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More than words.

More than words.

I want you - 17

Aqui está um capítulo pelo qual vocês andavam à espera desde há bastante tempo. Espero que gostem! (Faltam mais 4 capítulos para esta história chegar ao fim.)
Três semanas depois

Os dias e as semanas iam passando e eu cada vez estava mais irritada comigo própria. Como era óbvio, depois daquela discussão por causa do James, eu e o Dave acabámos por ficar de novo bem um com o outro. Não conseguia mesmo resistir-lhe por mais que o tentasse fazer. Era muito mais forte do que eu.

 

Toquei à campainha da casa da Rose e ajeitei os meus cabelos enquanto esperava que ela viesse abrir a porta. Sorri levemente assim que o fez.

- Rose, precisava de falar contigo. – passei por ela, quando se afastou da porta para que eu entrasse.

- Falar o quê? – perguntou ela e só nesse momento é que vi que o Dave estava ali, com ela.

Suspirei baixinho pois não estava à espera de o encontrar ali naquele momento. O momento em que eu queria falar com a Rose, de preferência a sós. Mas não ia deixar que o facto de o Dave estar ali fosse um impedimento para mim. Tinha passado praticamente a semana inteira a pensar naquilo e agora finalmente tinha ganho coragem, não ia desistir e correr o risco de a coragem se ir embora uma vez mais.

- Preciso de te contar uma coisa. – disse aquelas palavras enquanto olhava para o Dave e engoli em seco, virando-me de seguida para a Rose que já se encontrava ali à minha beira.

- Morgan. – ouvi a voz do Dave. Sabia muito bem que ele já tinha percebido o que eu pretendia contar à Rose.

- Pára Dave, não digas nada.

- Não digas nada tu. – disse ele e notei o seu tom de voz meio irritado enquanto dizia aquelas palavras.

- Rose, eu…

- Pára, Morgan! – ouvi de novo a voz do Dave enquanto ele se aproximava mais de nós.

- Cala-te Dave. – resmunguei com ele e voltei de novo a minha atenção para a Rose que estava com uma  cara toda estranha a olhar para nós.

- Sim… - foi a Rose quem falou e depois de engolir em seco decidi falar de uma vez por todas.

- Eu… o Dave… eu e o Dave traímos-te. Mais que uma vez. – disse e consegui ouvir o longo suspiro do Dave. Provavelmente de irritação por eu ter contado aquilo à Rose. Mas tinha mesmo de contar, não aguentava mais aquilo, estava farta de me sentir uma traidora e mentirosa.

Fiquei a olhar para ela, durante o tempo todo em que ela ficou calada, aquilo estava a deixar-me ainda mais nervosa do que eu já me sentia antes. E não saber o que estava a passar pela cabeça dela, só me deixava ainda pior.

- Eu sei. – foi apenas isto que a Rose disse.

Abri a boca de espanto e voltei a fechá-la. Só depois é que falei. – Sabes? Sabes como? – era impossível ela saber aquilo, não era?

- Porque era inevitável que vocês se envolvessem um com o outro. – ela encolheu os ombros.

- Mas não era suposto ter acontecido. – disse eu com um suspiro ainda sem acreditar no que ela estava a dizer.

- Como? Era óbvio que tu ias continuar apaixonada pelo Dave, não era por ires para outro país que tudo ia mudar. E o Dave também é claro que não ia deixar de gostar de ti assim de um dia para o outro.

- Mas… - sentia-me tão mal por estar a fazer-lhe aquilo. Olhei para Dave, apenas por momentos, e vi que ele estava tão confuso com tudo aquilo, como eu.

- Não te preocupes comigo. – disse a Rose. – Eu nem sei porque é que nós começamos a namorar. – ela olhou para o Dave. – Tínhamos ficado sem ti, o Dave estava carente e com saudades tuas e eu, bem eu tinha ficado sem a minha melhor amiga e apenas tinha o Dave para me apoiar. Acho que confundimos os sentimentos. – abanou ligeiramente a cabeça. – Termos começado a namorar foi um erro. Por isso não, não fiquei chocada agora ao dizeres-me isso. Eu já estava à espera que fosse acontecer e ainda bem que foi agora e não mais tarde.

- Não queria magoar-te, aliás, nenhum de nós queria. – suspirei baixinho.

Ela fez uma careta. – Não me estão verdadeiramente a magoar. Estariam se eu amasse o Dave como tu o amas e aí sim, a minha vontade seria de arrancar-te esses cabelos todos da cabeça. – ela riu-se. – Mas a verdade é que apenas vejo o Dave como um amigo, e sei que ele também me vê dessa maneira. E sempre torci por vocês juntos, por isso…

- Não estás mesmo chateada connosco? – perguntou-lhe o Dave, ainda com a mesma expressão de confusão estampada no seu rosto.

- Não, não estou, a sério. – retorquiu ela.

- Mas nós… nós… - mordi o lábio. – Devias estar a odiar-nos.

A Rose começou a rir-se. – Eu sei bem o que vocês andaram a fazer. – ela mordeu o lábio, tentando parar de se rir. – Mas dispenso pormenores, pelo menos deste tempo em que nós ainda eramos… namorados. – ela fez uma cara estranha. – Podemos fazer uma coisa?

Eu e o Dave olhamo-nos confusos e assentimos com a cabeça, ao mesmo tempo.

- Podemos por favor esquecer esta parte? Com esta parte, eu quero dizer, a parte em que eu e o Dave cometemos o erro de namorar. – ela disse fitando-nos. – Acho que é o melhor para todos nós e sei lá, podemos começar de novo. Fingir que nada disso aconteceu e não deixar que isso afete nada daqui para a frente. – acrescentou.

- Vou tentar. – admiti, pois para mim era um bocado difícil esquecer aquilo.

Mas acabei por prometer à Rose que ia tentar. O Dave prometeu o mesmo e depois disso acabei por me despedir deles, dizendo que tinha de fazer umas coisas, era apenas uma desculpa para poder ir para casa. Precisava de ficar um pouco sozinha, e interiorizar tudo o que tinha acabado de acontecer.

O facto de a Rose não ter ficado chateada, não me impedia de continuar a sentir-me culpada pelas coisas que tinha feito com o Dave enquanto eles ainda eram namorados. Sabia que agora era tarde demais e não podia mudar nada disso, mas mesmo assim. Estava contente por a Rose não ter ficado chateada, é claro que estava, pois na verdade pensava mesmo que ela se ia passar com os dois. Ainda bem que isso não tinha acontecido.

 

Suspirei, quando por fim me vi sozinha. Apesar de tudo aquilo, sabia que agora não era certo eu ficar com o Dave. Mesmo continuando a gostar dele e mesmo sabendo que ele também gostava de mim. Eu não conseguia ficar com ele… sabia que tinha de manter a distância, ainda por cima agora o Dave já não tinha namorada nem havia nada a impedi-lo de vir atrás de mim. 

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