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More than words.

More than words.

I want you - 18

Dave

- Mas o que é que se passa com a Morgan? Ela parece que anda mais distante e assim… - olhei para o lado quando a Rose me disse isto e suspirei baixinho antes de lhe responder.

- Ela está a tentar afastar-se de mim. – expliquei-lhe.

- A afastar-se de ti porquê? – perguntou, com uma expressão confusa. – Tu gostas dela… ela gosta de ti… não vejo qual é o problema agora. – ela revirou os olhos.

- O problema é que ela continua a culpar-se pelo que andámos a fazer e sente-se mal com isso. Então, diz que não quer mais nada comigo e que é melhor assim.

Já tinham passado alguns dias desde que a Morgan tinha contado tudo à Rose, e desde essa altura, que ela se ia afastando cada vez mais de mim. Por mais que eu tentasse falar com ela ou aproximar-me, ela teimava em dar-me para trás.

Odiava que ela estivesse a fazer isso. Agora que finalmente podíamos estar juntos, ela não queria. Quer dizer, queria, mas achava que não devíamos.

- Ela é parva, isso sim. – concluiu a Rose, enquanto via a Morgan vir na nossa direcção.

Estávamos num pequeno bar, era fim da tarde e o calor lá fora era cada vez mais insuportável. Por isso tínhamos decidido vir até aqui, para beber algo e assim.

- Mas não te preocupes, ela vai acabar por ceder. – acrescentou a Rose e depois calou-se, assim que por fim a Morgan se sentou de novo à nossa beira.

Pousou as nossas bebidas à nossa frente e nesse instante a Rose levantou-se do sítio onde se encontrava sentada.

- Bem, eu tenho de ir embora. Lembrei-me agora de uma coisa que me esqueci de fazer e pronto, tenho mesmo de ir embora. – ela falava rapidamente, quase nem tendo tempo de respirar por entre as palavras. – Adeus, até amanhã. – sorriu-nos e depois, sem esperar que nós falássemos, foi-se embora.

- Mas… - a Morgan abriu e fechou a boca várias vezes. – Porque é que ela foi embora? – perguntou olhando para mim.

Encolhi os ombros e peguei no meu copo. – Está a tentar deixar-nos sozinhos um com o outro. – afirmei, tento a certeza que era mesmo isso.

- Então é melhor também irmos embora… - disse ela, num tom de voz um pouco mais baixo.

Quando ela se preparava para se levantar, eu segurei no seu braço, impedindo-a assim de o fazer.

- Não vais embora, Morgan. – disse-lhe com um suspiro e ela lá acabou por se deixar sentar uma vez mais. Encostou-se para trás depois de pegar no seu copo, e começou a beber o seu sumo como se eu nem sequer estivesse ali. – Vais continuar com isso? – perguntei-lhe ao fim de uns minutos em que ambos ficámos em silêncio.

 

Morgan

- Com o quê? – perguntei com o copo de sumo junto à boca e sem olhar para o Dave, que estava sentado mesmo ao meu lado.

- Com isso de fingir que não se passa nada entre nós. – disse ele.

Suspirei. – E não se passa nada entre nós.

- Pois Morgan, não se passa nada porque tu andas parva. – ele suspirou e segurou firmemente no meu rosto, fazendo-me assim olhar para ele. – Pára com essas coisas, por favor. De que adianta andares a fugir de mim quando na verdade sabes que queres estar comigo? Aliás, agora nem sequer à nada a impedir-nos de ficarmos juntos.

- Eu já te expliquei que… - eu comecei a falar, mas fui interrompida pelo Dave.

- Sim, já explicaste algo que já nem faz sentido nenhum. Caraças Morgan, porque é que não me beijas de uma vez por todas? Porque é que não deixas logo de uma vez por todas que fiquemos juntos? Sabes bem que é isso que vai acabar por acontecer, mais cedo ou mais tarde…

- Mas… - engoli em seco.

- Não há nenhum mas. – retorquiu ele antes de eu continuar a falar e largou-me por fim o rosto.

Olhei para outro lado que não ele e continuei a beber o meu sumo, aos poucos.

- Morgan… - ouvi a voz do Dave chamar-me ao fim de uns segundos e emiti apenas um pequeno hm como resposta. – Eu amo-te.

O meu coração começou de imediato a bater mais depressa assim que ouvi aquela simples palavra. E sim, eu até estava a sentir borboletas na barriga, parecia até que ele nunca antes tinha dito aquilo. Mas sei lá, depois deste tempo todo parecia diferente.

Olhei para ele pelo canto do olho, vendo assim que ele estava a olhar para mim. Mordi o interior da bochecha.

- Vais continuar a ser teimosa? – perguntou-me e senti a sua mão pousar no meu braço.

Abanei apenas a cabeça, num gesto negativo e de seguida olhei para o Dave, quando ele pousou os dedos por baixo do meu queixo.

- Diz alguma coisa então… - pediu ele, visto que eu já estava demasiado calada há algum tempo.

- Eu amo-te, muito. – mordi o lábio. – E quero muito estar contigo. – acabei por dizer aquilo que o meu coração dizia. Era esse o lado mais racional neste momento, visto que a minha cabeça só pensava coisas estúpidas, tais como deixar fugir a felicidade, quando esta se encontrava mesmo à minha frente.

Os lábios do Dave elevaram-se num enorme sorriso, logo depois de eu dizer aquilo, e acabei por também eu lhe sorrir.

Ele segurou melhor no meu rosto, à medida que se ia aproximando de mim e de seguida juntou as nossas bocas num beijo apaixonado e intenso. Era a primeira vez, desde que eu tinha voltado, que nos estávamos a beijar sem sentir culpa do que quer que seja. Era a primeira vez que não era algo errado.

Deixei que ele me puxasse mais para si e entrelacei os meus braços em volta do seu pescoço, não queria mais afastar-me dele, estava farta de estarmos longe um do outro e esperava que isso acabasse de uma vez por todas.

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