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More than words.

More than words.

I want you - 2

Antes de mais, como vocês já repararam a história é contada do ponto de vista da Morgan, no entanto, haverá alguns capítulos em que haverão algumas partes que serão no ponto de vista do Dave. As partes dele muitas vezes serão pequenas e nada demais, mas apenas servem para vocês entenderem melhor o que ele sente e pensa.

Na próxima quarta-feira irei postar a one-shot, que já tinha falado aqui dela.

- Então, o que vamos fazer? – perguntei mordendo o lábio assim que consegui separar-me daquele abraço.

O melhor era ser a mesma Morgan de sempre e não andar para aqui toda constrangida pois isso não ia mudar nada. Além disso, não podia deixar que eles percebessem que ainda estava apaixonada pelo Dave. Sim, ainda estava apaixonada por ele, tanto ou mais do que estava antes de me ter mudado para a Suíça. Mas agora a nossa relação fazia parte do passado, ele estava com a Rose e eu não ia estragar o que eles tinham apenas para me fazer feliz a mim. Desde que eles estivessem bem, de certeza que eu também estaria…

- Não sei, mas temos de aproveitar este tempo maravilhoso e tu tens de nos contar todas as coisas lá da Suíça. – disse a Rose apontando-me um dedo. Sorri-lhe e assenti com a cabeça, preparando-me para falar quando fui interrompida pelo Dave.

- Mas primeiro eu tenho de ir fazer surf. – ele falou com aquela sua carinha toda adorável à qual ninguém conseguia dizer que não.

- Oh Dave, mas já não tiveste tempo para isso? – perguntou a Rose aproximando-se mais dele.

Ele abanou a cabeça num gesto de negação. – Não, eu tinha acabado de chegar aqui quando vocês apareceram. – retorquiu.

Mordi o lábio e virei o meu rosto para outra direcção qualquer quando a Rose se aproximou ainda mais dele e o beijou na boca. Ainda consegui ver um vislumbre dos olhos do Dave postos em mim quando isso aconteceu mas depois deixei os meus fixos num ponto qualquer que não eles.

- Temos tempo, o dia ainda é muito longo. – acabei por dizer quando por fim eles se largaram. O Dave sorriu-me e eu retribui o sorriso.

Assim que ele começou a caminhar em direcção à água com a sua prancha, eu e a Rose sentamo-nos na areia enquanto iriamos ficar à espera dele. Pousei os meus dedos na areia e comecei a brincar com a mesma por entre os meus dedos.

- Acreditas que eu até da areia tenho saudades? – disse para a Rose pouco tempo depois e seguidamente soltei uma gargalhada. Ela riu-se também.

- Sim, acredito nisso. – ela encostou a cabeça no meu ombro. – Aquilo deve ser mesmo muito diferente daqui, por isso, é normal sentires falta destas pequenas coisas. – ela encolheu os ombros.

Assenti levemente com a cabeça e fixei o meu rosto no mar, mais precisamente no sítio onde o Dave se encontrava. Pelo que eu via ele continuava tão bom no surf como antes.

- É mesmo muito diferente daqui. – acabei por falar pouco tempo depois. – Na verdade, é o oposto daqui. – e era bem verdade.

Ficamos a falar mais um pouco enquanto que o Dave se divertia dentro de água, e algum tempo depois ele acabou por vir ter connosco.

- Pronto, já podemos ir fazer o que vocês quiserem. – ele sorriu. Nem conseguia olhar para ele em condições quando fazia aquele sorriso que me derretia toda.

- Podíamos ir almoçar ao Mc Donald’s e depois podíamos passar a tarde na praia até o sol desaparecer no horizonte. E depois talvez ficar a ver as estrelas. – comecei a dizer estas coisas e eles os dois ficaram a olhar para mim acabando por se começarem a rir. – O que foi? – perguntei com uma cara confusa, levantei-me e sacudi a areia que tinha na minha roupa. – Vocês não imaginam mesmo as saudades que eu tenho disto tudo pois não? – abanei a cabeça com um revirar de olhos e depois comecei a caminhar para fora da zona do areal. – Não vêm vocês? – perguntei sem olhar para trás pois sabia que eles tinham ficado parados no mesmo sítio.

- Estamos a ir Mory. – engoli em seco quando o Dave me chamou por aquele nome, era um nome que ele tinha inventado para mim e que apenas ele podia usar para me chamar. Praticamente, era uma maneira fofa de ele me chamar. E ele estava a usá-lo agora… Pára Morgan, pára com essas coisas.

Nem sequer me tinha apercebido de que tinha parado de andar, pois só reparei nisso quando eles chegaram à minha beira.

- Está tudo bem? – perguntou-me o Dave olhando para mim.

Mordi o lábio e assenti com a cabeça. – Claro. – sorri e depois recomeçamos a andar para fora da praia.

 

Dave

Porque é que eu lhe tinha chamado Mory? Acho que não devia tê-lo feito, aquilo era um nome que eu tinha inventado na altura em que tínhamos começado a namorar e era uma espécie de nome carinhoso… Além disso, todas as outras pessoas estavam proibidas de o usar, até a Rose, pois era um nome especial e que apenas podia ser usado por mim. Mas agora acho que não fazia sentido eu usá-lo, no entanto, não tinha conseguido evitar que aquele nome saísse da minha boca.

Sorri para Morgan quando ela disse que estava tudo bem e apenas assenti com a cabeça. Acho que estava a começar a ver a minha vida a andar para trás e tudo tinha começado no momento em que a tinha visto quando ela chegou à praia. Era a mesma Morgan de sempre, estava igual a como estava antes de se ter ido embora. E aquele abraço que me tinha dado… só me tinha dado vontade de ficar mais tempo agarrado a ela e tinha também me dado uma vontade enorme de a beijar. Mas não podia fazer nada dessas coisas, o tempo tinha passado e agora eu estava com a Rose. Juro, que sempre tinha pensado que nunca mais veria a Morgan e por isso, nem sequer me tinha importado da minha aproximação à Rose. Tinha simplesmente acontecido e nunca tinha pensado muito nisso, mas agora, agora que a Morgan tinha voltado… não sei como seria. Provavelmente continuaria tudo como estava antes de ela voltar para cá.

Caminhamos pelas ruas e por fim chegámos ao Mc Donald, local onde íamos almoçar para que a Morgan matasse as saudades que tinha daquelas comidas.

- Lá não havia Mc Donald?? – perguntei de repente quando aquela ideia me passou pela cabeça.

A Morgan começou a rir-se. – Claro que havia. – disse ainda a rir-se de mim. – Mas sei lá, nunca lá fui. Nem tinha companhia para isso. – ela encolheu os ombros.

- A sério? – perguntou a Rose, meio confusa.

- Sim e esqueçam isso agora. Vamos comer. – ela fez uma careta para os dois e depois entrámos no interior daquele estabelecimento.

Dirigimo-nos ao balcão, onde fizemos os nossos pedidos, e assim que fomos servidos fomos sentar-nos a uma mesa.

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