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More than words.

More than words.

You're so bad {17}

No dia seguinte, logo de manhã, Jullie saiu de casa e foi ter à empresa. Não precisava de ir lá, no entanto queria ir. Só mesmo para ver Finn, que estaria lá também. Ela mordeu o lábio e revirou os olhos para si própria por estar a sentir-se daquela maneira. Nunca pensou que as coisas fossem mudar de tal maneira entre os dois, visto que há uns tempos nem sequer podia olhar para a cara dele que ficava logo toda irritada.

Assim que entrou na empresa, Jullie sorriu para Hannah que se encontrava na recepção e logo depois entrou no elevador. Carregou no botão do piso onde Finn trabalhava e assim que lá chegou, começou a andar pelos corredores. Parou em frente à porta do escritório dele e mordeu o lábio mesmo antes de bater à porta.

- Entra. – conseguiu ouvir a voz do rapaz e abriu assim a porta.

- Parecia que sabias que era eu… - disse ela assim que entrou no escritório e o viu. O seu coração começou de imediato a bater mais depressa.

- E sabia. – diz ele, levantando-se e andando até ela. – Não estava muito à espera que viesses aqui, mas… quando ouvi baterem à porta tive logo a certeza que serias tu. – o rapaz acabou com a distância que os separava e colocou ambas as mãos na cintura dela.  – Já tinha saudades tuas… - sussurra num tom de voz baixo e deixa um sorriso aparecer por entre os seus lábios. Aproxima mais o seu rosto do de Jullie e, primeiramente, beija ao de leve os lábios dela, acabando por depois intensificar mais o beijo. Beijo esse que é correspondido da mesma maneira. A rapariga coloca de imediato os braços em volta do pescoço de Finn e este eleva ligeiramente o corpo dela, volta-se e senta a rapariga sobre a sua secretária, colocando-se depois entre as pernas dela.

- Nariz empinado - sussurra por entre o beijo e ri-se ao de leve. Como resposta Jullie morde-lhe o lábio mas ri-se também.

- Não me chames isso. – diz contra a boca dele, sem deixar que os seus lábios se separem.

- Tu até gostas. – diz ele com um meio sorriso e beija ao de leve os lábios dela repetidas vezes. – E faz de conta que é uma maneira carinhosa de te chamar…

- Hmhm estou a ver. – ela ri-se de novo e puxa-o mais para ela, acabando com a curta distância que surgiu e volta a beijá-lo, de forma intensa.

 

***

As coisas a partir dali foram sempre ficando melhores, Jullie e Finn cada vez foram passando mais tempo juntos e como Trixie andava demasiado desconfiada, Jullie acabou por lhe contar que eles andavam mais ao menos juntos. Jullie sabia que a relação deles cada vez estava a evoluir mais e cada vez ela se sentia melhor ao lado de Finn.

Não conseguia ainda entender como é que tudo tinha mudado, mas a vida era assim: cheia de surpresas.

E que surpresas.

 

Tudo corria muito bem até ao dia em que Finn chegou todo estranho e a dizer que tinha uma coisa para contar a Jullie. Esta ficou logo cheia de medo, pois sabia pela maneira como ele tinha falado, que não seria nada de bom.

E não era mesmo.

O pai de Finn tinha recebido uma oferta de emprego numa outra cidade. Este dizia não poder recursar, visto que iria ganhar muito mais dinheiro e a família de Finn precisava de mais dinheiro, visto que eles não eram ricos como a família Gautier. Por causa disso, toda a família se iria mudar para a outra cidade, incluindo Finn. Jullie sentiu o seu coração ficar mais apertado à medida que ouvia aquelas palavras.

Como era possível algo ter de terminar quando ainda mal tinha começado? Como é que agora do nada, tudo ia ficar mal de novo? Ela não queria ficar sem Finn, tão depressa…

 

A rapariga estava parada à entrada da casa de Finn, era hoje o dia em que eles se iam embora. Ela sentia os seus olhos marejados de lágrimas, pois a sua única vontade era de começar a chorar. Agora que ela e Finn tinham praticamente começado uma relação, esta iria já acabar.

Ela olhou o rapaz quando este saiu de dentro de casa, puxando algumas malas com ele e engoliu em seco tentando mentalizar o rosto dele e tudo isso, não queria esquecer-se de como ele era… não queria esquecer o som da voz dele… não queria esquecer nada do que tinha a ver com ele. Queria recordar para sempre o tempo que tinha passado com ele, incluindo todas as discussões que tinham tido. Isso fazia parte da relação deles.

O rapaz parou assim que chegou à beira dela e Jullie tentou não deixar que as lágrimas caíssem pelo seu rosto, mas isso foi impossível visto que de imediato uma lágrima escorreu pela sua bochecha.

- Não chores. – sussurrou Finn, tentando mostrar-se forte quando na verdade, por dentro se sentia completamente vazio. Não queria que as coisas acabassem assim. Passou os seus dedos pelo rosto de Jullie limpando as suas lágrimas e baixando ligeiramente o seu rosto, beijou os lábios dela de forma demorada. – Eu amo-te. – diz, pela primeira vez. – Nunca te esqueças disso, por favor, nariz empinado... – beija agora a testa dela e seguidamente afasta-se, deixando Jullie a soluçar.

Ela continua com os olhos postos nele, apesar de começar a ver tudo desfocado devido às lágrimas. Olha para Finn a meter as malas no táxi, olha para ele a entrar no mesmo e continua a olhar quando o táxi começa a andar a ela deixa de o conseguir ver.

As lágrimas começam a cair agora com mais intensidade, e Jullie não consegue fazê-las parar, por mais que queira.

Tudo esta mal e ao contrário do que deveria estar, é a única coisa que passa pela cabeça de Jullie. No entanto, ela sempre tinha ouvido que no final tudo acaba sempre bem, e se não acabar, então é porque ainda não chegou ao fim. E isso faz Jullie ter a certeza que isto ainda não chegou ao fim. Ela sabe que aquilo que há entre ela e Finn não acaba aqui.

Ela sabe.

 

Antes de tudo, não me matem com este fim! Custou-me tanto a escrever isto, juro que quase chorava tanta era a tristeza. Não queria algo a acabar "bem", nem sei porquê! E foi por causa deste fim assim, que decidi escrever um epilogo para a história! Sábado, aqui estará ele!

Beijinhos

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