Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

More than words.

More than words.

You're so bad {2}

Depois do pequeno incidente no meio do corredor, Finn foi novamente à máquina de café, para tirar um novo café para ele, visto que o outro tinha sido todo desperdiçado em Jullie. Só de pensar no nome dela, o rapaz já se sentia irritado. Ela tinha mesmo a mania que era melhor que os outros.

Depois de ter o copo do café na mão, o moreno caminhou até ao seu escritório, com todo o cuidado para não haver mais algum acidente de percurso, ou algo do género.

- Colin. – proferiu, assim que ao abrir a porta do escritório se deparou com o melhor amigo sentado à frente da sua secretária. – Que fazes aqui? – perguntou à medida que entrava e fechava de novo a porta.

- Hoje é o meu dia de folga, e como não tinha nada para fazer… decidi vir até aqui. – o rapaz loiro encolheu os ombros e levantou-se da cadeira onde se encontrava sentado, visto esta pertencer a Finn. Contornou a secretária e sentou-se depois numa outra cadeira.

Colin Gautier, é o filho do dono daquela enorme empresa, não trabalha naquele local porque não quer e diz que prefere outro trabalho qualquer que não ali, no entanto várias vezes é visto por ali. Um dos motivos disso, é o facto de ser o melhor amigo de Finn, sendo também que é sobretudo por causa de Colin que Finn conseguiu vir trabalhar para esta empresa.

- Fizeste bem. – disse apenas o rapaz moreno, indo de seguida sentar-se na sua cadeira.

- O que se passa? – perguntou Colin, de sobrolho franzido. Hoje o amigo não parecia estar de muito bom humor, ou talvez fosse apenas impressão sua.

- A nariz empinado já me conseguiu tirar do sério, mais uma vez. – encolheu os ombros, e depois de mexer o café, começou a beber o mesmo.

Colin já tinha ouvido várias vezes Finn falar daquela rapariga, a qual tratava sempre por nariz empinado e não pelo seu nome próprio. Era por isso que Colin nem sequer sabia como ela se chamava, mas também não se atrevia a perguntar ao amigo. Sabia que no que tocava àquele assunto, quanto menos falasse melhor era. Só sabia que essa rapariga tirava Finn do sério. Ele já tinha visto relações começarem por menos, por muito menos. Claro que não se atreveria a partilhar isto com o outro, pois corria o risco de levar um murro mesmo no meio da cara.

- Não lhe ligues. – disse apenas e encolheu os ombros, desvalorizando aquele assunto, como sempre fazia.

- Como se isso fosse possível. – disse o outro com um revirar de olhos.

 

***

Jullie tinha acabado de sair do escritório de Trixie, quando foi abordada por Hannah, que vinha apressadamente a andar pelo corredor.

- Meni… Jullie. – parou de andar assim que alcançou a rapariga e esta se virou na sua direcção.

- Sim? – perguntou Jullie olhando seguidamente para os papeis que Hannah tinha nas mãos.

- Podes fazer-me um favor? – perguntou mordendo ligeiramente o lábio. – Podes levar estes documentos ao escritório número vinte e três? – estendeu os papeis para a mais jovem e esta pegou nos mesmos.

- Claro. – disse.

Hannah esboçou um sorriso de agradecimento. – Muito obrigada, estou tão ocupada. – abanou a cabeça. – Não te enganes no escritório, por favor. São documentos importantes. Vinte e três, não te esqueças. – proferiu antes de se começar a afastar, mais uma vez com o passo apressado.

Ali na empresa, para ser mais fácil, devido à enorme quantidade de escritórios, todos eles estavam numerados. Assim bastava seguir a ordem de numeração para chegar ao escritório que se pretendia. Aquele para o qual Jullie devia levar aqueles documentos, situava-se no segundo andar.

A rapariga desceu o pequeno lanço de escadas, visto que agora se encontrava no terceiro andar e seguidamente começou a percorrer o corredor. Olhou para as pequenas placas, que estavam nas paredes, e que continham os números de cada escritório e apenas parou de andar quando chegou ao que pretendia, o número vinte e três.

Bateu levemente à porta e apenas a abriu quando ouviu um sim vindo do outro lado. Abanou a cabeça, e ainda espreitou para a placa novamente para ver se não se tinha enganado, quando viu que quem estava ali dentro era Finn.

- O que estás a fazer aqui? – perguntou o rapaz desconfiado, quando a viu ali especada à sua porta.

Jullie entrou e deixou a porta aberta, até porque não pretendia mesmo demorar-se nada ali dentro. – A Hannah pediu-me para vir trazer estes documentos a este escritório. Não fazia ideia que era o teu. – atirou os documentos para cima da secretária e cruzou de seguida os braços ao peito.

- Tem cuidado com isso. Não são coisinhas tuas sem interesse que podes atirar como se nada fosse. – resmungou ele, depois de ela os ter atirado.

- Quero lá saber disso. – revirou os olhos. – Estou à espera.

- À espera do quê? – perguntou Finn, num tom de voz cínico e sem entender ao que ela se referia.

- À espera que me agradeças por te ter feito um favor. – retorquiu ela.

Finn começou a rir-se perante aquelas palavras. Ela estava mesmo à espera que ele lhe fosse agradecer?

- Era o que mais me faltava! – vociferou. – E podes ir embora agora? Tenho trabalho para fazer, ao contrário de ti, que parece que andas apenas a passear de um lado para o outro.

- És tão estúpido! – resmungou, agora irritada. Tinha tentado manter a calma, mas à beira dele, isso era completamente impossível.

- Já somos dois estúpidos sendo assim, oh nariz empinado.

- Posso? – perguntou alguém depois de bater à porta e de imediato Finn e Jullie se calaram.

Olhando para trás, Jullie viu que quem tinha acabado de entrar era Douglas Miller, o pai de Finn, que também trabalhava ali na empresa. Era um dos trabalhadores mais antigos ali dentro.

- Bem, vou andando. – acabou por dizer a rapariga, visto que agora já estava ali a mais. Olhou uma última vez para Finn, fulminando-o com o olhar e de seguida, virou-se na direcção do pai dele. Esboçou um meio sorriso e depois saiu daquele escritório.

 

- Estavas a implicar com ela outra vez, Finn? – perguntou Douglas ao filho, depois de se afastar da porta e se sentar numa das cadeiras. Tinha ouvido um pouco daquela discussão, antes de ter entrado ali dentro.

- Não tenho culpa de ela me irritar. – resmungou o rapaz, agora chateado e ainda com um humor pior do que tinha antes. – Ela vem sempre com duas pedras para cima de mim. – acrescentou.

- Pois, se calhar porque tu vais com três para cima dela. – o homem mais velho revirou os olhos.

- Mas ela tira-me do sério, ela…

- Ela - continuou o pai. – Ela é a Jullie Gautier, filha do dono desta empresa. Ou seja, é a filha do teu patrão, Finn.

O rapaz entreabriu a boca, depois de ouvir o pai dizer aquilo e os seus olhos arregalaram-se ligeiramente.

9 comentários

Comentar post