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More than words.

More than words.

You're so bad {4}

Jullie saiu da empresa depois de se ter encontrado com Colin e seguidamente foi tratar de algumas coisas, umas relacionadas com uns recados da empresa e outras relacionadas com a faculdade. Mais para o fim do dia, foi para casa onde se começou a preparar para o jantar daquela noite.

 

Todos os anos, Alexander Gautier, dono da Gautier Company, fazia um jantar na sua enorme casa com todos os trabalhadores da sua empresa. Aquele jantar servia não só para juntar todos mas também era uma forma de ele agradecer a todas aquelas pessoas o incansável trabalho que tinham todos os dias na sua empresa. No fundo, era graças àquelas pessoas que ele tinha chegado onde estava hoje.

Aquele jantar nunca tinha agradado particularmente a Jullie, visto que o achava demasiado aborrecido, no entanto, este ano a sua melhor amiga Trixie, também lá estaria, visto que desde há cerca de dois meses que esta era também uma das trabalhadoras da Gautier Company. Esse simples facto deixava Jullie muito mais animada, porque pelo menos assim não se iria sentir tão sozinha.

 

A rapariga loira apenas abandonou o seu quarto e desceu para o andar de baixo quando começou a ouvir vozes no exterior da sua casa, anunciando assim que as pessoas já tinham começado a chegar. O jantar iria decorrer no exterior da casa, visto que era mais uma espécie de buffet do que de jantar, na verdade. E como o tempo estava maravilhoso nestes últimos dias, dava perfeitamente para fazer aquilo no exterior naquela enorme casa. Os seus jardins eram enormes, rodeando todo o espaço exterior da mansão onde Jullie habitava.

- Jullie. – esta parou de andar, já quando estava lá fora, ao ouvir a voz de Trixie a chamar por ela. Virou-se na direcção da amiga e esboçou um leve sorriso enquanto andava até chegar à beira dela.

- Já vi o teu amigo por aqui. – retorquiu Trixie com um meio sorriso o que fez com que a outra revira-se os olhos.

- Dispenso saber essas coisas. – ela nem precisava de perguntar a Trixie de quem é que ela estava a falar, pois sabia que era de Finn.

Jullie passou as mãos ao de leve pelo sua blusa de maneira a alisar a mesma. Envergava uns calções pretos de cinta subida em conjunto com uma simples blusa em tons claros que realçava a sua pele bronzeada. Para completar o conjunto, Jullie calçava umas sandálias pretas de salto alto e os seus cabelos loiros estavam soltos, tal como ela mais gostava.

Agarrando no braço da amiga, Jullie começou a andar pelo jardim, esboçando sorrisos às várias pessoas que a cumprimentavam. Toda a gente sabia quem era Jullie Gautier e os olhares de todos estavam quase sempre postos nela. A jovem revirou os olhos quando avistou Finn que só por acaso estava na conversa com Colin, o seu irmão.

- Mas porque é que o meu irmão está a falar com aquele idiota? – perguntou para Trixie e suspirou quando esta apenas encolheu os ombros, visto que estava distraída a olhar para Colin. Sim, Jullie já tinha percebido a paixoneta que Trixie tinha pelo seu irmão, mas sempre lhe tinha dito para não ter muitas esperanças. Em primeiro lugar porque Colin não era rapaz de querer relações sérias, e em segundo lugar, porque ele passava a vida a namoriscar com Hannah, a recepcionista da empresa. No entanto, isso não impedia Jullie de lá no fundo torcer para que um dia Trixie e Colin ficassem juntos. O que seria melhor do que a nossa melhor amiga passar a fazer parte da nossa família? Para Jullie isso seria excelente.

- Acho que vou comer alguma coisa, queres? – perguntou Trixie depois de uns meros segundos. A outra apenas abanou a cabeça num gesto de negação, e seguidamente, quando ficou sozinha começou a andar na direcção de Finn, que agora também tinha ficado sozinho.

 

- Posso saber porque é que estavas a falar com o m… Colin? – perguntou quando ficou frente a frente com o rapaz. Este esboçou um dos seus típicos sorrisos e fitou Jullie de cima abaixo, de forma completamente descarada.

- Eu sabia que não ias resistir em vir falar comigo. – retorquiu ele, ainda com aquele sorriso que deixava Jullie ainda mais irritada.

- Responde à minha pergunta. – resmungou ela sem paciência para aturá-lo.

- Somos amigos, quer dizer, somos os melhores amigos, algum problema? – perguntou, sabia que aquilo ia deixar a rapariga irritada e era por isso mesmo que ele tinha falado. Já sabia que Jullie desconhecia aquele facto, tal como ele tinha desconhecido até àquela tarde.

- Desculpa? – perguntou ela, agora com uma expressão de confusão no rosto.

- Sim Jullie, ouviste bem. Sou o melhor amigo do teu irmão. O mundo é pequeno não? – riu-se de forma irónica e Jullie bufou para o ar.

- Espero que estejas a gozar comigo. É que espero mesmo. – como é que aquilo podia ser possível? – Não é possível que o meu irmão tenha tão mau gosto a escolher os amigos e ainda por cima foi escolher aquele que mais me irrita em todo o mundo.

- Posso dizer exactamente o mesmo, quer dizer, mais ao menos. – ele encolheu os ombros. – É preciso ter muito azar para o nosso melhor amigo ser irmão da rapariga mais mal-educada e irritante que existe. – ele abanou a cabeça e bateu ao de leve no braço dela. – E deixa-me que te diga, vocês não têm nada a ver um com o outro, acho que tu ficaste com todos os defeitos.

- Não me toques, idiota! – resmungou ela e empurrou o braço dele. – E que piadinha que tu tens. O mais giro é que não tenho vontade nenhuma de me rir. E sai da minha beira. – resmungou ao perceber que Finn tinha dado mais uns passos para a frente, e que estava agora muito perto dela.

Os dois foram interrompidos pelo pai de Jullie, que andava por ali a cumprimentar todas as pessoas que entretanto tinham chegado.

- Que bom ver que vocês se conhecem. – ele esboçou um sorriso, completamente alheio ao facto de Jullie e Finn não se poderem ver à frente sem que começassem a discutir.

- Que bom porquê? – perguntou Jullie de sobrolho franzido.

- Porque vocês são os dois jovens, praticamente da mesma idade e… é bom que se conheçam. – aquilo fez Jullie arregalar ligeiramente os olhos e depois ficou a ver o pai afastar-se, depois de este ter sorrido para Finn.

- Eu não acredito nisto. – a rapariga abanou a cabeça. Odiava o facto de o pai ser tão casamenteiro e ter a mania de a querer juntar com todos os rapazes com quem a via. – Ele deve estar mal, só pode. Alguma vez nós os dois… - abanou a cabeça e revirou os olhos. Só depois é que se apercebeu que o moreno continuava ali e que estava a ouvir o que ela estava para ali a dizer.

- Nós os dois o quê? – perguntou ele meio confuso.

- Nada, é só o meu pai e a sua mania de me querer juntar com todos os rapazes. – revirou os olhos novamente quando Finn se começou a rir. – Não me irrites e pára de estar tão perto de mim. – ela resmungou e deu-lhe um leve empurrão para que ele saísse. Como isso não resultou ela apenas virou costas e começou a andar para longe, para bem longe dele.

- Tu adoras-me, nariz empinado. – ela ainda conseguiu ouvir Finn a dizer isto e,  virando-se para trás mostrou-lhe o dedo do meio.

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