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More than words.

More than words.

You're so bad {9}

Os polícias puseram-se logo todos a postos assim que os homens entraram ali dentro. O pai de Jullie, assim como todas as outras pessoas que estavam na empresa, tinham sido tiradas de perto da entrada, sendo que agora aquele espaço apenas estava ocupado pelos polícias. Estes, como é óbvio, apanharam os sequestradores meio de surpresa pois não estavam a contar ser recebidos daquela maneira. O que eles provavelmente queriam, era deixar Hannah ali, e em troca, levar Jullie, que era quem eles queriam desde o início.

- A outra? Onde está a outra? – foi o homem, alto e moreno que estava a agarrar em Hannah, que falou.

- Ela não está aqui, como devem imaginar. E o melhor mesmo é renderem-se de uma vez por todas. – um dos polícias falou de forma calma, tentando assim demovê-los e fazê-los entregarem-se às autoridades. Não iam conseguir ir muito longe, caso estivessem com ideias de fugir.

O homem acabou por fazer um sorriso cínico antes de voltar a falar. – Mesmo que nos prendam… não somos só nós que andámos atrás dela. Por isso, ela não irá muito longe.

 

***

- Finn, pára. – resmungou Jullie empurrando o rapaz da beira dela e levantando-se depois do sofá. Se não o conhecesse, Jullie iria dizer que ele estava a atirar-se a ela, mas como o conhecia e sabia todo o ódio que ele tinha por ela, sabia que de certeza não era nada disso. Talvez ele apenas estivesse parvo.

Já estavam ali há umas duas horas, e nesse tempo todo, a rapariga tinha muitas vezes olhado para o seu telemóvel, à espera de uma chamada do pai. Pelo contrário, Finn tinha passado o tempo todo a chateá-la, a meter-se com ela e a chamar-lhe de nariz empinado para a deixar ainda mais irritada do que ela já estava.

- Queres comer alguma coisa? – perguntou ele, depois de também se levantar do sofá. – Não quero que a menina riquinha fique com fome. – gozou-a ao que a loira revirou os olhos.

- Ui que preocupado que deves estar com o que quer que seja. – resmungou.

- E se estivesse?

- Olha, devias era preocupar-te com o que vais fazer quando eu contar o que vi… lá no teu escritório. – disse Jullie, numa tentativa de o fazer parar de a chatear e também um bocadinho para o irritar.

- Tu não vais contar. – resmungou ele, começando de seguida a andar em direcção à cozinha. Jullie foi atrás dele e encolheu os ombros.

- Ia ser interessante contar. E depois também era interessante seres despedido e eu não ter de olhar mais para a tua cara.

O rapaz virou-se de repente para ela, fazendo-a embater contra o seu peito, e seguidamente levantar o olhar para ele.

- Queres assim tanto que eu espalhe pela empresa que me beijaste? – perguntou ele.

- Eu não te beijei! – resmungou ela.

- Ai não? Olha que me lembro bem de me estares a beijar, toda entusiasmada e tal… - o rapaz riu-se levemente.

- Tu é que começaste a beijar-me. – retorquiu ela muito seriamente. Quem estava a ficar irritada era ela, e não ele, como era suposto.

- Pois… e tu apenas continuaste o que eu comecei.

Jullie revirou os olhos e empurrou-o, para fazer com que ele saísse da sua frente, no entanto isso não serviu de nada, pois o rapaz agarrou-a, impedindo assim que ela fosse a algum lado.

- Deixa-me estúpido. – resmungou ela.

- Que violenta que estás a ficar. Eu aqui a ajudar-te e tu és assim para mim? – perguntou.

- Tu estás a tentar irritar-me. – Jullie bufou para o ar. Finn tinha mesmo o poder de a conseguir tirar do sério por muito pouco que fosse o que lhe dissesse. Falava como se estivesse a gozar com ela ou assim e isso irritava-a de tal maneira.

