Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

More than words.

More than words.

You're so bad {13}

- Eu acho que não tens mesmo a certeza… - insiste o rapaz, olhando ainda atentamente para o rosto de Jullie, que se encontra a olhar em frente. Apesar de estar um pouco escuro ali dentro, ele consegue visualizar a sua pele, que ele sabe ser bastante macia e suave, os seus cabelos, loiros, caem soltos pelos seus ombros e mesmo ela estando de lado, ele consegue imaginar perfeitamente os seus belos olhos azuis.

- Tenho sim. – diz ela, num tom de voz um pouco mais baixo e ele percebe quando ela suspira baixinho.

Finn desliza o seu corpo para um pouco mais perto do dela e deixa que os seus dedos toquem ao de leve no braço dela, acariciando-o.

- Finn pára… - sussurra Jullie, no entanto permanece no mesmo lugar, e isso faz o rapaz ter a certeza que apesar de ela dizer que não e dizer para ele parar, ele sabe que no fundo não é isso que ela quer. Por isso ele ignora as palavras dela, e aproximando-se um pouco mais, cola os seus lábios ao pescoço dela, beijando o mesmo.

- Estás bêbado Finn, está quieto. – volta ela a resmungar e desta vez tenta afastar a boca dele do seu pescoço.

O rapaz deixa escapar uma gargalhada rouca por entre os seus lábios e abana ligeiramente a cabeça. – Acredita que sei muito bem o que estou a fazer… - afirma com um meio sorriso e volta a pôr a boca no pescoço dela, beijando e mordiscando a pele do mesmo.

- Pois, mas eu não sou as tuas amigas. – avisa ela com um revirar de olhos. Sim, ela não é as amigas dele que ficam maluquinhas pelo que ele faz sem se importarem com o facto de ele andar atrás de todas. Ela não é assim. – Nem penses que vais conseguir pôr-me na tua listinha.

O rapaz levanta o olhar confuso. – Que listinha? – pergunta.

- A tua lista de conquistas. – diz ela, olhando agora para ele e fazendo um sorriso meio cínico.

- Nunca te iria meter lá… - diz ele e nesse mesmo instante junta a sua boca à dela, de repente, e beija-a.

Jullie tenta resistir ao beijo, mas mais uma vez, não consegue e acaba por beijá-lo também. Sente os braços de Finn puxá-la mais contra o seu corpo e de repente está sentada no colo dele, com uma perna de cada lado do seu corpo. Os beijos dele são desesperados e intensos. Na verdade são bons… e Jullie só tem vontade de o beijar mais. E é exactamente isso que faz quando o rapaz separa o beijo por momentos e a olha. Os lábios de Jullie começam a mover-se de novo contra os dele e sente o rapaz puxá-la mais contra ele.

Assim que começa a sentir os dedos de Finn por baixo da sua blusa, e em contacto com a sua pele, a rapariga começa a tentar afastar-se dele.

- Pára, pára, pára… - diz contra a sua boca. – Estás bêbado Finn, pára com isso. – diz contra a boca do rapaz, separando por fim os seus lábios dos dele.

- Já te disse que sei o que estou a fazer. – murmura ele, fitando os olhos dela.

- Não sabes nada. – Jullie começa a tentar sair do colo dele mas ele continua a agarrá-la, para a impedir de fazer isso. – É melhor me largares. – avisa ela fitando-o.

- Porquê? Se eu não largar vais beijar-me é? – pergunta o rapaz com um meio sorriso.

- Arg, nem sabes o quanto eu te odeio. – resmunga Jullie mas nem tem tempo de fazer mais nada, visto que logo depois Finn volta a beijá-la.

Os dois acabam por ficar ali aos beijos, e sempre que Finn tenta fazer algo mais que isso, Jullie afasta-o dela. Até que ao fim de um tempo, acaba por separar o beijo e sai logo de cima dele.

- Já chega. – diz ofegante e morde o lábio tentando regular a sua respiração que agora se encontra completamente descompassada. Encosta a cabeça contra a parede, agora que está de novo sentada no chão e ouve o longo suspiro de Finn.

 

O silêncio instala-se entre ambos, por um bom bocado e é Finn quem o quebra, ao fim de uns instantes.

- Fala-me de ti. – pede, virando o seu rosto na direcção de Jullie.

Ela olha-o e os seus olhos arregalam-se ligeiramente. – Hm porquê? – pergunta, deveras confusa.

O moreno encolhe os ombros. – Porque sim… - diz simplesmente. Se não podem fazer mais nada, visto que ela insiste em dizer que não quer, ao menos fica a saber algo sobre ela. Praticamente não a conhece, na verdade, e o mais estranho de tudo, é que quer conhecer. Finn morde o seu lábio e revira os olhos para ele próprio. Não sabe o que se anda a passar com ele ultimamente, mas tem a certeza que não é nada de bom. Sabe que Jullie começa a mexer com os seus sentimentos, e isso não lhe agrada nada.

Jullie fica calada por uns instantes, até que depois começa a falar algumas coisas sobre si própria. O tempo vai passando, e os dois continuam ali a falar. Finn acaba por contar também algumas coisas, até que ambos se deitam no chão frio, que sabe bem, devido ao calor que está ali dentro, e como se encontram cansados, acabam os dois por adormecer.

 

***

Quando Jullie acorda, já na manhã seguinte, sente o sol que entra pela enorme janela do escritório bater no seu rosto. Pisca os olhos por diversas vezes e tenta sair de cima de Finn. Por entre o sono, ele acabou por a puxar para cima do seu corpo e está agora todo agarrado a ela. A rapariga acaba por se soltar dele e olha para o relógio.

- Oh meu deus! – exclama assim que visualiza as horas. – Finn! – ela começa a chamar por ele, abanando-o para o fazer acordar. – Acorda rápido, por favor! – exclama continuando a abaná-lo.

- Hm? – ele abre os olhos, por fim, meio confuso e olha em volta.

- Adormecemos. – diz a rapariga enquanto se senta. – A empresa já abriu, à 5 minutos. – diz. – Já há pessoas por aqui a trabalhar e ninguém nos pode ver aqui. Devíamos ter acordado mais cedo e ter saído antes de alguém chegar. – ela suspira assim que acaba de falar.

O rapaz logo se sentar e murmura algo baixo para ele próprio.

Jullie acaba por se levantar e ele faz o mesmo. – Ainda está pouca gente aqui a esta hora. – diz. – Vamos sair, ninguém vai reparar em nós. – diz mordendo o seu lábio. – Ainda temos tempo de ir rápido a casa, para mudar de roupa e assim. Ninguém vai dar pela nossa falta. – acrescenta.

A rapariga acena com a cabeça, como que a concordar com ele e dirige-se depois à porta. Abre a mesma com cuidado e espreita lá para fora, vendo que o corredor se encontra vazio. – Anda. – diz para Finn, e assim que este chega à sua beira, saem do escritório e começam a andar, com cuidado, pelo corredor.

7 comentários

Comentar post