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More than words.

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Hopeless (12)

Capítulo 12

Lexie White

“A maioria das pessoas que falam a brincar, no fundo não estão.”

 

Lexie ainda estava parva com tudo o que tinha acontecido durante o dia. Aquela rapariga estranha que Landon tinha trazido, todo o mistério em volta do que ela tentava esconder e depois o seu namorado ciumento e passado a vir atrás dela. O namorado dela tinha sido a chave para tudo aquilo, ele batia-lhe. Lexie tinha tanta certeza disso como tinha certeza de que amanhã seria um novo dia. A expressão de Savannah ao olhar para ele era apenas de medo e a dele, ao olhar para a Savannah era de tanta raiva e de vontade de lhe bater. Lexie tinha experiência suficiente para se aperceber destas coisas.

Depois de Landon e Savannah se terem ido embora, Lexie verificou que o seu turno já tinha chegado ao fim há algumas horas e, por isso, dirigiu-se ao seu gabinete onde pegou nas suas coisas para se ir embora para casa. Mal podia esperar por chegar a casa e estar um pouco com Agnes, a filha já devia estar melhor. Pelo menos era o que Lexie esperava. A rapariga começou a andar pelos corredores do hospital em direcção à saída do mesmo, arrepiou-se assim que sentiu o frio que estava no exterior e apertou mais o seu casaco contra o corpo. Quando se dirigia para o seu carro, foi parada por alguém que lhe agarrou no braço e a fez parar de andar.

- Que queres? – perguntou ela, assustada, quando olhou para trás e viu que quem estava ali era Miles, o namorado de Savannah. Mas o que é que ele ainda estava aqui a fazer? E pior de tudo, o que é que queria dela?

- Acho que precisamos de ter uma pequena conversa. – disse o rapaz enquanto a fitava.

- Não tenho conversas nenhumas para ter contigo. – ela tentou soltar-se dele, em vão. – Aliás, nem sequer te conheço. Não há nada que tenhas para falar comigo.

- Quero saber onde está a Savannah e o que é que ela contou. – ele disse muito prontamente fazendo com que a rapariga abanasse a cabeça e se ri-se.

- Ela não contou nada, não te preocupes. Tudo o que sei, cheguei lá tirando as minhas próprias conclusões. – ela alargou o sorriso que tinha no rosto. – E, tal como já deves calcular, eu não te vou dizer onde é que ela está.

- Ai isso é que vais! Se não me dizes onde é que ela está eu…

Lexie abanou o braço, conseguindo por fim soltar-se. – Tu nada! – interrompeu-o. – Não vais fazer absolutamente nada e sabes porquê? Porque és um cobarde! – ela decidiu fazer-lhe frente porque não tinha medo dele. Porque é que haveria de ter? Ele não passava de um estúpido com a mania que era melhor do que as outras pessoas. Não tinha sequer noção do quanto era ridículo.

- Tu… - Miles bufou para o ar completamente irritado por as coisas não estarem a correr nada como ele tinha previsto. Estava tudo contra ele hoje. Mas será que as coisas ainda iam piorar mais hoje?

- Se não páras com a porcaria que andas a fazer à Savannah, eu juro que vou à polícia fazer queixa de ti. E não estou a dizer isto da boca para fora, estou a falar mesmo muito a sério, Miles. – a rapariga deu enfase ao nome dele para que ele percebesse que ela sabia o seu nome e depois afastou-se do rapaz deixando assim aquelas palavras a pairar no ar. Esperava bem que ele as entendesse como uma espécie de ameaça, pois era exactamente isso que eram.

 

Depois de entrar no seu carro, sem olhar mais para trás, Lexie conduziu para sua casa. Estava tão mas tão cansada que só queria poder estar no sossego da sua casa apenas com a sua filha a seu lado. Não demorou até que estacionasse o seu carro na garagem e logo depois entrou em casa. Os seus olhos iluminaram-se, como se ganhassem luz própria, assim que viu a pequena Agnes no cima das escadas.

- Mamã! – disse a menina de dois anos assim que viu Lexie, e devagarinho, como era já habitual, começou a descer as escadas em direcção aos braços da mãe.

- Já estou a ver que estás melhor. – Lexie sorriu muito e assim que Agnes chegou à sua beira estendeu os braços e pegou nela ao colo. A filha começou logo a dar-lhe beijinhos por toda a cara enquanto que sorria, feliz.

- Foi a avó, ela fez magia e pôs-me boa. – disse a menina com a sua vozinha fina e a sua fala que ainda a fazia pronunciar mal algumas palavras.

- Hmm isso é bom. – disse Lexie dando um beijo na testa da filha.

- Pois é, quando estiveres doente ela faz magia para ti. – ela sorriu como se aquilo fosse a solução para todos os problemas no mundo. Lexie acabou por se sentar no sofá, deixando a menina no seu colo.

Permaneceu ali algum tempo com ela, e quando a sua mãe veio, viu o quanto Lexie estava cansada. Praticamente obrigou-a a sair do sofá e ir tomar um duche e mudar de roupa. Lexie concordou com ela, pois sabia que estava mesmo a precisar disso, e enquanto que foi tratar de si, a mãe foi dar de comer a Agnes que já estava cheia de fome.

 

Acho que este capítulo ficou um bocado pequeno demais, peço desculpa por isso.

Respondi aos vossos comentários ao capítulo anterior, no próprio post. Desculpem não ter passado nos vossos blogs e deixado lá os comentários :/

Sabádo à novo capítulo.

Beijinhos

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