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More than words.

More than words.

Fragile - 5 |boatos

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Depois de a aula terminar, eu saí para o exterior da sala, sentindo-me deveras “abafada” pelo facto de o outro não parar me de melgar a cabeça. Não sei se ele se estava a aperceber, mas só estava a conseguir fazer com que um odiozinho de estimação por ele crescesse dentro de mim.

- Ruby. – uma voz chamou por mim, quando eu me preparava para começar a andar pelo corredor. Virando-me para trás, vi que era a rapariga que me tinha dado indicações de onde era a secretaria. Ela estava naquela turma também, e eu nem sequer me tinha apercebido disso antes.

- Sim? – perguntei, deveras confusa por ela estar a falar para mim.

- Eu, bem... Queria só aconselhar-te a ficares afastada do James. - ela disse e pude ver que diminuiu o seu tom de voz, talvez numa mera tentativa de apenas eu a poder ouvir. 
- É isso que eu estou a tentar fazer. - retorqui confusa, eu tentava, claro, mas ele não me dava muitas hipóteses. Parecia que estava determinado a chatear-me a toda a hora, e ainda mal me tinha conhecido. - Mas porquê? - acabei por perguntar de seguida, começando a estranhar ela estar a dizer-me aquilo. 
- É só que ele... Ele não é boa pessoa... - a sua língua passou pelos seus lábios e ela ajeitou os óculos que mantinha no seu rosto. 
- O que queres dizer com isso? - eu sempre fui uma pessoa curiosa por isso agora ela teria mesmo de continuar a explicar-me o tinha começado. Eu já disse que odeio quando as pessoas começam a falar, dando a entender algo, e depois não continuam? É demasiado irritante e frustrante. Mas eu sabia que ela ia continuar a falar, pois o seu corpo aproximou-se mais do meu. 
- Dizem que ele se aproveita sempre de todas as raparigas. Ahm ele viola-as... 

A minha boca abriu-se devido ao espanto e surpresa do que tinha acabado de ouvir. - Tens a certeza? - perguntei quando consegui recuperar do choque e depois uma pequena gargalhada saiu por entre os meus lábios. Ok, isto tinha a sua piada. Quer dizer, eu já percebi que ele anda atrás de todas as raparigas, mas de ser um mulherengo a um violador vai uma grande diferença. 
- É um boato que corre pela escola toda mas... Eu acho que é mesmo verdade.

Ela pôs-se direita quando James apareceu à porta, saindo da sala onde tínhamos tido a nossa aula, e fomos obrigadas a parar a nossa conversa, que estava centrada nele. O meu olhar encontrou-se com o dele e revirei os olhos ao facto de ele ter um estúpido sorriso nos seus lábios. Acabei depois por desviar mesmo o meu olhar quando ele piscou o olho na minha direcção. Idiota.

Voltei a minha atenção para aquela rapariga da qual eu ainda não sabia o nome. 

- Eu não acredito muito nisso. As pessoas gostam de inventar boatos a toda a hora. - eu falei sabendo muito bem o que estava a dizer. Já tinham inventado milhares de boatos sobre mim na minha antiga escola, se bem que comparados com este boato, nem sequer eram nada demais. 
- Eu sei disso. Mas nem todos os boatos são mentira. - a sua voz tinha ficado demasiado... sombria? Abanei a minha cabeça e depois foquei o meu olhar no seu. 
- Sim, tens razão. Mas... Isso não me interessa para nada, eu pretendo manter-me longe dele. - longe dele e de todas as pessoas aqui. Porque duvidava, sinceramente, que alguém quisesse fazer amizades comigo. Eu nunca tinha sorte no que tocava a ter amigos, as minhas relações de amizade nunca duravam muito tempo. Acabava sempre por me afastar das pessoas ou então, fazia alguma porcaria e eram elas que se afastavam de mim. Tinha a certeza que os pais em casa lhes diziam coisas tais como: mantêm-te afastado daquela rapariga de cabelos cor-de-rosa. Tem ar de quem só arranja problemas. E eu sei disto porque o meu pai dizia exactamente o mesmo sobre mim. 

- Como te chamas? - perguntei à rapariga que estava ainda à minha frente, atenta a qualquer coisa que eu fosse dizer. 

- Oh... - ela pareceu surpresa com a minha pergunta e até eu estava um pouco, para ser sincera. No meu estado normal eu já teria virado costas e seguido pelo corredor em direcção a um sítio qualquer, mas ao invés disso, estava a tentar fazer uma nova amiga? - Sou a Victoria. - ela acabou por responder com um pequeno sorriso simpático que me deixou vislumbrar os seus brancos dentes. 

Decidi retribuir o sorriso antes de lhe falar. – Obrigada pelo… aviso, eu acho. – encolhi os meus ombros.

- Não precisas de agradecer. Bem, tenho de ir para a minha próxima aula. Até depois. – despediu-se e eu apenas lhe acenei.

Assim que fiquei sozinha, comecei novamente a andar pelo corredor, também ainda tinha algumas aulas pela frente, mas graças a Deus, tinha a tarde de hoje livre. Durante o resto da manhã, só esperava não me cruzar com aquele ser que vocês já sabem quem é, sem eu ter de dizer.

 

Boatos! Será verdade? Mentira? O que é que vocês acham?

Espero que estejam a gostar da história! Já acabei de a escrever (acabei ontem!). Terá 46 capítulos, nunca escrevi uma história tão grande ahah. 

 

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