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More than words.

More than words.

I want you - 8

Estive a pensar e na próxima quarta-feira irei postar um capítulo! Como tenho muitos adiantados e já comecei a escrever uma nova história, posso ir postando de vez enquando. Espero que gostem do capítulo de hoje (foi a partir deste que me entusiasmei mais com a fic - vão perceber porquê quando o lerem xD) e espero que vocês leiam o capítulo de quarta porque é um capítulo especial! (Se alguém quiser que eu avise quando postar na quarta, para não se esquecerem, eu posso avisar nos vossos blogs, basta pedirem-me.)

Os dias que se seguiram à festa, foram todos bastante calmos e passados praticamente na praia. Não sei porquê, mas toda aquela proximidade com o Dave e o facto de estar tanto tempo com ele, só tornava as coisas mais difíceis. Eu tinha esperança de que com o tempo as coisas se fossem acalmando da minha parte, e os meus sentimentos por ele se fossem desvanecendo. Mas isso não estava a acontecer e eu… eu queria-a tanto.

 

O meu telemóvel começou a tocar, e olhando para o ecrã do mesmo, vi que era o Dave. Estranho… ele não costumava ligar-me. Abanei a cabeça, deixando de parte estes pensamentos e atendi a chamada.

- Sim? – disse de sobrolho franzido.

- Morgan, a Rose está quase a fazer anos. – retorquiu ele.

Eu assenti com a cabeça, apesar de ele não estar ali para ver e sentei-me na ponta da cama. – Sim, eu sei, e o que tem? – perguntei confusa e sem entender onde ele queria chegar com aquilo. Faltava apenas uma semana para o aniversário de Rose, e calculava que neste ano esse dia fosse passado como nos anos anteriores: nós os três juntos a festejar de uma maneira simples mas especial.

- O que tem é que… não sei que prenda lhe dar… - disse ele e consegui imaginar a expressão que naquele momento ele tinha no seu rosto. Nos outros anos, aquilo não seria problema nenhum, ele dava-lhe uma coisa qualquer e ela ficava sempre toda animada. Mas agora era diferente, eram namorados e pronto, convinha sempre dar uma prenda melhor e mais especial. Suspirei para mim. Aquilo não devia de estar a acontecer. – Morgan? – a voz do Dave fez-me voltar de novo à realidade.

- Sim? Desculpa. Queres que eu te ajude é isso? – perguntei, tinha a certeza que era mesmo isso. Só podia.

- Hm sim… se não te importares. – disse ele. – Podes ir comigo comprar algo? Tu tens bom gosto e acho que sabes melhor do que eu as coisas de que ela gosta…- acrescentou.

- Sim, claro. – acabei por dizer, na verdade não me custava nada e sempre era uma boa acção que fazia pelos meus amigos.

- Obrigado. – sabia que ele estava a sorrir e isso fez-me sorrir também. – Passo em tua casa logo à tarde para te ir buscar, está bem?

Disse-lhe que sim e de seguida terminei a chamada. Deixei-me cair para trás até ficar deitada na cama e fechei os olhos. Ainda não me tinha conseguido mentalizar que ia passar o tempo todo a conviver com eles e a ver a evolução daquela relação. Odiava a Suíça e odiava tanto o facto de um simples país ter feito com que a minha vida ficasse uma bela porcaria.

 

Desci as escadas de duas em duas assim que ouvi tocarem à campainha. Era o Dave, tão pontual como sempre.

- Antes de tudo, não digas nada à Rose sobre isto. – disse-me ele já depois de termos saído de casa.

- Claro que não digo. – sorri-lhe. Se fosse dizer, estragava a surpresa toda e não queria isso. Para além disso, convinha que a Rose ficasse a pensar que tinha sido o Dave a escolher a sua prenda, e não eu.

Não tardou a que chegássemos ao centro comercial e comecei logo a percorrer o mesmo, entrando e saindo de várias lojas, puxando sempre o Dave comigo para todo o sítio.

- Odeio compras. – resmungou ele com um suspiro baixo.

- Eu sei. – ri-me levemente. Quando namorávamos, eu tinha sempre de vir sozinha às compras com a Rose, pois ele nunca queria vir. Preferia estar na praia do que fechado dentro de um monte de lojas. Ele riu-se também e peguei num vestido. – Este tem a cara dela. – disse juntando as sobrancelhas e mostrando-o ao Dave. Ele olhou para o vestido e fez um ar reprovador.

- Não me parece. – disse apenas. Encolhi os ombros e continuei a minha busca. Depois de pegar em mais alguns vestidos, por fim o Dave viu um que lhe agradava. – Achas que lhe vai ficar bem? – perguntou ele referindo-se àquele vestido.

- Não sei, mas posso experimentar. – eu era um pouco mais magra e mais alta do que a Rose, no entanto se o vestido me ficasse bem a mim, com certeza que também ficaria a ela.

Depois de pousar todos os outros vestidos em que tinha pegado, levei apenas aquele comigo para o provador. O Dave foi comigo, mas ficou no exterior do mesmo, obviamente.

- Podes apertar o fecho..? – perguntei-lhe depois de correr a cortina para o lado. Ele assentiu com a cabeça e aproximou-se de mim, virei-me de costas para ele e fechei os olhos quando senti os seus dedos nas minhas costas à medida que ele ia puxando o fecho para cima.

Afastei-me assim que me apercebi que já estava e virei-me para ele. – Que tal? – perguntei enquanto olhava por mim abaixo e de seguida para o olhar avaliador dele.

- Fica-te muito bem… - o seu tom de voz foi apenas um pouco mais alto do que um mero sussurro.

- Então acho que encontramos uma das prendas. – esbocei um ténue sorriso e seguidamente virei-me novamente de costas, para que ele desapertasse o fecho.

Mordi o lábio assim que o senti aproximar-se de mim e novamente as suas mãos. O fecho foi correndo para baixo e à medida que isso ia acontecendo, conseguia sentir a respiração dele algures no meu pescoço. Virei-me para ele por fim, e esse mero movimento fez com que ficássemos muito próximos um do outro. Os meus olhos fitaram os seus olhos azuis e vi o olhar dele descer para a minha boca. Eu fiz o mesmo, e dei por mim a fitar os seus lábios que tantas saudades tinha de poder beijar. De repente ele começou a aproximar-se mais, fazendo com que aquela distância fosse ficando cara vez mais curta. Já conseguia sentir a sua respiração na minha boca quando me lembrei de que não podíamos fazer aquilo.

- Dave… - sussurrei baixinho, numa tentativa de fazê-lo também perceber que não podíamos. No entanto, ele parecia nem sequer me ter ouvido, por isso, quando os lábios dele tocaram levemente nos meus eu afastei-me um pouco para trás e entrei dentro do provador. Fechei de imediato a cortina e encostei-me à parede. Sentia a minha respiração ofegante, apesar de não ter acontecido nada e o meu coração batia tão descontroladamente que parecia que ia rebentar. Pela primeira vez desde que eu tinha voltado, tínhamo-nos quase beijado e nunca antes o Dave tinha dado indícios que isso podia acontecer. Será que aquilo significava que ele se sentia como eu?

Despi aquele vestido e vesti novamente as minhas roupas. Nem sabia como é que agora ia encará-lo, por isso antes de sair dali de dentro, deixei-me ficar um pouco, tentando preparar-me.

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