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More than words.

More than words.

I want you - 10

Não se esqueçam que postei um capítulo na quarta (para quem ainda não leu). Na próxima quarta-feira, mais uma vez irei postar capítulo. Espero que gostem que eu ande a postar mais vezes! Ah, com este capítulo de hoje, a história vai, praticamente, a meio.

Fui de imediato para casa e assim que lá cheguei, fechei-me dentro do quarto. Nem acreditava que nos tínhamos beijado e as imagens daquele beijo não me saiam da cabeça, por mais que eu tentasse esquecer. Mas era completamente impossível esquecer algo que se queria tanto. Ainda estava para ver como é que iria conseguir olhar para a cara da Rose depois do que tinha acontecido, tudo bem que ela não sabia nem iria ficar a saber, no entanto aquilo tinha sido uma traição!

- És tão burra Morgan. – resmunguei comigo própria. Como é que eu tinha sido capaz de trair a minha melhor amiga? Por mais que eu gostasse do Dave e por mais vontade que tivesse de o beijar, não devia nunca ter deixado que isso acontecesse. Suspirei e abanei a cabeça, não me adiantava de nada continuar a martirizar-me com aquilo, pois o mal já estava feito e nada ia mudar o que tinha acontecido.

 

*

No dia seguinte à ida ao centro comercial, a Rose ligou-me para irmos para a praia. Como é óbvio eu recusei, inventando assim uma desculpa qualquer, não me sentia preparada para ver o Dave e a Rose, os dois ao mesmo tempo. Acho que ia ficar demasiado silenciosa e ela poderia reparar que algo estava estranho entre nós os dois. Preferia passar aquele dia sozinha para tentar pôr a minha cabeça em ordem.

 

*

Toquei à campainha da casa da Rose e esperei que me viesse abrir a porta, tinham já passado três dias desde o beijo com o Dave, e nesses três dias ainda não tinha estado com nenhum deles. Hoje a Rose tinha-me ligado para eu ir a casa dela, para falar acerca dos seus anos, e eu não pude recusar. Era quarta-feira e a Rose fazia anos já no próximo domingo.

- Olá! – ela sorriu assim que me abriu a porta e eu dei-lhe um pequeno abraço e um beijo no rosto.

- Olá. – disse-lhe também por fim.

Ela desviou-se da porta para me deixar entrar. – O que se passa para andares tão desaparecida? – inquiriu.

- Não se passa nada. – disse com um sorriso, tentando mostrar-me o mais normal possível.

Ela puxou-me para o quarto e enquanto nos dirigíamos para o mesmo, disse-me que o Dave tinha perguntado por mim. Fiquei meio surpreendida com isso mas nem liguei muito, não queria pensar nele agora.

Atirei-me para cima da cama da Rose e olhei para ela, quando se deitou ao meu lado. – Então, o que estás a pensar em fazermos nos teus anos? – perguntei-lhe.

- Pois, não sei. – ela fez uma cara meio triste. – Queria pensar em algo giro mas não me lembro de nada. – acrescentou. – Quer dizer, não precisa de ser nada demais, basta-me passar o dia com vocês os dois que já fico feliz. – sorriu-me. – E na sexta tenho de ir para casa do meu pai. – fez uma careta de descontentamento ao dizer aquilo.

Os pais da Rose tinham-se separado quando ela era ainda uma criança, e desde essa altura, que todos os anos, dois dias antes do seu aniversário, a Rose ia para casa do pai. Passar um tempo com essa parte da sua família para festejarem, um pouco antecipadamente, os seus anos. Ela não gostava nada disso, pois a relação com o pai nunca mais tinha sido a mesma desde o divórcio, poucas vezes o via no ano e por isso não eram muito próximos um do outro. A Rose ia para casa dele na sexta de manhã, no sábado ao fim da tarde estava de volta e assim no domingo estaria cá para festejar o seu aniversário. Tinha sido algo que tinha ficado combinado desde sempre: a Rose passava o seu dia de anos aqui, junto da mãe e dos amigos.

- Nem acredito que vou ter de estar praticamente dois dias fora daqui. – retorquiu ela com um baixo suspiro.

Engoli em seco assim que se fez luz na minha cabeça - a Rose ia estar fora e portanto, eu e o Dave íamos andar para ali apenas os dois, sozinhos.

- Vai passar depressa. – acabei por dizer, tentando descansá-la. Como é que eu ia estar aqui apenas com o Dave, sem ter a Rose por perto? Será que ele já tinha feito esta mesma associação que eu tinha feito? – Quanto ao que podemos fazer no teu dia de anos, também não me estou a lembrar de nada. – fiz um ar pensativo, tentando pensar em algo divertido, mas da maneira em que a minha cabeça estava, não me ocorria mesmo nada.

Continuamos ali as duas a tentar pensar em algo e a Rose acabou por dizer que podíamos ir passar o dia ao parque aquático. Pareceu-me uma excelente ideia e por isso concordei. Ficamos a falar e a combinar alguns pormenores para esse dia, gostava tanto de ver a Rose assim toda animada.

Antes de sair da casa dela, tive de lhe prometer que no dia seguinte iria para a praia com eles, afinal de contas, era quinta-feira e depois a Rose já se iria embora. Era a última oportunidade para estarmos juntas antes dos anos dela.

 

*

Estendi a minha toalha na areia, ao lado da Rose e cumprimentei-a a ela e ao Dave. Tentei não olhar para ele apesar de saber que ele tinha constantemente os olhos postos em mim.

- Já contei ao Dave os planos para domingo. – disse a minha melhor amiga depois de eu me sentar na toalha. Ajeitei as minhas roupas ao meu lado e sorri-lhe.

- Ainda bem. – não sabia o que mais dizer. Meu deus, era tão difícil estar ali ao lado deles e fingir que tudo estava normal.

- E portem-se bem enquanto eu não estiver aqui e não se divirtam muito sem mim. – disse ela com um beicinho.

Olhei para o Dave vendo que ele também estava a olhar para mim e sabia que ele estava a pensar no mesmo que eu, ou seja, no facto de que íamos estar os dois sozinhos.

- Não te preocupes com isso. – disse o Dave e mordeu o lábio desviando de seguida o olhar.

- Acho que vou passar esses dias fechada em casa. – retorqui fazendo com que a Rose se ri-se.

- Também não é preciso exagerares. – disse-me com uma pequena gargalhada. – Podes divertir-te um bocadinho. – acrescentou e eu sorri-lhe.

Se ficasse fechada em casa não corria o risco de me cruzar por ali com o Dave e por isso também não havia o risco de acontecer alguma coisa. Eu sabia que ia ser inevitável não acontecer algo assim que estivéssemos os dois sozinhos um com o outro, mas eu juro que ia tentar impedir isso. Não queria magoar a minha melhor amiga.

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