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More than words.

More than words.

You're so bad {10}

Jullie abanou a mão de maneira a que Finn a largasse à medida que a puxava em direcção ao quarto, onde supostamente ela ia passar a noite. Não lhe agradava nada aquela ideia pois só queria poder ir para casa e dormir no seu quarto. Suspirou.

- Achas que vai demorar até eu poder voltar para casa? – acabou por perguntar, decidindo nem sequer tocar no assunto do que se tinha passado ainda à pouco na cozinha. Nem acreditava que tinha correspondido ao beijo dele, uma vez mais. Devia estar parva ou assim por tê-lo feito, pois devia apenas tê-lo afastado e não deixado que ele a beijasse. Mas em vez disso, só tinha feito com que ele a beijasse mais. Não entendia mesmo porque não conseguia resistir.

- Não sei, mas não deve demorar muito. – respondeu ele, fazendo assim com que Jullie deixasse aqueles pensamentos.

Finn entrou dentro de um quarto, que não era muito grande mas também não era pequeno de todo. Era normal, com uma decoração bastante simples e com uma cama ao meio, para além dos outros móveis habitualmente presentes num quarto.

- Podes ficar neste quarto, está tudo arrumado e a cama está devidamente feita. – disse o rapaz virando-se depois para Jullie que estava mais ao menos atrás dele.

- Hm está bem. – disse ela apenas e suspirando baixinho passou pelo rapaz. – Até amanhã então, e obrigada. – retorquiu numa tentativa de indirectamente o mandar embora. Neste momento, precisava de ficar sozinha, principalmente porque quem estava ali com ela era Finn e a rapariga tinha medo do que poderia acontecer se ficassem os dois sozinhos durante muito tempo.

- Até amanhã. – Finn despediu-se e seguidamente abandonou o quarto fechando a porta atrás de si.

Jullie ficou meio surpreendida por ele não ter dito mais nada, e também por não ter tentado mais nada com ela. Visto que era o que ele andava sempre a fazer ultimamente.

Depois de despir as suas roupas, e as colocar a um canto, com cuidado para não as amassar, visto que ia ter de vesti-las de novo no dia seguinte, Jullie enfiou-se debaixo dos lençóis e tentou por tudo adormecer rapidamente.

 

Na manhã do dia seguinte quando Finn entrou na cozinha, deparou-se já com Jullie lá, que conversava de forma descontraída com Felicity, a sua mãe. Quem as visse ali juntas, poderia pensar que se conheciam desde sempre quando na verdade apenas se conheciam há uns minutos.
- Bom dia. - disse o rapaz e depois de ambas o cumprimentarem de volta, ele fitou Jullie. – Já apanharam o outro homem que andava atrás de ti.
- Já? Como é que sabes? Como é que o apanharam tão rápido? - perguntou a rapariga cheia de curiosidade e também sentindo por fim algum alívio. Era horrível saber que tínhamos alguém atrás de nós com a intenção de nos fazer mal. Por isso agora, que já não corria perigo, Jullie começava a sentir-se muito melhor.
- O meu pai acabou de ligar para mim. - o pai de Finn já estaria com toda a certeza na empresa para mais um dia de trabalho. Apesar do que tinha acontecido o trabalho naquele local não poderia ficar parado. - Digamos que ele não foi muito inteligente, estava muito perto da tua casa, a ver se te via a chegares lá. Por isso, foi num instante que a polícia o apanhou, ele estava no sítio mais óbvio de todos. - Finn mordeu o lábio para evitar que um sorriso aparecesse nos seus lábios. - Por isso, já podes voltar para casa. - concluiu.
- Óptimo! - exclamou Jullie com um sorriso e levantou-se da cadeira onde se encontrava sentada.
- Já vais embora? - perguntou-lhe a mãe de Finn, ao que Jullie assentiu com a cabeça.
- Sim. - disse. - Mas muito obrigada por este pequeno-almoço que estava delicioso. - esboçou um sorriso amável. - E obrigada por me terem deixado ficar aqui. - ela olhou depois para Finn. - Hm obrigada por tudo. - agradeceu-lhe e seguidamente despediu-se apressadamente dos dois.

Apesar de o rapaz a ter ajudado bastante ela queria que as coisas entre os dois se mantivessem igual. Quanta mais distância houvesse entre os dois, melhor era. Além disso Jullie não queria mesmo nada envolver-se com um rapaz como Finn, porque para além de ser muito irritante ele era também bastante mulherengo e Jullie não suportava a ideia de ser só mais uma na lista de conquistas deste rapaz. Só de pensar nisso, sentia-se com nojo, não queria ser só mais uma para ninguém. Era por estes motivos que não podia deixar que Finn se aproximasse muito dela, caso contrário não tardaria nada até ela ser mais uma rapariga de quem ele se ia aproveitar.
Jullie saiu da cozinha e depois daquela casa. Assim que chegou à rua, rapidamente apanhou um táxi que a levaria então para sua casa, finalmente.

Jullie tirou a sua chave de casa da bolsa e de seguida abriu a porta. Sorriu quando ouviu vozes vindas do interior e ficou ainda mais contente quando viu que era o irmão quem ali estava.
- Colin! - o seu entusiasmo era evidente e apenas parou de andar quando chegou à beira dele e por fim o abraçou.

Colin abraçou-a de volta e depois de separarem o abraço, fitou a irmã e sorriu muito. Estava bastante aliviado por nada de mal ter acontecido com ela, não suportava mesmo que lhe fizessem mal. Afinal era a sua irmã mais nova e portanto, sentia uma enorme necessidade de a proteger.

- Espero que o Finn se tenha portado bem. – foi a primeira coisa que ele disse, fazendo assim com que Jullie revirasse os olhos.

- Está descansado. – disse num meio resmungo e seguidamente encolheu os ombros. – Vais à empresa? – perguntou, não só porque queria saber a resposta, mas também para mudar de assunto, dispensava falar sobre Finn com o irmão, que só por acaso era o melhor amigo do outro.

- Sim, vou, mas tu vais ficar em casa Jullie. – disse ele antes de dar tempo à irmã de ela dizer alguma coisa. Já sabia como Jullie era, e o mais certo era que mesmo depois disto que tinha acontecido, ela quisesse logo ir para lá de novo.

- Porquê? Não me apetece estar fechada em casa, já está tudo bem. Eles estão presos e eu já estou segura… Preciso de fazer alguma coisa, e ficar aqui em casa não é o que eu quero…

- Não Jullie. – ele revirou os olhos. – Hoje ficas em casa. Amanhã logo se vê.

A rapariga deixou escapar um suspiro. – Mas eu quero falar com a Trixie.

- Não te preocupes, eu digo-lhe para depois do trabalho passar aqui por casa. – Colin esboçou um sorriso de satisfação e apenas recebeu uma careta em troca por parte da irmã.

Depois de se despedirem um do outro, Colin saiu de casa indo assim à empresa e Jullie subiu para o seu quarto. Precisava de um banho e depois passaria o resto do dia, aborrecida, em casa.

 

Não me matem ahahah, vocês estavam todas entusiasmadas com o que se iria passar entre os dois durante a noite, e desculpem tê-las decepcionado! Este capítulo não está nada de jeito, mas pronto, espero na mesma que tenham gostado!

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