algo daquele género. – Tu és minha e eu sou teu, apesar de ainda nenhum de nós ter noção disso. – proferiu estas ultimas palavras e só depois se afastou do meu corpo, encontrando os meus olhos claros focados nos dele.

Baixei o meu olhar, devido a toda a intensidade daqueles olhares e mordi o meu lábio com alguma força. Um dos seus dedos posicionou-se por debaixo do meu queixo, fazendo-me assim voltar a olhar para ele. Os seus lábios chocaram contra os meus, depositando nestes um beijo rápido.

- Vamos para casa. Alguém deve estar à nossa espera. – ele esboçou um sorriso afectado. Limitei-me a assentir com a cabeça, tentando ainda mentalizar-me da conversa que nos esperava, apesar de as palavras que James me tinha dito, estarem ainda muito presentes na minha cabeça. Tão presentes, que aquela conversa começava a parecer algo sem qualquer tipo de importância para mim.

 

Estou um pouco triste porque quase ninguém leu o capítulo anterior :/ (é o que eu percebo pela falta de comentários...), espero que ainda o leiam!

Este capítulo está horrível, não tem nada de jeito e é pequeno. Mas enfim.

Beijinhos

 

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