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More than words.

More than words.

You're so bad {12}

Jullie encontrava-se sozinha no bar, visto que Trixie tinha umas coisas para fazer e não deu para ir com ela. A rapariga encostou-se ligeiramente contra o balcão e fazendo sinal ao empregado, pediu para que este lhe servisse uma bebida.

Finn encontrava-se também junto ao balcão, um pouco afastado de Jullie, e por isso ainda não tinha dado pela presença da loira ali. Jullie preferia assim, preferia que ele não a visse, caso contrário ia começar com as coisas dele e ela não queria. Quer dizer, não era bem não querer… era mais… ela nem sabia o que era, na verdade.

 

Finn levou o copo à boca de novo e bebeu todo o conteúdo do mesmo de uma só vez. Já era o terceiro copo que bebia, terceiro ou quarto, ele já não tinha bem a certeza. Mas sinceramente não se interessava quantos fossem, pois pretendia beber até perder a vontade de o fazer. Há muito tempo que não saia assim, sozinho, e aproveitava esse tempo para pensar na vida e em tudo. Não é que ele fosse pessoa de pensar muito nessas coisas, mas sentia que por vezes fazia falta. O seu olhar levantou-se por momentos ao fim de uns instantes e ele piscou várias vezes os olhos quando se apercebeu de que Jullie estava ali também. Mordeu o lábio e um esboço de um sorriso apareceu por entre os seus lábios. Pegou no copo, cheio, que estava pousado à sua frente sobre o balcão e seguidamente começou a andar em direcção à rapariga loira.

- Olá nariz empinado. – disse, assim que o seu corpo ficou lado a lado com o dela.

Jullie olhou para o rapaz e revirou os olhos. – Pára de me chamar isso. – disse num tom de resmungo como sempre dizia quando ele teimava em chamar-lhe aquele nome.  – E além disso acho que já andaste a beber demais… - comentou. O cheiro a álcool à beira dele era mais do que evidente. Jullie pegou no copo que ele tinha na mão e pousou-o sobre o balcão, sendo seguida pelo olhar atento do moreno.

- Então Jullie. – disse ele numa espécie de resmungo e seguidamente começou a rir. Não sabia porque o estava a fazer mas a verdade era que tinha imensa vontade.

- Já bebeste demais, não ouviste? – perguntou ela, revirando os seus olhos.

- E o que e que tem? – perguntou ele.

- Nada. – resmungou Jullie e voltou a sua atenção para outro sítio qualquer que não ele.

Finn começou a falar para ela, entre gargalhadas e sempre que tentava pedir algo para beber, a rapariga impedia-o de o fazer, visto ele já ter bebido demais.

A noite foi passando e quando Jullie olhou para o relógio que tinha no pulso, viu que já era bastante tarde e estava na altura de ir embora. Olhou para Finn que estava mais bêbado do que sóbrio e revirou os olhos. Agora não podia deixá-lo ali sozinho e muito menos deixá-lo ir para a casa sozinho, visto que ele não estava em condições para isso. Um suspiro saiu por entre os meus lábios e ela agarrou no braço do rapaz.

- Anda. Vou levar-te para casa. – disse-lhe.

Finn abanou a cabeça por diversas vezes. – Não, eu não posso ir para casa assim… - disse mordendo o lábio. – A minha mãe odeia que eu beba e… e se me ver assim vai-se passar toda e eu não quero. – disse.

- Então vais para onde? – pergunta a rapariga, arqueando uma das suas sobrancelhas.

Ele encolheu os ombros e baixou ligeiramente o seu olhar fazendo com que Jullie deixa-se escapar um suspiro.

- Vamos para a empresa. – diz de repente. – Eu tenho uma chave. – levanta-se do banco onde se encontra sentada e sob o olhar atento de Finn, fá-lo apoiar-se nela, pois sabe que ele não deve conseguir aguentar-se lá muito bem em pé.

Caminham lado a lado até ao exterior daquele edifício e assim que chegam à rua, Jullie faz sinal a um táxi para este parar. Quando o táxi pára, abre a porta e faz Finn entrar lá para dentro, entra ela logo de seguida e fecha a porta. Indica ao taxista para onde quer ir e uns breves minutos depois, este pára na rua mesmo em frente da empresa.

Jullie sai, assim como Finn que continua a apoiar-se nela.

- E se alguém vem aqui? – pergunta Finn, olhando a rapariga.

- Achas que alguém vai acordar com vontade de vir trabalhar a meio da noite? – pergunta ela com uma breve gargalhada. – Além disso quase ninguém tem a chave. Por isso, está descansado que ninguém vem cá. – diz ela, em forma de explicação.

Retira as suas chaves da bolsa e abre a porta de entrada, com cuidado para não fazer muito barulho. Entra depois com o rapaz lá dentro e volta a fechar a porta, deixando tudo como estava antes de eles chegarem. Começa a subir as escadas, até ao andar onde Finn trabalha e assim que chegam à beira do escritório dele, abre a porta e entram no mesmo.

- Pronto. – diz, assim que se vê lá dentro e acaba por largar Finn, visto este já estar a fazer demasiado peso.

O rapaz desliza o seu corpo por uma das paredes deixando-se assim ficar sentado no chão e encosta a cabeça contra a parede.

Jullie caminha até à beira dele e acaba por se sentar ao seu lado. – Nem sei porque estou a fazer isto por ti. – comenta com um baixo suspiro.

O rapaz vira a cabeça na direcção dela e logo um sorriso se forma nos seus lábios. - Só encontro duas razões.

- Ai sim? E quais são? – pergunta ela, com uma pontada de curiosidade na sua voz.

- Ou estás a retribuir o favor que eu te fiz ao ajudar-te no outro dia. – morde o seu lábio. – Ou então gostas muito de mim.

Ela revira os olhos. – Só pode ser a primeira, sendo assim. – comenta desviando o seu olhar do dele.

- Achas?

- Tenho a certeza, Finn.

 

Tenho a certeza que gostaram bastante deste capítulo e posso desde já dizer, que o próximo é ainda melhor!

Outra coisa, que estava a esquecer-me de dizer, é que esta história já não está muito longe do fim. Faltam mais 5 capítulos mais o epílogo.

Espero que estejam a gostar!

Até quarta, beijinhos

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