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More than words.

More than words.

I want you - 13

Já estava escuro lá fora e eu tinha acabado por jantar mais cedo do que o habitual, ainda estava sozinha em casa pois a minha tia continuava no seu turno. Sabia que não tardaria muito até que ela chegasse a casa. Peguei no meu tablet e caminhei até ao alpendre da casa, sentei-me num cadeirão e meti as pernas à chinês pousando o tablet sobre as mesmas. Apenas tinha trazido o tablet para ali comigo, para tentar não pensar no Dave e naqueles beijos que tinham acontecido há umas horas na praia.

Sobressaltei-me um pouco quando aquele aparelho fez um barulhinho a avisar-me que alguém me tinha falado no skype. Engoli em seco quando vi que era a Rose.

Ela começou por me perguntar se estava tudo bem, e eu claro que disse que sim. Não podia dar indícios de que alguma coisa se tinha passado. Ela continuou a escrever, dizendo-me que já estava farta de estar ali, que era demasiado aborrecido e que não tinha ninguém de jeito com quem falar, a não ser as suas primas, que ela dizia serem demasiado chatas e fúteis. Falou-me das saudades que estava a ter minhas e do Dave, e aquilo fez-me sentir horrivelmente mal pelo que tinha acontecido. Continuamos a falar durante mais algum tempo e depois ela disse que tinha de ir para a cama por causa das suas primas que gostavam de dormir cedo demais. Imaginei a expressão dela ao dizer aquilo e acabei por me rir sozinha.

Acabei por também eu sair dali, subi para o meu quarto e deitei-me na cama, tinha deixado a janela aberta, para assim entrar mais claridade no meu quarto e também porque estava uma noite demasiado quente. Olhei para o relógio, vendo os minutos passarem e depois não consegui evitar que as imagens dos beijos se apoderassem da minha mente. Não é preciso referir que acabei por adormecer a pensar nisso.

 

Espreguicei-me assim que acordei já de manhã e pisquei os olhos repetidas vezes por causa do sol que estava a bater-me no rosto. Tinha dormido demasiado bem, porque tinha passado a noite toda a sonhar com o Dave.

- Sou tão estúpida. – disse para mim própria. Sentia um pouco de raiva de mim neste momento, por causa da Rose e do que tinha andado a fazer com o namorado dela. Por mais que eu quisesse que ele ainda fosse o meu namorado, ele já não era.

Levantei-me da cama e fui tomar um duche, para tentar refrescar não só do calor mas também daqueles pensamentos. Assim que terminei fui tomar o pequeno-almoço e depois fiquei no sofá a ver um pouco de televisão. A minha tia já tinha saído mais uma vez, não para trabalhar, visto que hoje era o dia de folga dela, mas sim para ir visitar algumas amigas e passar algum tempo com elas. Não entendia porque é que ela não arranjava um namorado, ainda era nova e tinha uma vida longa pela frente, para além disso merecia um bom homem ao seu lado.

 

Levantei-me do sofá quando ouvi tocarem à campainha, não poderia ser a minha tia porque ela ainda iria demorar umas horas a chegar e tinha as suas chaves para entrar em casa.

- Dave? – a minha cara foi de total surpresa, quando ao abrir a porta vi que era ele quem ali estava. Deixei-me estar em frente à porta, para ver se ele não se metia com ideias de entrar dentro de casa. – O que é que queres? – perguntei-lhe.

- Acho que precisamos de falar. – disse-me.

Eu abanei a cabeça num gesto de negação. – Não temos nada para falar. – preparava-me para fechar a porta quando ele estendeu a mão e me impediu de o fazer.

- Eu acho que temos. – ele olhou-me nos olhos e começou a andar para dentro da casa, fazendo-me assim recuar à medida que ele se ia aproximando de mim.

- Não sei o quê. – acabei por dizer quando ele fechou a porta atrás de si.

- Sabes sim. – retorquiu parando à minha frente. – O facto de ainda gostares de mim, por exemplo.

- Eu não…

Ele interrompeu-me e continuou a falar. – Não precisas de negar Morgan. – disse-me. – Eu sei que gostas, sei que continuas apaixonada por mim. O que nós tínhamos não morre assim de um dia para o outro.

- Não digas isso, porque da tua parte parece mesmo que morreu de um dia para o outro. -  protestei.

Ele andou até mim, acabando com a curta distância que nos separava e segurou-me no rosto. – Não morreu nunca. Ainda estou apaixonado por ti.

 

Dave

Precisava mesmo de lhe dizer aquilo, precisava que ela soubesse que os meus sentimentos por ela nunca tinha mudado nem tinham deixado de ser tão fortes como eram antes.

- Não estás nada. – sussurrou ela.

Deslizei o meu dedo pelo seu rosto e nem disse nada, apenas a puxei para mim e beijei-a como tanto a queria beijar.

Sentia-me mesmo estúpido por estar a fazer isto à Rose, mas agora não queria pensar nisso. Mais tarde pensava e via o que faria, o mais certo era não fazer nada pois não queria magoar a Rose e sabia que a Morgan também não queria magoar a melhor amiga.

Separei por momentos aquele beijo e olhei para a Morgan. – Esquece tudo. Faz de conta que ainda estamos nos velhos tempos. – sussurrei.

- Mas não estám… - coloquei um dedo sobre os seus lábios assim que ela começou a dizer aquilo.

- Shiu… - sussurrei e voltei a beijá-la. Envolvi o seu corpo com os meus braços e elevei-a ligeiramente de maneira a que ela se pusesse no meu colo. Caminhei até ela ficar encostada à parede, prendendo assim o seu corpo entre o meu próprio corpo e a parede e senti os seus dedos no meu cabelo e a puxar mais o meu rosto para o seu.

Estava tudo demasiado silencioso ali dentro, no entanto nem sequer sabia se ela estava sozinha em casa ou não. Parei aquele beijo apenas por alguns segundos, os segundos suficientes para lhe perguntar se ela estava sozinha em casa. Assim que ela assentiu com a cabeça confirmando que estava sozinha, voltei a dedicar-me à sua boca. Agarrei-a melhor e comecei a subir as escadas em direcção ao seu quarto.

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