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More than words.

More than words.

I want you - 21 {último}

Aqui está o último capítulo da I want you. Espero que gostem e que tenham gostado desta história, fiz o melhor que podia e espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de a escrever. Muito muito obrigada a todas as pessoas que se dão ao trabalho de virem aqui sempre ler e de deixarem comentários que me incentivam a escrever sempre mais. Muito obrigada a todas!!! Bem, como eu já falei anteriormente, tenho já uma nova história para postar aqui, por isso sexta-feira irei fazer um post a falar melhor sobre isso, mas sábado não se esqueçam de passar por aqui na mesma (sim, porque eu espero que vocês continuem a querer ler coisas minhas)! Beijinhos

Depois de as aulas terem terminado, naquele dia, já não consegui apanhar o Dave na escola. Parecia que ele se tinha evaporado, mas o mais provável era que já tivesse ido embora para casa.

Por esse mesmo motivo, em vez de ir directamente para minha casa, desviei-me um pouco do percurso, indo assim até à dele. Toquei à campainha, e não demorou muito a que a porta fosse aberta, por ele.

- Dave, eu li o jornal da escola, falavam lá de droga na festa. – falei logo, antes de lhe dar tempo de dizer algo. – Desculpa-me, por favor. – pedi, mordendo o lábio.

Ele abanou a cabeça e puxou-me para ele. – Não tens de pedir desculpa. – os seus dedos deslizaram pelo meu rosto. – É normal que tenhas ficado chateada depois do que viste. Qualquer pessoa ficaria. – ele puxou-me ainda mais contra si, e eu rodeei o seu corpo com os meus braços.

- Amo-te tanto. – sussurrei baixinho contra a pele do seu pescoço, local onde tinha a minha boca encostada.

- Eu também te amo, muito muito. – disse ele fazendo-me assim sorrir.

Fui andando juntamente com ele quando me começou a puxar para o interior da casa, visto que ainda estávamos à porta da mesma.

Elevei o meu rosto, para olhá-lo assim que senti os seus dedos por baixo do meu queixo e sorri-lhe assim que vi os seus olhos azuis fixos em mim. Desci de seguida o meu olhar para os seus lábios e depois de uns meros segundos, as nossas bocas já estavam juntas num beijo intenso, apaixonado e desesperado. Puxei-o mais para mim quando senti as suas mãos apertarem mais a minha cintura e rodeei o seu quadril com as minhas pernas, quando ele me elevou ligeiramente no ar para me pôr no seu colo. Num momento estávamos ali na sala, e no momento seguinte já estávamos no seu quarto. Acho que apenas me apercebi disso quando senti a cama macia debaixo do meu corpo, depois de o Dave me deitar sobre a mesma. Sorri-lhe muito quando ele me olhou e depois voltei a beijá-lo, como se não houvesse amanhã.

 

*

Alguns meses depois

Dei um leve encontrão no braço do Dave, para chamar a sua atenção, e seguidamente apontei para o local onde a Rose estava com o Shane.

- Eles já namoram? – perguntou-me o Dave, e consegui vislumbrar no seu olhar uma pontada de expectativa.

Encolhi ligeiramente os ombros. – Ela diz que não. – retorqui. – Mas eu digo que sim. – não consegui evitar rir-me. – Mas mesmo que não namorem, aposto que não falta muito. Podemos fazer uma contagem de dias até eles começarem, que achas? – brinquei, fazendo com que o Dave também se começasse a rir.

Virei-me para ele, depois de ele me puxar para si pela cintura. – E a contagem de dias que faltam para ires à Suíça?

- Não. – coloquei um dedo sobre os seus lábios. – Para irmos à Suíça. Os dois. – pisquei-lhe o olho.

- Mas ainda não sabemos se eu vou poder ir… - disse ele, mordendo levemente o meu dedo que ainda se encontrava sobre os seus lábios.

Tirei o dedo e puxei o meu saco para a minha beira. Abri o fecho do mesmo e depois de remexer por entre as minhas coisas, tirei dois papéis, mais precisamente dois bilhetes de avião para a Suíça.

- Já está mais do que confirmado. – retorqui com um sorrisinho triunfante nos lábios enquanto abanava os dois bilhetes em frente ao seu rosto.

- Nem me tinhas dito nada. – disse ele com um beicinho.

- Era uma surpresa. – dei-lhe um beijo na boca e sorri muito.

Há uns tempos os meus pais tinham-me pedido para ir à Suíça visitá-los, apenas ir lá de férias, nada mais do que isso. Eu tinha ficado um bocado reticente quando a isso, por um lado porque não queria deixar o Dave e por outro, porque ainda me recordava da triste experiência que tinha tido na Suíça. Depois de mais umas conversas com os meus pais, tinha conseguido convencê-los a deixarem o Dave ir lá comigo.

Daqui a duas semanas, quando as aulas terminassem, íamos passar umas férias à Suíça, e eu tinha a certeza absoluta que desta vez me iria divertir e iria aproveitar muito mais a minha estadia por lá. Pois só o facto de saber que depois estava de volta à Austrália tornaria tudo muito melhor.

 

Finalmente, tudo estava normal e como deveria ter estado desde sempre. Ainda fico triste quando penso nos seis meses que estive a viver na Suíça e em que fui obrigada a deixar o meu namorado e a minha melhor amiga. No entanto, tento sempre pensar também, que no fundo esses seis meses valeram de alguma coisa. As minhas relações, tanto com o Dave como com a Rose, estão muito mais fortes do que antes. Aquela distância e o facto de termos pensado que nunca mais nos veríamos, fez com que agora começássemos a dar muito mais valor àquilo que tínhamos. Sabemos, que nada é garantido e agora podemos ter tudo, mas amanhã esse tudo pode simplesmente desaparecer. É por isso, que agora aprendi a viver ao máximo e a aproveitar todos os momentos disponíveis para estar ao lado das pessoas que mais amo. Porque essas pessoas, são as coisas mais valiosas que eu tenho na minha vida.

 

Fim

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