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More than words.

More than words.

I want you - 12

Como já tem sido habitual, na próxima quarta-feira haverá de novo mais um capítulo. Acho até que posso dizer que a fic agora será sempre postada ao sábado e à quarta, porque como tenho muitos capítulos prontos e já alguns de uma nova fic, não corro o risco de ficar sem capítulos mesmo postando duas vezes por semana. Por isso não se esqueçam de passar por aqui também às quartas, para além do sábado.

PS: O próximo capítulo é MUITO especial! Beijinhos

Ainda me lembrava do beijo que ele me tinha dado depois de sairmos do centro comercial, como se tivesse sido agora. Parecia que ainda conseguia sentir os seus lábios contra os meus, o seu corpo junto ao meu e os seus braços a envolverem-me. E tens de para de pensar nestas coisas, Morgan.

- Onde vais? – perguntou-me o Dave quando me levantei.

- Para a minha toalha. – respondi e comecei a caminhar em direcção à mesma. Depois de dizer ao Dave que ele não podia beijar-me, não tínhamos dito mais nada, até agora. Eu nem sabia o que lhe dizer e tinha a certeza de que ele também não.

Assim que cheguei à beira da toalha, deitei-me de barriga para baixo sobre a mesma e fechei os olhos ao sentir o sol a bater nos mesmos. Não disse nada quando percebi que o Dave tinha vindo comigo e continuei calada quando ele estendeu a sua toalha ao lado da minha.

- Estás chateada comigo? – perguntou-me ele passado pouco tempo.

- Não. Porque haveria de estar? – deixei-me estar na mesma posição enquanto lhe respondia.

Consegui ouvi-lo suspirar. – Porque parece que ficas toda bruta comigo, ou sei lá. – retorquiu.

Desta vez, quem suspirou fui eu. – É só porque… - mordi o lábio. – Nada.

- Então deixa de ser assim comigo… - ele continuou a falar. Abri os olhos para poder olhar para ele, visto que o meu rosto estava virado para o lado onde o Dave estava deitado.

- Desculpa… - pedi baixinho. Era mesmo sem intenção que eu ficava assim para ele, só tinha medo de toda aquela proximidade quando ele se punha tão perto de mim.

- Só desculpo se me deres um beijinho. – pediu, com aqueles seus olhos da cor do céu a fitar os meus.

- Não. – disse de imediato e suspirei baixinho.

- Na bochecha… - acrescentou logo ele.

Abanei ligeiramente a cabeça. – Não na mesma. – retorqui num tom de voz baixo.

- Porque não? Tens medo de não conseguir aguentar e beijar-me na boca? – perguntou e eu sabia que ele estava a tentar provocar-me.

Aquilo fez-me engolir em seco, e para lhe mostrar que ele não tinha razão, cheguei-me para mais perto dele e estiquei-me até conseguir encostar a minha boca à sua bochecha e dar-lhe um beijo na mesma.

- Não. – disse-lhe quando comecei a afastar-me depois de lhe dar o beijo, no entanto, ele virou rapidamente a sua cara e aproximou a mesma mais da minha fazendo com que os seus lábios se colassem de imediato aos meus. Não tive tempo de me afastar pois ele segurou-me no rosto, para não deixar que eu separasse as nossas bocas e depois começou a beijar-me. Este beijo estava a ser mais desesperado e menos calmo que o outro que tínhamos dado, no entanto continuava a ser tão bom como o outro. Mas não devia de estar a acontecer e, por isso, eu tentei afastar o Dave, mas não adiantava de nada pois ele teimava em beijar-me, e eu queria que ele me beijasse… por isso tornava-se ainda mais difícil conseguir afastar-me. Ele chegou-se mais para mim fazendo com que os nossos corpos ficassem encostados um ao outro, levei uma mão à sua nuca e acabei por aprofundar mais o beijo.

 

Dave

Fiquei satisfeito quando a Morgan parou de se debater para que eu parasse de a beijar, pois eu sabia que ela queria tanto beijar-me como eu queria beijá-la a ela.

Envolvi a sua cintura com os meus braços à medida que a ia beijando mais e apertei-a mais para mim. Aquele beijo era desesperado e eu só queria que pudesse durar para sempre.

- Chega Dave. – disse ela de repente contra a minha boca e voltou a tentar afastar-se de mim.

- Não. – olhei-a quando separei por momentos aquele beijo. As nossas respirações estavam ambas ofegantes mas isso não me impedia de continuar a beijá-la ou sequer de ter vontade de o fazer. Voltei a juntar os meus lábios aos seus e beijei-a mais uma vez.

Eu sabia que aquilo era completamente errado e que estava a trair a Rose, mas quando estava com a Morgan, não conseguia pensar em mais nada a não ser nela, na sua boca, em tocar-lhe e em todas as coisas que a envolviam a ela.

 

Morgan

Depois de o Dave me beijar uma segunda vez, acabei por retribuir de novo porque não conseguia mesmo resistir àquela vontade louca de o beijar. Eu sei que não devia mas era muito mais forte do que eu.

- Pára. – acabei por dizer por fim, desta vez já chegava mesmo, não porque eu quisesse que parasse mas sim porque era o que devia ser feito. Afastei-o de mim e voltei para a minha toalha, visto que ele me tinha quase puxado para cima dele. A minha respiração estava demasiado ofegante e sabia que o meu rosto estava com mais cor do que o normal tal era o calor que eu estava a sentir naquele momento. – Tens de parar de fazer isso. – disse-lhe pouco tempo depois.

- Porquê? – ouvi-o perguntar.

Agora nem sequer estava capaz de olhar para ele. – Porque não podes fazê-lo. – retorqui mordendo levemente o meu lábio.

Aquilo pareceu fazê-lo lembrar-se da Rose, pois ele ficou calado por tanto tempo que eu cheguei a pensar que não iria dizer mais nada.

- Tu gostas. – acabou por dizer.

- Não interessa o que eu gosto ou não gosto. – olhei para ele, com uma expressão muito séria no rosto.

- Então gostas mesmo… - ficou a olhar também para mim.

Suspirei e levantei-me da toalha. – É melhor eu ir para casa. – já chegava daquilo, não aguentava mais aquelas coisas porque só me apetecia esquecer tudo e beijá-lo como se não houvesse amanhã. Já para não falar do facto de que me apetecia dizer-lhe tudo o que sentia por ele. Quer dizer, acho que ele já tinha percebido essa parte.

- Oh Morgan, pára de fugir. – retorquiu ele e levantou-se.

- Não estou a fugir. – peguei nas minhas roupas e vesti-as apressadamente, depois peguei na toalha e enfiei-a dentro do meu saco.

- Estás sim.

- Não. – olhei para ele e depois comecei a afastar-me indo-me embora dali.

Sabia que as coisas não iam ficar por ali, e ainda por cima ainda faltava mais de um dia para a Rose voltar para cá.

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