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More than words.

More than words.

I want you - 11

Como podem ver o blog está com novo visual, feito pela sacha hart , a quem agradeço imenso. 
Espero que gostem do capítulo, e como de costume, sábado vem o próximo!

Aquele dia chegou ao fim e, de repente era sexta-feira. A Rose já me tinha mandado uma mensagem a dizer que já estava a caminho da casa do pai, e aquilo significava que nestes dois dias apenas iria estar aqui eu e o Dave.

Eu sei que aquilo não significava que eu tinha obrigatoriamente de o ver, no entanto isso tornava-se um pouco difícil de não acontecer, a não ser que eu passasse mesmo aqueles dias fechada em casa. Ambos vivíamos naquela zona, perto um do outro e perto da praia, local onde tal como eu, ele pretendia passar o seu tempo.

 

Passei pela minha tia e beijei a sua bochecha antes de começar a andar para a porta.

- Onde vais? – perguntou-me ela, parando por momentos as suas limpezas para me poder olhar.

- Vou para a praia. – disse-lhe.

Ela juntou as sobrancelhas. – Mas ainda é cedo.

- Eu sei, mas sabes como eu gosto de ir para a praia bem cedo. – era quando se estava melhor e quando estava menos gente. Mais tarde começariam a chegar montes de pessoas que acabavam por ocupar todo o areal e o sossego acabava. – E além disso não me apetece ficar aqui fechada. – acrescentei com um encolher de ombros.

- Está bem. – ela retomou as limpezas. – Não estranhes se eu não estiver em casa quando voltares, vou fazer o turno da tarde hoje. – disse-me. – E à noite chego tarde, não esperes por mim para jantar.

Assenti com a cabeça e depois de lhe acenar saí de casa. O sol já estava bastante quente, como acontecia todos os dias, e isso fez-me sorrir. Era tão bom viver ali.

 

Caminhei pela rua e uns escassos minutos mais tarde, cheguei à praia. Estava tão vazia quanto eu previa que acontecesse e por isso andei calmamente pelo areal antes de parar, pousei o meu saco no chão e retirei de dentro do mesmo a minha toalha de praia. Estendi a mesma na areia e despi as minhas roupas pousando-as de seguida.

Caminhei depois até à beira da água, parando apenas quando senti os meus pés ficarem molhados.

- Olá. – ouvi uma voz atrás de mim, era o Dave. Bem, tinha-o encontrado bem mais cedo do que eu queria e do que eu estava à espera. Meu deus, não era nada bom o facto de ele estar ali.

Olhei para o lado quando ele se pôs lado a lado comigo e esbocei um leve sorriso. – Olá. – disse-lhe também e depois desviei o meu olhar para o mar. Ele estava tão atraente e giro como sempre.

- Vou surfar, queres umas aulinhas? – perguntou ele e consegui perceber o seu tom de gozo ao dizer aquelas palavras.

Olhei-o e não consegui evitar rir-me. – Não me parece. – ainda me lembrava de como tinha sido da outra vez e ele certamente que também. Não me parecia que desta vez eu já tivesse jeito para estar em cima de uma prancha.

- Só estava a tentar ser simpático. – acrescentou ele, pondo nos seus lábios aquele sorriso capaz de derreter o meu coração.

Abanei a cabeça rindo-me e depois fiquei a vê-lo correr para a água. Sentei-me na areia enquanto o via fazer surf. Sabia que aquela era uma das suas grandes paixões e sabia também que o sonho dele era um dia ser um grande surfista. Eu sabia que ele conseguiria, jeito não lhe faltava e ele esforçava-se sempre por saber mais e mais. Gostava disso nele, era bastante determinado quando queria muito alguma coisa.

- Morgan? – ouvi de repente o Dave chamar-me e só nesse momento me apercebi de que tinha ficado perdida em pensamentos e nem tinha prestado mais atenção ao que me rodeava. – No mundo da lua? – perguntou com um sorriso.

Encolhi os ombros e olhei para ele quando passou os dedos pelos seus cabelos loiros para tirar do mesmo o excesso de água. Eu dava em maluca com estas visões.

- Ou no mundo do Dave? – perguntou ele após eu encolher os ombros. Pousou a prancha na areia e seguidamente sentou-se ao meu lado.

- Não comeces. – pedi-lhe e engoli em seco tentando não dar importância ao facto de o braço dele estar a tocar no meu.

- Mas eu ainda nem fiz nada. – defendeu-se.

Olhei-o pelo facto de ele ter metido ali no meio a palavra ainda. – Nem vais fazer. – avisei-o, não muito segura de mim ao dizer aquelas palavras.

Ele encolheu os ombros. – Voltando ao assunto de estares aí tão distraída que nem me tinhas visto a chegar. – riu-se levemente. – Admite que estavas a pensar em mim.

- Não estava. – disse muito rapidamente.

Senti de imediato os seus dedos segurar-me o queixo e virar assim o meu rosto para ele.

- Diz a verdade. – sussurrou enquanto fitava cada traço do meu rosto.

- Pára Dave. – engoli em seco e baixei o meu olhar, tentando assim não perder-me nos seus olhos hipnotizantes.

- Sabes o que é que me apetece fazer neste momento? – perguntou-me, sem me largar o rosto e impedindo-me assim de poder olhar para outro sítio qualquer que não ele.

- Sei. – sussurrei baixo.

- O quê? – ele parecia ter ficado meio surpreendido por eu ter dado aquela resposta.

Levantei o meu olhar, outrora baixo, para ele. – Apetece-te… beijar-me. – era exactamente aquilo que também me apetecia a mim.

Ele engoliu em seco e ficou a olhar para mim, apesar de se terem passado apenas uns segundos, parecia que tinha passado imenso tempo. Estávamos apenas a olhar-nos, como se fossemos só nos no mundo. Se fossemos apenas nós no mundo, podia beijá-lo à vontade, podia dizer-lhe o quanto ainda o amava e mostrar-lhe o tamanho de todas as saudades que tinha dele. Mas não estávamos sozinhos no mundo, haviam ali centenas de pessoas, que eu sabia que nem sequer nos conheciam e portanto não fazia mal eu dizer todas aquelas coisas ao Dave. Mas mais importante do que todas estas pessoas, havia a Rose, podia estar a quilómetros de distância de nós naquele momento, mas era como se estivesse ali também.

- Mas não podes. – foi o que apenas lhe disse. Segurei na sua mão, fazendo-o tirá-la do meu rosto e desviei finalmente o meu olhar.

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