- Preciso de… sei lá. Uns exercícios do género “exercícios para conseguir ignorar as coisas estúpidas que o Finn diz”. – ela começou a falar, divagando. – Sim, e umas frases para eu repetir imensas vezes quando estiveres a chatear-me e depois de tanto as repetir já nem sequer ia dar importância ao que tu dizes. Quer dizer, não é que eu dê importância ao que tu dizes, mas…

Finn revirou os olhos, por ela não parar de falar e interrompeu as suas palavras quando de repente a beijou. Jullie arregalou muito os olhos assim que sentiu a boca dele contra a sua. Os beijos que ele lhe dava, apesar de este ser apenas o segundo, começavam sempre de forma meio bruta, acabando depois por se tornarem mais calmos e lentos.

A rapariga começou a debater-se contra ele, tentando fazê-lo parar de a beijar mas não adiantava de nada. O rapaz estava sempre a puxá-la ainda mais para si, e Jullie acabou por não resistir mais ao beijo e então começou a corresponder. Ele encostou-a contra uma das paredes da cozinha, visto que era lá que se encontravam e desceu as mãos pelo corpo dela até chegar à sua cintura. Nesse momento Jullie sentiu um arrepio por todo o seu corpo, pois a mão de Finn entrou em contacto com a sua pele assim que meteu uma das mãos por debaixo da blusa que Jullie vestia. A rapariga acabou por o puxar mais contra si e mordeu-lhe o lábio assim que as suas mãos deslizaram pelos bem definidos abdominais de Finn. Num momento estavam ali e no seguinte, Jullie apenas sentiu as mãos de Finn a elevá-la ligeiramente e a colocá-la sobre uma das bancadas daquela cozinha.

Os dois continuaram com os beijos e com as mãos a percorrer o corpo um do outro.

- Vem aí alguém. – disse Jullie de repente, com a respiração completamente ofegante, e afastou Finn da sua beira. Tinha ouvido um barulho vindo algures da zona da porta de entrada, e por isso imaginava que alguém tinha acabado de chegar a casa. Engoliu em seco, como se só naquele momento se tivesse apercebido do que estavam a fazer. Finn agarrou-a, puxando-a ligeiramente contra si de maneira a fazê-la descer da bancada. A rapariga rapidamente se pôs direita e ajeitou as suas roupas. Avançou depois alguns passos, para assim se afastar mais de Finn, como se o facto de estarem demasiado perto um do outro, fosse sinónimo de se beijarem ou algo do género.

Finn respirou fundo, tentando fazer com que a sua respiração voltasse ao normal e passou a mão pelos lábios de maneira a fazer com que não se notasse que eles tinham estado a beijar-se. Pois, tinha-a beijado uma vez mais. Não conseguia evitar… por muito que Jullie o irritasse, parecia que tinha algo que o fazia ter vontade de a beijar. Quer dizer, se calhar era por o irritar que ele ficava ainda com mais vontade de a beijar.

 

Quem tinha chegado era o pai de Finn, que não demorou a entrar na cozinha. Jullie cumprimentou-o e seguidamente baixou um pouco o olhar, com medo que ele desconfiasse de algo, como se ela tivesse escrito na testa “Beijei o Finn”.

A rapariga apenas voltou a levantar o olhar, quando Douglas começou a falar sobre o que tinha acontecido na empresa e também a contar as novidades.

Pelo que parecia, os três homens que tinham levado Hannah até à empresa, tinham acabado por ser presos. Hannah estava bem, felizmente, mas segundo os homens, havia pelo menos mais um, que também segundo eles, andava ainda atrás de Jullie. Portanto, o pai de Jullie tinha pedido para que Jullie ficasse ali pelo menos até ao dia seguinte, enquanto que a polícia andava a ver se encontrava o outro homem, ou confirmavam a sua existência, visto que os outros podiam muito bem estar a mentir.

Finn olhou de canto para Jullie, depois de Douglas ter dito que ela iria passar ali a noite.

- Eu arranjo o quarto para ela. – acabou por dizer e antes de Jullie poder falar, agarrou-lhe na mão e começou a puxá-la com ele dali para fora.

 

Mais um "acontecimento" entre os dois que tenho a certeza que vocês gostaram! Mais assim virão, ahahah.

Quero pedir desculpa por não ter respondido aos vossos comentários ao post anterior, mas só ao vir arranjar o capítulo para o postar, é que me apercebi que não tinha ainda respondido aos comentários. Por isso, muito obrigada a todas pelos comentários e por lerem aquilo que escrevo.

Beijinhos!

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