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More than words.

More than words.

You're so bad {5}

Jullie continuou a andar, afastando-se assim o mais possível de Finn. Ele era tão mas tão irritante que a rapariga não sabia como podia Colin ser amigo dele. E não sabia também como só agora tinha descoberto isso, devia andar mesmo tapadinha para nunca se ter apercebido de tal coisa. Mas quem diria?

- Desculpe. – ouviu uma voz masculina e forte vinda de trás de si quando sentiu algo embater contra o seu braço, mas olhando para trás, acabou por não ver nada nem ninguém ali. Estranho, pensou para si própria mas acabou por deixar passar e não dar importância.

- Onde estavas? – Jullie foi interrompida de novo, mas desta vez pela sua melhor amiga, que do nada tinha surgido à sua frente. – Fui comer alguma coisa e depois nunca mais te vi.

- Estava a… a esclarecer uma coisa. – ela encolheu os ombros e a outra juntou as sobrancelhas.

- Pela tua cara, estavas a esclarecer alguma coisa com o Finn.

- Isso interessa? – Jullie revirou os olhos e seguidamente começou a puxar a amiga. – Anda, vamos comer, agora quem ficou com fome fui eu.

 

O dia já tinha escurecido, dando agora lugar à noite, uma bela noite com o céu repleto de estrelas e também onde era visível uma lua grande e redonda. Finn foi andando por aquele jardim, admirando a enorme casa onde se encontrava. Sabia que Colin tinha bastantes posses monetárias devido à família à qual pertencia, no entanto, nunca se tinha dado ao trabalho de pensar um pouco na quantidade de coisas que o amigo tinha. Começando por aquela casa.

Finn não era um rapaz rico, como o seu melhor amigo era, no entanto, sempre tinha tido o essencial para poder viver confortavelmente. Desde que o pai tinha começado a trabalhar na Gautier Company, e depois também ele, o dinheiro tinha começado a ser bem mais. Ganhava-se bem naquela empresa e para juntar o útil ao agradável, o rapaz gostava bastante de trabalhar naquele local.

Finn parou de andar quando por fim chegou de novo à zona onde se encontrava a maior parte das pessoas que tinham vindo àquele jantar. Ele achava que deviam ser umas cem, ou até mais. O seu olhar parou quando avistou Jullie parada em frente a uma mesa, estava a comer qualquer coisa, e sorria divertida enquanto falava com Trixie, que estava lá com ela. O rapaz achava Jullie uma rapariga bastante bonita, demasiado bonita até. Sabia o quanto ela era inteligente, e era por isso mesmo que ela frequentava uma das melhores faculdades daquela zona já para não falar que ela era considerada uma das melhores alunas. No entanto, aquelas coisas não impediam Finn de a achar mal-educada, pois era isso que ela era sempre que se dirigia a ele. Se calhar era por se achar melhor, visto pertencer a uma classe social mais elevada do que a dele, e era por esse mesmo motivo que Finn lhe chamava nariz empinado. Aquilo irritava-a de tal maneira, que fazia com que ele tivesse ainda mais gosto em chamar-lhe aquele nome.

O rapaz abanou ligeiramente a cabeça, para afastar estes pensamentos e foi ter com Colin, que estava por ali também sozinho.

 

Alexander foi ter com Jullie, já umas horas depois, as pessoas já começavam a ir embora e portanto ia pedir à filha que se fosse despedindo das pessoas à medida que estas iam saindo da sua casa. A rapariga concordou em fazê-lo, até porque Trixie já tinha ido embora e sendo assim agora encontrava-se sozinha.

A rapariga caminhou pelo jardim, até chegar ao enorme portão que separava a sua casa da rua e sorriu para algumas pessoas que iam saindo. Todas lhe sorriam, contentes e diziam que tinham gostado imenso daquela noite. Gostavam sempre, visto que era sempre uma noite bastante agradável e onde podiam todos conviver uns com os outros sem terem de pensar no trabalho.

- Até segunda, Jullie. – a rapariga arrepiou-se toda quando alguém lhe sussurrou estas palavras ao ouvido. Não era preciso pensar muito para saber que tinha sido Finn. Só era estranho ele ter usado o seu nome, coisa que não fazia habitualmente.

Fitou-o quando por fim ele ficou à sua frente.

- Adeus, Finn. – disse apenas num tom de voz indiferente.

O moreno esboçou um sorriso. – Adoro quando as raparigas são assim como tu para mim… más. – piscou-lhe o olho e antes que Jullie pudesse protestar o que ele havia dito, Finn virou costas e saiu para o exterior da casa. Jullie revirou os olhos e continuou a despedir-se das pessoas até que a última abandonou a sua casa.

 

Ela aproximou-se mais da saída, espreitando para a rua, para ver se já todas as pessoas tinham saído dali. Juntou as sobrancelhas quando ouviu um barulho vindo dos arbustos que haviam do outro lado da rua e nesse momento sentiu-se ser observada. Juntou as sobrancelhas, e tentou ver se havia alguém por ali, mas não via nada nem ninguém, só tinha a sensação que estava a ser observada.

A rapariga saltou para trás quando de repente um carro passou ali a toda a velocidade, fazendo-a assustar-se. Olhando-o já de longe apenas conseguiu ver que era um carro preto com os vidros também escuros que ela saberia que não conseguiria ver nada para dentro, mesmo que o carro estivesse ali à sua beira.

Ela suspirou e entrou de novo dentro de casa, sem sequer se ter apercebido que tinha deixado de ser observada.

 

Neste capítulo não aconteceu nada demais, principalmente entre a Jullie e o Finn, no entanto, o que aconteceu neste capítulo é importante para algo que irá acontecer em breve.

Só para vocês ficarem curiosas ahahah, no próximo capítulo vai acontecer algo que vocês vão adorar mesmo muito!

Bem, espero que estejam a gostar desta história.

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